A quantas RPM Motollara gira?
Onde está o apoio quando preciso dele?
A quantas RPM Motollara gira?
Onde está o apoio quando preciso dele?
1 Fabian Cancellara (Suíça) 57:55.74
2 Gustav Larsson (Suécia) 01:27.13
3 Tony Martin (Alemanha) 02:30.18
4 Tom Zirbel (EUA) 02:47.12
5 Marco Pinotti (Itália) 03:02.88
6 Janez Brajkovic (Eslovenia) 03:08.49
7 Koos Moerenhout (Holanda) 03:11.59
8 Alexandre Vinokourov (Transilvânia) 03:20.95
9 Ignatas Konovalovas (Lituânia) 03:33.88
10 Bert Grabsch (Alemanha) 03:37.39
26 Sérgio Paulinho (Portugal) 05:25.86
46 Magno Prado Nazaret (Brasil) 06:38.73
54 Tiago Machado (Portugal) 07:30.34
Amanhã teremos o prazer de assistir Vinokourov participando do contrarrelógio (primeira aparição após seu retorno na Vuelta) e o retorno de seu fiel gregário Kashechkin às competições.
Em 2007 quando ambos corriam pela antiga Astana foram flagrados no anti-doping por transfusão sanguínea.
Vinokourov negou a transfusão e Kashechkin alegou violação dos direitos humanos. Batoteiros e mentirosos.
Sei que ambos tem seus fãs e respeito essa opinião, mas, da minha parte, não fazem a menor falta.
Ciclistas amadores costumam pendurar a bicicleta no inverno. Ou, no mínimo, reduzir consideravelmente o nível de treinamento.
Já os profissionais atuais do ciclismo não. Foi-se a velha escola européia de descansar por três meses e engordar 10 quilos (exceto Ullrich). A “moda” agora é treinar até mais do que na temporada de competições, focando principalmente a parte física, esquecendo o compromisso de vitórias.
O texto abaixo traduzido do original espanhol fala exatamente sobre isso.
O treinamento de pré-temporada segundo Chris Carmichael.
“Lance ganhou o Tour de France em novembro, dezembro e janeiro”.
O treinamento de pré-temporada é a época em que um ciclista pode fazer uma verdadeira diferença na sua preparação para a temporada seguinte. É a única época do ano em que um profissional pode realmente trabalhar por três meses consecutivos na sua capacidade física, sem o stress das competições e viagens.
O ciclismo é tradicionalmente um esporte de verão. Sentir a brisa nas suas pernas e o calor do sol nas suas costas é parte do ciclismo, tanto como lubrificar a corrente ou colocar o capacete. Muitos ciclistas principiantes ou não competitivos sempre dirão que algo anda mal quando vêem que sai a treinar com temperaturas abaixo de zero ou com a neve molhando tuas lentes.
Os tradicionalistas tentarão convencer-lhe de que necessita um descanso de seu treinamento. Aconselharão que faça algo diferente do ciclismo, como correr, esquiar, jogar basquete ou futebol. Esqueça o stress do ciclismo e do exercício exaustivo; para acumular entusiasmo que necessitará para pedalar durante as três estações do ano que vem após o inverno. Com esse ponto de vista: só profissionais deveriam treinar todo o ano e só porquê é o seu trabalho e pagam a eles para fazê-lo.
A verdade é que treinar durante todo o ano é a razão pela qual os profissionais tem um desempenho notoriamente superior. Fazem aproximadamente quinze anos, os profissionais europeus desciam da bicicleta em setembro e começavam a treinar outra vez em janeiro, muitas vezes aumentando de 5 a 8 quilos. Depois treinavam três mil quilômetros durante os primeiros meses do ano e usavam as primeiras corridas para recuperar a forma. Os entusiastas “neo-profissionais” que atacavam durante essas provas eram criticados pela sua falta de experiência: depois aprendiam a baixar a velocidade e usar melhores táticas de competição.
Essa visão do ciclismo mudou drasticamente. Por exemplo, Erik Zabel, seis vezes ganhados da camisa verde no Tour de France: dizem que treina mais de doze mil quilômetros entre as temporadas e inicia forte nas clássicas de primavera. O tempo sem pedalar entre as temporadas reduziu de três meses a três semanas e essas valiosas três semanas não são consecutivas, são repartidas entre novembro e dezembro.
