O domínio da Quick-Step nas terras calçadas e onduladas próximas a fronteira franco-belga é óbvia. Depois desse domingo, os corredores de azul e branco entram no limbo por mais 10 meses.
Suas forças estão armazenadas para essa corrida. Boonen e Devolder são co-capitães e sujeitos como Weyland, Van Impe, Hulsmans e Tosatto, são leais e capazes. Sylvain Chavanel está estreando na rainha das clássicas, mas poderá ser de grande utilidade.
A tarefa das demais equipes será tentar controlar a corrida. Mas a pergunta que fica no ar é: a Paris-Roubaix pode ser controlada?
Em 2008 Boonen tinha um pequeno esquadrão ao seu redor. Quando as coisas apertaram, ele ainda tinha Devolder para fazer o seu jogo. Claro que ninguém pode auxiliar quando o trem passar, como em 2006.
O problema maior em tentar controlar essa corrida leva o nome de Arenberg. É um trecho muito difícil e muito estreito. O esforço máximo dos candidatos à vitória e de suas equipes será em tentar entrar na frente. A floresta é um ponto natural de quebra, é fisicamente impossível que o pelotão mantenha a sua forma. É tão estreito que deve ser percorrido em fila indiana ou no máximo com dois ciclistas lado-a-lado. Por isso, se você não estiver na frente quando terminar o calçamento e a velocidade aumentar, você estará em apuros.
Então, para todos, o desafio consiste em tomar a dianteira e passar rapidamente pelo Arenberg. As outras equipes precisam entender que esperar pelas ações da Quick-Step é a melhor maneira de perder. Além disso, precisam assumir a responsabilidade pelos movimentos e não ficar “na moita”. E isso é muito delicado, pois essa tarefa nos últimos anos esteve sempre sob o comando da CSC e convém lembrar que este ano estarão sem Stuart O’Grady e Cancellara ainda é uma incógnita.
A Cervelo Test Team poderia ser a melhor opção para atrapalhar a Quick-Step: Haussler, Hammond, Hunt e Hushovd. A dúvida é se conseguem aguentar.
Columbia: Burghardt, Eisel e Hincapie são suas maiores chances, mas o resto da equipe tem pouca experiência.
Rabobank: jogam suas fichas em Flecha e contam com o trabalho de Langevelt, Horrillo e Posthuma.
Katusha: Pozzato está muito forte e demonstrou isso. Quanto ao resto do time, lembro apenas de Ignatiev como um apoio importante.
Se eu pudesse dar alguma sugestão, diria: na dúvida, acelere.

Escrito por Zaka