Museu de CERA

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Desde o dia 17 de julho de 2008 os fãs do esporte tomaram conhecimento de uma substância chamada MIRCERA, até então desconhecida.

Sob a sigla em inglês de C.E.R.A. (Continuos Erythropoietin Receptor Activator) “Ativador Contínuo do Receptor de Eritropoietina” esconde-se um produto testado desde 2000 pelo laboratório suíço Roche, com o nome comercial de MIRCERA para tratamento de doentes renais. Conhecida também como EPO de retraso ou de terceira geração por seu efeito mais durador já que é tão efetiva como o mais popular dos dopantes e mais difícil de detectar (por precisar doses menores).

A diferença entre este produto inovador e a EPO, é que em laboratório constatou-se que a antiga EPO deveria ser administrada com frequência, estimulando e revolucionando intensamente os receptores da eritropoietina, ao contrário da CERA, que permanece mais tempo no corpo estimulando a produção de glóbulos vermelhos, prolongando assim uma semi-vida e amplos intervalos de administração. Estima-se que uma dose do produto no mercado negro valha até 1000 Euros.

Para entender melhor, os efeitos da CERA num atleta são um maior número de glóbulos vermelhos, menor causa de fadiga coronária e muscular devido a maior e mais rápida oxigenação do sangue, provocando por sua vez uma maior capacidade de recuperação e uma enorme dificuldade de detecção por parte dos laboratórios já que o atleta fica mais de acordo com os níveis normais de hematócritos. Esta é a maior diferença entre a EPO e a CERA, mesmo objetivo, mesmo resultado, maior dificuldade de detecção.

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A AFLD (Agência Francesa Antidopagem), encarregada de realizar os controles no Tour decidiu verificar as amostras de todos os corredores antes da prova de 2008. Os “suspeitos” com níveis anormais de hematócritos foram controlados de perto e submetidos a exames aleatórios. Acabou-se por detectar Ricardo Riccò (CERA), Manuel Beltran e Moises Dueñas (EPO).

A AFLD trabalhou com a cooperação da Roche, seus investigadores e inventores da CERA para desmascarar os trapaceiros, colhendo provas de sangue e urina, antes e durante o Tour. Os resultados foram tardios devido a complexidade da detecção, mas altamente eficazes. Desta vez foram flagrados Leonardo Piepolli e Stephan Schumacher, sempre suspeito em exames (este sujeito já havia tido positivo por cafeína em 2005. Em 2007 durante o Mundial, apresentava valores anormais no seu sangue que não puderam ser convertidos em positivo. Também foram encontrados restos de anfetamina num controle realizado pela polícia alemã devido a um acidente de trânsito. Como falamos por aqui, seu sangue é tão sujo quanto pau de galinheiro).

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2 respostas para Museu de CERA

  1. Gabriel Vargas disse:

    Triste ver a foto do Rebellin junto da de babacas como o Schumacher e o Ricco.

  2. Anderson disse:

    Deviam é fazer um museu do doping. Ia faltar espaço para tanto trapaceiro.

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