Ah, essa língua portuguesa

04/janeiro/2009

Bom. Entrou em vigor a tal mudança na nossa língua tão falada (não a língua, a mudança).

Estou tentando escrever certo os novos posts. Mas tenho que informar que tenho programado para publicação futura em torno de 120 posts (acreditem!). E tenho certeza que alguma coisa de errada tem lá.

Assim, peço a ajuda dos leitores para corrigir os eventuais erros.

Achei um texto bem interessante no blog do Pedro Doria. Explica de uma forma simples. Tomei a liberdade de reproduzir a parte que interessa:

Acentos

1. Lá se vai o trema.

2. As paroxítonas cuja sílaba tônica fica no éi ou no ói perdem o acento – vai ser duro escrever Coreia assim.

3. Paroxítonas também perdem o acento quando a sílaba tônica está no i ou no u. Feiura.

4. As terminações éis, éu, éus, ói e óis, e com elas todos os espanhois, também perdem o acento.

5 Uma das que me deixa mais melindrado são as terminações êem e ôo(s). Veem é assim.

6. Acento diferencial para distinguir homônimos acabou: para, de parar, é igual àquele outro para. Pelo de bicho, idem.

A regra acima não vale para os verbos: Pôde segue acentuado para marcar o passado, têm para dizer que é plural, pôr verbo continua distinto do por preposição. Ele intervém, eles intervêm.

Hífens

Aí é a vez do hífen. Este, como jamais aprendi antes, me parece uma chance de aprender na segunda vez.

1. Se a segunda palavra começa com h, super-história, tem hífen.

2. Quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal do segundo elemento – agroindustrial – fica sem. Se a vogal de término e de início for a mesma – anti-inflamatório – tem hífen.

3. Não há hífen quando o prefixo termina com vogal e o segundo elemento começa com consoante diferente de R ou S: anteprojeto. O hífen também some no caso R ou S, mas aí a consoante duplica: antirreligioso. A exceção: o prefixo ‘vice’ sempre impõe um hífen, vice-presidente.

4. Se o prefixo termina por consoante e o segundo elemento começa pela mesma consoante – inter-religioso – tasque um hífen. Se, no entanto, as consoantes forem diferentes – supermercado –, não há hífen.

Há exceções: se o prefixo for ’sub’, aí também fica hífen para palavras iniciadas com R – sub-república. Para os prefixos circum e pan seguidos de palavras iniciadas por M, N e vogal, fica o hífen: pan-americano, circum-navegação.

5. Se o prefixo termina por consoante e o segundo elemento começa com vogal, hiperacidez, não tem hífen.

As exceções que ferram com a regra geral: ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, que sempre têm hífen.

6. As palavras com sufixo tupi têm hífen: anajá-mirim, capim-açu.

7. Os encadeamentos vocabulares tipo ponte Rio-Niterói e eixo Rio-São Paulo levam hífen.


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