Tour of Gila

28/abril/2009

Vamos por partes.

A UCI tem uma regra estúpida na qual diz que equipes ProTour não podem competir em eventos nacionais.

Imaginem a Volta do Estado de São Paulo com a presença da Française des Jeux. Ou o Tour de Santa Catarina tendo como participante a Cofidis. Ou ainda, a Volta de Gravataí com a Liquigas.

Imaginaram?

Se, por um lado ficaria difícil, muito mais difícil para as equipes nacionais, imaginem a repercussão na imprensa e o aprendizado que esses europeus trariam para o esporte nacional.

Agora imaginem uma prova que esteva à beira da extinção. Esse é o Tour of Gila. Graças ao Lance Armstrong e sua vontade de “treinar”, a Astana estava disposta a participar dessa, digamos, provinha. Na sua roda veio a BMC, equipe continental profissional que se enquadra na mesma regra (da UCI).

Resultado: uma injeção de dólares bancados pela SRAM.

Então a dona UCI botou as garras de fora e disse que não, isso não era permitido. Onde já se viu os grandões querendo papar os pequenos? Isso é prova para equipes de 3a. divisão.

Depois de alguns telefonemas, trocas de e-mails a entidade toda poderosa abriu uma concessão e vai permitir a presença da Astana com no máximo três corredores: Armstrong, Leipheimer e Horner foram os escalados (e vão correr como “avulsos”). Da mesma forma, a BMC mandou cinco corredores pra casa.

Quando esses burocratas vão acordar? Sem Armstrong, Leipheimer, Astana e companhia um patrocinador como a SRAM não teria interesse em colocar dinheiro na prova que sucumbiria a crise. Mais uma no rol das extintas fazendo companhia para o Tour da Filadélfia, New York, Leenau, Oregon e outras.

Eu sou tonto, estou errado?


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