Moser

11/fevereiro/2010

moser

Francesco Moser, o “xerife” tinha uma força tremenda pedalando sobre as pedras. Ele parecia ter sido criado para elas e vice-versa. Seu currículo de vitórias foi impressionante: Mundial 1977, Giro d’Italia, Giro di Lombardia, Milan-San Remo, Gent-Wevelgem, Flèche Wallone e três Paris-Roubaix, sua corrida favorita.

No documentário “A Sunday in Hell” é incrível ver como ele parecia voar sobre as pedras, o ritmo enlouquecido que tinha. A maioria dos demais corredores parece fazer força apenas para manter-se andando, ele não. Foi um ciclista italiano por excelência, inovando nos equipamentos e roupas, falava baixo, um gentleman fora da bicicleta. Mas quando subia e começava a pedalar se transformava num ogro.

Em 1974 foi ao Inferno pela primeira vez e gostou tanto que terminou em segundo: “No final eu sabia! Eu sabia que iria ganhar um dia, é o meu tipo de corrida. Ganhar aqui é um sonho”. Ele fez isso em 1978, 1979 e 1980. Em todas as ocasiões foi capaz de terminar sozinho. Após sua segunda vitória declarou: “É excelente para o nosso prestígio nacional”, e ele estava orgulhoso pois tinha derrotado El Gitano De Vlaeminck. Com a terceira vitória consecutiva entrou para o templo dos semi-deuses ao lado de Octave Lapize, os únicos a vencer três vezes consecutivas.

Humildemente deu sua receita da vitória: “Andar forte, andar na frente e ter um pouco de sorte”.

Um bom médico também ajudou, eu acrescentaria.

1978

1979

1980


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