Os ciclistas devem ingerir durante a competição 8.000 calorias por dia. O dobro que um jogador de futebol e quatro vezes mais do que uma pessoa sedentária, motivo pelo qual a alimentação é muito importante nesse esporte e é um dos aspectos que necessite mais atenção das equipes que participam do Tour ou de qualquer competição por etapas.
O médico da extinta equipe Illes Baleares, Jesús Houos, em declarações a imprensa já afirmava que “a alimentação e um fator chave no cuidado e preparação de cada ciclista devido ao desgaste físico”.
Os alimentos básicos da dieta de um ciclista são massas e carne que devem comer os 365 dias do ano. Por isso os nutricionistas procuram criar cardápios atrativos para que eles não enjoem, tomando cuidado para que não provoquem alterações digestivas.
Um menu habitual pode consistir de um café “continental” com extras como arroz, tortilla, presunto e queijo, que devem ingerir três horas antes de uma etapa ou quatro horas antes de um contrarrelógio.
Os ciclistas podem incrementar esses pratos com vinho ou cerveja, dependendo da equipe. Recomenda-se uma taça de vinho no jantar ou dependendo da etapa, evita-se o seu consumo.
As equipes normalmente não contam com cozinheiro próprio e utilizam os serviços dos hotéis onde estão hospedados. Tal opção deve-se a indisposição destes estabelecimentos em ceder suas instalações e fogões por um dia. Situação essa que muda quando trata-se de uma competição em que os atletas ficam 15 dias no mesmo lugar (como nos mundiais).
A alimentação diária é completada com o que os ciclistas ingerem durante a prova: barras energéticas preparadas com glucose ou frutas, sachês de gel, bebidas energéticas e sanduíches, distante das imagens do início do século XX quando os ciclistas paravam em restaurantes para apanhar alimentação “tradicional”.
Escrito por Zaka