Vino e Kash

12/Novembro/2009

Alexander Vinokourov continua na sua batalha rumo ao título do corredor mais antipático do ano.

Declarou recentemente que Andrey Kashechkin é um risco para a equipe e por isso não pode assinar contrato com ele. É um risco devido ao seu passado recente de problemas com doping.

A equipe parece que vai bem. Uns declaram que ofereceram 8 milhões de euros a Contador, outros dizem que não é tudo isso e que eles tem (e terão) sérios problemas financeiros no futuro. Contratam como diretor Giuseppe Martinelli que foi treinador de Marco Pantani. Como como treinador, Yvon Senquer, ex-Festina.

E lembrando: sua licença pode ser revogada a qualquer momento.


O futuro (incerto) de Alberto Contador

10/Novembro/2009

O agente, irmão e mala de Alberto Contador, Fran Contador, negou hoje que a Astana tenha feito uma proposta milionária (8 milhões de euros anuais) para o seu irmão.

Segundo ele, a proposta é para 2010 somente e não chega sequer a metade desse valor (o que convenhamos, é um bom salário também).

Alguém está mentindo: os cazacos ou o irmão-com-medo-do-leão-do-imposto-de-renda.

Vamos aguardar.


O futuro de Alberto Contador

09/Novembro/2009

Uma coisa é certa: muitos zeros no seu salário.

A Astana fez uma oferta de 8 milhões de euros por temporada para um contrato com vigência até 2013.

Além disso, parece que Fran (o irmão-agente) está bem orientado: Alberto exige uma cláusula que lhe permite quebrar o contrato no caso de haver algum companheiro positivo por doping e a não inscrição de Alexander Vinokourov no Tour de France.

Será que o dono do time (aquele que disse “A Astana é o meu bebê”) concorda com tudo isso?


Contador pode deixar a Astana

23/Outubro/2009

A AFP noticiou ontem que em Alberto Contador pode deixar a Astana sem prejuízos financeiros. Eles citam o artigo 2.15.139.8 do regulamento da UCI.

Isso tornou-se um problema quando a Astana, juntamente com outras 4 equipes (Caisse d’Epargne, Euskaltel, Saxo-Bank e Sky) não cumpriu com os requisitos da licença ProTour. As equipes tem até o dia 20 de novembro para cumprir com todos os requisitos, mas a regra permite que os corredores peçam a rescisão do contrato quando eles não forem cumpridos até 20 de outubro.

Artigo 2.15.139.8 do Regulamento UCI de Ciclismo

Artigo 8 – Rescisão do contrato
Sem prejuízo a legislação que rege o presente contrato, que poderá ser encerrado antes da caducidade, nos seguintes casos e nas seguintes condições:

1.1 O corredor poderá rescindir o presente contrato, sem aviso nem responsabilidade por danos:

…….

f) Se, em 20 de Outubro do ano anterior, com um ano de matrícula abrandiga pelo presente contrato, o ProTeam UCI não apresentou um arquivo contendo os documentos essenciais numerados no artigo 2.15.069bis.

O artigo em questão enumera vários itens que a equipe deve apresentar, como orçamento, patrocínio, contratos assinados com os principais parceiros, garantias bancárias, contratos assinados com pelo menos 12 corredores e, para novas equipes, descrição da estrutura da equipe.


Qual o futuro da Astana?

22/Outubro/2009

A equipe anunciou a contratação do escalador espanhol David De La Fuente e do italiano Paolo Tiralongo como suporte para Alberto Contador na defesa do título do Tour de France. Eu fico me perguntando é por quê alguém iria de livre e espontânea vontade para a equipe agora que Johan Bruyneel e a maioria dos bons corredores já não fazem mais parte do time.

Mesmo antes da saída de Bruyneel, a equipe já parecia ser complicada: problemas de falta de dinheiro no início e no final da temporada, além de dificuldades em manter o status ProTour para 2010. Qualquer ciclista que assinar com os cazacos está arriscando trabalhar de graça e, também, ser incapaz de disputar as principais provas do calendário.

