Em 2008 o CONI havia feito uma declaração na qual informava que ciclistas que estivessem de alguma forma ligados a esquemas de dopagem seriam proibidos de participar de provas no território Italiano. Isso incluia o Tour de France, já que uma das etapas (Prato Nevoso) ocorria no país da pizza (o outro, não o Brasil). Não sei exatamente qual o tipo de acordo que foi feito, mas isso acabou não acontecendo.
No entanto, nessa mesma etapa os italianos aproveitaram e fizeram coleta de sangue de alguns ciclistas. Dentre eles Alejandro Valverde, Frank Schleck (lembram do episódio do carro do pai do ciclista?) e de mais 5 corredores da CSC.
Como uma coisa leva a outra, aproveitaram a amostra de sangue de Valverde e fizeram a análise do seu DNA e a compararam com uma das bolsas encontradas em 2006 com Eufemiano Fuentes, curiosamente aquela identificada como “VALV.PITI”. A reportagem de hoje da Gazzetta informa que há uma certa semelhança em ambos os códigos genéticos.
Resultado: Alejandro Valverde foi convocado para comparecer perante o CONI no próximo dia 16 para tentar se explicar.
Observação 1: as tais bolsas com o VALV.PITI em cima foi o que levou a UCI a tentar barrar sua participação no Mundial de Stuttgart em 2007 (o ciclista e sua real federação apelaram ao TAS e ele pode participar).
Observação 2: VALV de VALVerde e PITI de Piti, o nome da sua cachorra de 4 patas, segundo informações das autoridades que investigam o caso.
Escrito por Zaka