Repercussões do caso Petacchi

Repercutem em outros blogs a suspensão do ciclista italiano devido ao uso de salbutamol.

Da minha parte eu questionaria algumas coisas:

a) Qual a razão da suspensão por apenas 1 ano, enquanto que outros corredores como Basso, Ullrich, Landis, Kaschnekin e outros foram de 2 anos, como é a regra?

b) O código ético (que recentemente foi jogado no lixo pela Liquigas) também não permite a contratação de um ciclista retornando de suspensão por mais 2 anos, totalizando 4. Não li em nenhum lugar que a Milram estivesse mandando Petacchi embora.

c) O CONI (Comitê Olímpico Italiano) ainda está apelando da decisão do TAS. Ou seja, eles querem a absolvição. O mesmo CONI, queria há poucos dias, o couro de Di Lucca. Dois pesos, duas medidas.

d) Mesmo com a alegação de que não dopou-se propositalmente, o desempenho de um atleta pode ser aumentado com essa substância. A alegação de que não sabia ou foi sem intenção não vale. Quem não lembra do caso da saltadora brasileira Maureen Maggi suspensa por dois anos pelo uso de clostebol, alegando que a substância estava presente no creme cicatrizante Novaderm, usado após uma depilação?

e) E como ficam os patrocinadores dos corredores que chegaram atrás de Petacchi em algumas “provinhas” como o Giro d’Italia, a Vuelta a España, a Paris-Tours…? Eles não tiveram sua marca exposta. Que prejuízo hein? A suspensão paga isso?

f) O resultado do exame não saiu logo após a etapa do Giro? Todos os problemas não seriam evitados com a suspensão imediata do corredor?

Mas eu não sei de nada. Tem muita coisa e muito dinheiro envolvido nisso.

 

Deixe um comentário