- Sem dúvida o grande acerto dos organizadores no quesito traçado. Quem tinha que aparecer, apareceu. Quem fica de roda, sumiu. Agora a prova se resume a três nomes: Menchov, Di Luca e Leipheimer.
- Menchov foi o grande vencedor sem dúvida. Usou as suas melhores qualidades naquele que foi o CR mais difícil dos últimos anos.
- Basso uma decepção a meu ver. Nem de longe lembra o extraterrestre de 2006. E deveria começar a treinar de noite, usando um farolzinho Cateye com pilhas fracas pra ver se aprende a fazer curva
.
- Di Luca arriscou tudo nas descidas e só por isso perdeu tão pouco tempo (antes do CR falava-se em 3 ou 4 minutos). Pelo que demonstrou até agora, deve tentar recuperar a liderança nas bonificações (aquelas que eu não gosto). Nas provas é um bravo corredor (e dizem que fora delas é um corredor bravo), não vai dar folga, podem ter certeza.
- Armstrong não veio para disputar a prova realmente. Ficar atrás do Simoni…
- Menchov não tem equipe, isso é inegável. Mas pensando bem, quando foi que ele teve equipe? Ganhou as duas Vueltas sem equipe. Mas agora ele vai correr contra dois times: os LPR e os Astana (devo incluir na relação a Liquigas?).
- O russo é um cara grudento, mas por favor, não o comparem com o Irmão da Cicarelli! As etapas com final em montanha que restam (Monte Petrano, Blockhaus e Vesuvio ) não parece ser o tipo de escalada que ele canse. Será que teremos de volta os velhos e bons ataques? Quem vai para o sacrifício, Di Luca ou Leipheimer?
- Pelizotti está colocando o emprego do Basso em perigo
- Não sabia que o Garzelli era tão bom no CR. Aliás, ele fez duas grandes apresentações nos últimos dias.
- Me parece que a gambiarra que o Sastre fez não foi a melhor escolha: quadro de CR com trocadores normais e clip de triatlo (me lembrou o Ullrich na crono do Alpe d’Huez). Assisti a alguns trechos da etapa e ele pareceu “travado” nas subidas.
Escrito por Zaka