Some-se a isso o temporal chamado Alexander Vinokourov. Depois de uma fraude e uma mentira deslavada (faltou ele culpar a alimentação típica de seu país – vide foto) ele volta livre, como é o seu direito. Mas sua imagem ficou maculada para sempre.

Agora acrescentem o nome do novo diretor esportivo: Giuseppe Martinelli, que foi diretor de um dos maiores ícones (e também mais problemáticos) do ciclismo: Marco Pantani. Martinelli é um veterano, tem experiência, mas seu nome não vai ajudar a olhar para a equipe e considerá-la como sinônimo de limpeza (pensarei sempre em falcatruagem). Também no grupo teremos como treinador Yvon Sanquer, ex-Festina (esse nome dispensa maiores comentários).

A questão é: sem a licença, o desaparecimento da equipe seria acelerado? Isso seria bom ou ruim para a modalidade?

A equipe possui a licença por mais dois anos: a UCI está avaliando se não vai revogá-la devido a falta de garantias e problemas no atraso dos salários.

No Cazaquistão eles tomam leite de égua

No Cazaquistão leite de égua é uma iguaria


Astana, ainda na alça de mira

13/Outubro/2009

Os franceses não dão trégua a Astana: segundo o jornal sensacionalista L’Equipe (afinal, doping vende muito mais do que a vitória de um belga na Paris-Tours), as autoridades vão investigar os resíduos das seringas utilizadas pela Astana durante o último Tour de France.

Atenção: os organizadores fornecem caixas para “lixo hospitalar” para todas as equipes e agora vão investigar quais são as substâncias encontradas dentro das seringas.

Alguém aí acredita que alguém seria estúpido o suficiente para deixar um restinho de insulina, EPO, ou qualquer outro produto não permitido dentro? É muito fácil contaminar esse material e, o principal, esse tipo de prova não é válida, não tem poder legal nenhum (não seguiu nenhum tipo de procedimento controlado por ambas as partes).

Enfim: é só pra vender jornal mesmo.


Astana pode perder sua licença ProTour

28/Setembro/2009

A história se repete: atraso nos salários.

Depois daquele atraso nos salários com o protesto das camisas sem patrocinador, os atrasos foram pagos, mas parece que as coisas vão mal. Desde JUNHO os corredores não recebem um centavo pelos seus serviços.

Pat McQuaid reuniu-se com os representantes da equipe que garantiram que o presidente do Cazaquistão vai colocar as contas em dia.

Eles tem um prazo de três semanas para fazer isso, do contrário vão sobrar no pelotão.


Alberto Contador: Astana sim, mas a contragosto

31/Agosto/2009

Em entrevista hoje na Telemadrid, Alberto Contador disse que está “resignado em ficar um ano mais na Astana”, devido ao contrato que tem com a equipe, que o impede de mudar de time.

Claro que todo contrato prevê a quebra. Normalmente essas quebras implicam em multas. Multas essas que geralmente são pagas por quem ocasiona a quebra (no caso, outra equipe).

Aparentemente, as “muitas ofertas” que ele recebeu não contemplam pagar a quantia de dinheiro estipulada na cláusula de quebra (geralmente o salário algumas vezes multiplicado).

Com relação a equipe que Fernando Alonso pretende montar, afirmou que é muito cedo para falar nisso: é um projeto a longo prazo. Nesse ponto, rumores indicam que o principal patrocinador da equipe seria a Red Bull (já pensaram Galvão Bueno narrando o Tour? “Lá vem Contador, da equipe RBR – ou RBC).


Vinokourov já é corredor da Astana

20/Agosto/2009

vino

Alexander Vinokourov é oficialmente um corredor da Astana conforme declaração do portavoz da equipe, Rini Wagtmans.

Agora teremos a briga (ou não): ele está inscrito na Vuelta a España como o primeiro reserva. Bruyneel vai comandar a esquadra nessa prova? Quem sai?


Alberto Contador FICA na Astana

15/Agosto/2009

Declaração curta e grossa da equipe:

Prior to the 2008 season, Contador signed a three-year contract with Team Astana, ensuring that the rider will represent the Kazakh sponsored team for the years 2008, 2009 and 2010.

Agora o Pistolero vai ter que ser o líder de Vinokourov. Isso promete!