Estágio 1 (prólogo) – 9 de maio: Lido di Venezia, 20,5Km (TTT)
Como não poderia deixar de ser, um prólogo serve somente para definir o primeiro líder da competição. Foi-se o tempo em que um corredor dominava do começo ao fim, mas é a chance de “fazer um Gasparotto” e conhecer o doce gosto da fama.
Estágio 2 – 10 de maio: Jesolo – Trieste, 156km
O estágio termina com três voltas num circuito de 11Km em Trieste (últimos três morrinhos dessa altimetria) e é a etapa onde teremos os primeiros pontos da maglia verde de escalador.
Estágio 3 – 11 de maio: Grado – Valdobbiadene, 198km
Grandes chances de uma chegada caótica num estágio que dará mais alguns pontinhos para os escaladores. A chegada fica próxima da casa de Alessandro Ballan que infelizmente está de fora da prova.
Estágio 4 – 12 de maio: Padova – San Martino di Castrozza, 162Km
A primeira filtragem para separar os homens dos meninos será nesse estágio.
Não é uma subida tão extensa (8,5Km) e nem possui as pendências que estamos acostumados a ver (máxima de 12%), mas deve ser o suficiente para que as primeiras diferenças significativas apareçam. Não devemos esquecer que os corredores vão enfrentar a subida final após 135Km e estarão vindo de uma subida quase tão significativa quanto essa (local para emboscadas e bons downhillers).
Estágio 5 – 13 de maio: San Martino di Castrozza – Alpe di Siusi, 125km
O estágio começa com uma escalada de 8,2Km ao Passo Rolle depois uma descidinha de 57Km. Um morrinho bobo no meio e uma pequena montanha com 25Km de extensão e média de 6%. Pode parecer pouco, mas são 1500 metros de desnível. É quase uma etapa “monomontanha” já que a primeira parte é ladeira abaixo, é curta e não há desgaste prévio.
Não é uma inclinação tão acentuada apesar da extensão. Os escaladores puros não devem abrir (teoricamente) diferenças tão grandes dos favoritos (falo de Luca, Menchov, Sastre, Armstrong, Leipheimer, Basso, Simoni, Cunego, etc). É (espero) uma etapa imperdível.
Estágio 6 – 14 de maio: Bressanone/Brixen – Mayrhofen (Aus), 248km
Nesse estágio a prova sai da Itália e faz uma visita à Áustria. Embora a altimetria não pareça grande coisa, não se iludam: as duas montanhas que dão pontos aos escaladores possuem mais de 1.500 metros de altitude. Como a chegada é no plano e logo após uma descida vertiginosa, poderemos ver se Basso aprendeu mesmo a descer como falam.
Estágio 7 – 15 de maio: Innsbruck (Aut) – Chiavenna, 244km
Continuamos fora da Itália. Essa etapa vai da Áustria até a Suíça. O perfil é um tanto singular: um falso plano de 207Km (1300 metros de desnível) seguido de uma descida de quase 30Km. Posso estar enganado, mas acho que a chegada será decidida no sprint. Mas a questão não é essa: nesse falso plano, algum favorito pode acabar sobrando…
Estágio 8 – 16 de maio: Morbegno – Bergamo, 209km
Uma etapa quebra-pernas onde é provável que teremos algumas fugas. Se elas serão controladas ou não, depende da situação da corrida no dia. Um bom final para “uphill sprinters” tipo Betini (opa, esse está aposentado).
Estágio 9 – 17 de maio: Milano Show 100, 163km
A tradicional chegada em Milão (Milano) será antecipada. Uma etapa plana e curta. Com certeza teremos aventureiros tentando uma vitória milagrosa e o pelotão e suas equipes de sprinters tentando a vitória para os seus. Somado às esquinas e curvas fechadas transforma-se num prato cheio para uma etapa nervosa e perigosa.
Estágio 10 – 19 de maio: Cuneo – Pinerolo, 262km
Essa que era pra ser a etapa rainha da prova e deveria ser uma cópia da épica etapa vencida por Coppi em 1949 teve que sofrer alterações devido ao risco de avalanches…. coisas da primavera italiana.
Como compensação pelo transtorno, a organização aumentou em 10Km a etapa. Teve quem gostou, teve quem odiou (Simoni odiou, disse que ficou sem tanta dureza como o desenho anterior – anotem isso).
Estágio 11 – 20 de abril: Torino – Arenzano (Genova), 214km
Depois de um dia cansativo essa etapa tem tudo pra ser calminha (claro, teremos a fuga tradicional de uma equipe pequena). A pequena subida no Passo del Turchino servirá para que o trem dos sprinters não aconteça (mas acredito numa chegada massiva).
Estágio 12 – 21 de maio: Sestri Levante – Riomaggiore (ITT), 60.6km
Essa será, na minha opinião, a etapa decisiva, é aquela que vai marcar as maiores diferenças. Humildemente penso que o vencedor desse CRI coloca uma mão na taça.
É um CR desenhado pro Armstrong. Mas como ele jogou a toalha (lembrem que escrevi esse post ANTES da prova começar), está na mão do Leipheimer.
Estágio 13 – 22 de maio: Lido di Camaiore – Firenze, 176km
Etapa para sprinters.
Estágio 14 – 23 de maio: Campi Bisenzio – Bologna (San Luca), 172km
Etapa de média montanha. Bonita, mas não deve, salvo alguma “quebra” causar grandes modificações na classificação geral.
Estágio 15 – 24 de maio: Forlì – Faenza, 161km
Uma espetacular etapa de média montanha. O seu azar foi ser a 15a. etapa e a 16a. ser de alta montanha com final no alto (apesar de que, amanhã é folga). Os favoritos não devem lançar ataques, mas a equipe DO líder não deve ter folga na tentativa de controlar as fugas.
Estágio 16 – 25 de maio: Pergola – Monte Petrano, 237km
Uma extraordinária etapa com três grandes montanhas na sequência. Com certeza uma das etapas mais duras da prova. É imperdível!
Estágio 17 - 27 de maio: Chieti – Blockhaus, 83km
Outra grande etapa. Há quem critique o trajeto escolhido pelo fato dos organizadores optarem pela vertente mais suave das possíveis e deixando-a como “monomontanha”. Apesar disso, poderemos (e creio que acontecerá) ver algum movimento na classificação final: é uma etapa curta para os padrões da prova, o que significa maior velocidade.
Estágio 18 -28 de maio: Sulmona – Benevento, 182km
Etapa desenhada para uma fuga. Uma escalada na largada e um terreno ondulado para dificultar a caça.
Estágio 19 – 29 de maio: Avellino – Vesuvio, 164km
É a última montanha da prova. Apesar do nome pomposo, dá a pinta de que será uma etapa sem grandes emoções (tomara que eu esteja enganado).
Estágio 20 -30 de maio: Napoli – Anagni, 203km
Última etapa em linha com uma subida no final para quebrar o sprint. Quem sabe dar a última estocada nos adversários antes do CR final.
Estágio 21 – 31 de maio: Roma (ITT), 15.5km
Há controvérsias: há quem diga que uma CR de 15Km é ridícula e que deveria ter no mínimo 30 ou 35Km e que ela não servirá para nada. As pessoas que gostaram afirmam que será um passeio triunfal para o vencedor e que, inclusive, com tão pouca distância, ninguém guardará forças para essa etapa.
































Escrito por Zaka