A equipe anunciou a contratação do escalador espanhol David De La Fuente e do italiano Paolo Tiralongo como suporte para Alberto Contador na defesa do título do Tour de France. Eu fico me perguntando é por quê alguém iria de livre e espontânea vontade para a equipe agora que Johan Bruyneel e a maioria dos bons corredores já não fazem mais parte do time.
Mesmo antes da saída de Bruyneel, a equipe já parecia ser complicada: problemas de falta de dinheiro no início e no final da temporada, além de dificuldades em manter o status ProTour para 2010. Qualquer ciclista que assinar com os cazacos está arriscando trabalhar de graça e, também, ser incapaz de disputar as principais provas do calendário.
Some-se a isso o temporal chamado Alexander Vinokourov. Depois de uma fraude e uma mentira deslavada (faltou ele culpar a alimentação típica de seu país – vide foto) ele volta livre, como é o seu direito. Mas sua imagem ficou maculada para sempre.
Agora acrescentem o nome do novo diretor esportivo: Giuseppe Martinelli, que foi diretor de um dos maiores ícones (e também mais problemáticos) do ciclismo: Marco Pantani. Martinelli é um veterano, tem experiência, mas seu nome não vai ajudar a olhar para a equipe e considerá-la como sinônimo de limpeza (pensarei sempre em falcatruagem). Também no grupo teremos como treinador Yvon Sanquer, ex-Festina (esse nome dispensa maiores comentários).
A questão é: sem a licença, o desaparecimento da equipe seria acelerado? Isso seria bom ou ruim para a modalidade?
A equipe possui a licença por mais dois anos: a UCI está avaliando se não vai revogá-la devido a falta de garantias e problemas no atraso dos salários.

Escrito por Zaka