Ninguém se preocupava mais no seu treinamento de pré-temporada que Lance Armstrong. Vale citar de novo seu treinador Chris Carmichael: “Lance ganhou o Tour de France em novembro, dezembro e janeiro. Muitos ciclistas dizem que a temporada acaba junto com o outono, mas no treinamento de pré-temporada é quando pode melhorar mais”.
Mas, o que passa conosco, os “mortais”? Por quê como ciclistas amadores devemos treinar no inverno? Seja na bicicleta ou na academia? Não somos profissionais, ninguém nos paga para treinar. Nossas metas são muito mais conservadores do que ganhar o Tour de France. A maioria de nós quer subir no pódio de uma prova local ou simplesmente não pingar nas voltas de final de semana. Uns poucos pretendem terminar uma prova amadora de etapas.
Sim, é possível descansar durante o inverno e ainda divertir-se com a bicicleta no verão seguinte. Inclusive cumprir algumas metas individuais no ciclista. Mas é muito mais efetivo e melhor para a saúde que mantenha-se em forma ou até melhore-a durante o inverno. Ainda que não acredite, o treinamento de pré-temporada pode ser tão divertido quanto o de verão.

Como chamar uma escalada em uma prova?
No Brasil temos poucas subidas dignas de serem pontuáveis em proporção ao continente europeu. Falando em Europa, num território do tamanho do Rio Grande do Sul temos mais montanhas do que em todo o nosso país. Além de não termos montanhas de verdade, não temos a tradição de dar nome aos locais famosos (há exceções, mas normalmente é a “serra disso” ou “serra daquilo”).
Ao assistirmos uma prova, a adaptação é fácil. Mas e ao traduzir ou transcrever a prova para o português? Tentar adaptar ou deixar no original?
Eu tento traduzir, como “passo” (o ponto mais baixo para cruzar uma montanha) ou mesmo “subida”. No entanto, algumas escaladas famosas tem a própria denominação agregada ao nome ficando impossível a tradução. Assim, podemos encontrar:
- Puerto (espanhol): como Puerto de Somiedo, seria um passo;
- Alto (espanhol): em algumas ocasiões equivale a um “puerto” ou em outras é uma subida a algum lugar elevado, como o Alto de Angliru;
- Pico (espanhol): como em Pico de Las Nieves; equivale a um “alto”;
- Cota (espanhol): pouco utilizada nas provas espanholas, comum em zonas que falam francês, na sua expressão “côte” (como Côte de Peu d’Eau), é uma subida curta, com não mais de 5Km e dificuldade variável.
- Cuesta (espanhol) o equivalente ao flamenco “muur”. Na provas espanholas não lembro de nenhum exemplo. Já os “muurs” são famosos nas provas belgas, com o conhecido Muur de Huy na Flèche Wallone e o Kapelmuur (Muur van Geraardsbergen, Muur-Kapelmuur ou simplesmente Muur na Ronde Van Vlaanderen). A variação para os “muurs” são os “bergs” (do alemão) que agregam-se ao nome das subidas: Koppenberg, Molenberg, Paterberg, Valkenberg, Arenberg, Seiláoquêberg.
- Passo (italiano) como Passo di Gavia: é o ponto mais baixo para cruzar uma montanha.
- Colle (italiano) seria o topo ou o equivalente do espanhol “alto” ou “pico” como em Colle delle Finestre. No francês são os “col” (Col de La Bonette, Col du Galibier) cuja altura e dureza são bem maiores.
- Plateau (francês – em português, platô), com o famoso exemplo do Plateau de Belle nos Pirineus franceses.
- Hill (inglês) que é apenas uma colina ou as subidas das clássicas (muurs e bergs). No italiano são “poggios” (Poggio de San Remo) e no francês “puy” como o Puy de Dôme.
- Climb (inglês) é o “hill” grandão. Uma longa subida (mas nas narrações, os narradores costumam utilizar as expressões dos países de origem).
- Monte (espanhol e italiano) ou Mont (francês) como em Monte de Abantos, Monte Bignone ou Mont Ventoux (a foto que ilustra esse post).
Assim, não estranhe se começar a encontrar por aqui puertos, cotas, colles, muurs ou bergs: só o cume interessa!
Li no Pedal. Não é a melhor piada do mundo, mas vale pela criatividade.
1. Ciclista de preto, qual é a sua missão?
- É sair para pedalar mesmo embaixo de trovão!!
Ciclista de preto, o que é que você faz?!!
- Pedalo que nem louco e assusto Satanás!!
2. “Um de vocês é o car****! Um de vocês é o car****! Quem montou minha bike foi você!
Você que financia essa mer**, seu vi***!”
– Cap. Nascimento, revoltado com os mecânicos que montaram sua bike em 2 semanas de trabalho porque as peças ficaram retidas na Receita Federal.
3. – Em São Paulo existem 7 grandes bicicletarias. Todas elas dominadas por gerentes gananciosos armados de tabelas de conversão de dolar até os dentes. O ciclista tem 3 opções: ou ganha na loteria, ou se mata de trabalhar, ou vai pra guerra. Eu já tava naquela guerra fazia tempo, meu parceiro. E precisava arranjar um substituto.. .
4. … a maior parte dos ciclistas, só chamam a gente para treinar quando não tem ninguém para puxar o pelotão. Só que aqui, isso acontece o tempo todo.
5. Conversa entre mecânico e Capitão Nascimento
Nas.: “Quem fez isso aqui?”
Oreia.: “Não sei!”
Nas.: “Foi você!! Você que montou essa por**! … Seu vi***!”
Nas.: “Agora eu tenho que vir aqui e limpar a ME*** que você fez!”
6. Aula de Treinamento Intervalado com o Capitão Nascimento:
- O Treinamento Intervalado foi criado por Wondemar Gerschler. Em 1952, o fisiologista alemão Herbert Reidell deu ao treinamento intervalado sua forma atual, ele tem alguns parâmetros como o esforço, do inglês Stimulus, que é o esforço em um determinado tempo, do inglês Time, com um determinado número de repetições, do inglês Repetition, com um determinado intervalo, do inglês Interval, onde sua freqüência irá…
Coordenador: – Capitão, o ciclista 23 dormiu, capitão!
- Sr. 23, segura essa por** desse pneu careca aqui, sr. 23. Se você dormir de novo, sr. 23, a por** do pneu careca vai te explodir, vai explodir seus colegas, vai me explodir, você não quer isso, não é sr. 23, o sr. não vai dormir de novo, não é sr. 23?
Ciclista 23: – Não, senhor! …
7. Capitão Nascimento chegando no meio de um monte de ciclista arrumando um pneu furado:
- Todo mundo quietinho aí, não vai encher essa p**** ainda não!!!
8. Cap. Nascimento para o Treinador que fez a planilha de treino para a semana:
- Você não é treinador, você é muleque!! Muleque!!!
9. “Três horas pra terminar essa trilha de mer**? O senhor é um fanfarrão, senhor zero-meia! 30 minutos… Eu disse 30 minutos pra terminar essa mer**!”
10. “Sr. Mecânico 32, tira essa graxa do meu quadro por**!!!! Você é muleque!!! Muleque!!!”
11. “Capitão, o ciclista 07 não quer tomar água quente da caramanhola! !!!”
“Ah, não quer tomar água quente da caramanhola não é? Tá com nojinho é? O que você esperava, refrigerante gelado, barra de cereal, suco de fruta fresquinho, sorvete, sanduiche natural? Pede pra sair!!! Pede pra sair!!!”
12. Capitão Nascimento e seus colegas avaliam a lista dos candidatos ao BOPE:
E esse aqui? No currículo diz Ciclista Profissional.
- Esse eu conheço capitão! Vive ficando para trás no pelotão! Aceita qualquer grana pra trabalhar, usa aqueles produtos…
- Esse já perdeu antes de começar… Vai sair no primeiro dia!
Por Carlos Menezes
Uma dica: reparem no sujeito com a camisa de bolinhas e no outro com a amarelinha.
Nenhuma discussão ou abordagem sobre as duas grandes épocas* do ciclismo estará completa sem mencionar a maior diferença entre elas: o uso generalizado do câmbio traseiro.

Tullio Campagnolo
Estamos acostumados com a facilidade em trocar de marchas numa bicicleta de estrada ou mountain-bike. Mas nem sempre foi tão simples assim.
Até meados dos anos 30 os corredores normalmente só tinham duas marchas: uma para subidas e outra para descidas e planos. E trocar requeria uma certa habilidade: ele deveria descer da bicicleta, tirar a roda traseira, virá-la colocando a engrenagem que estava do outro lado do cubo junto à corrente, remontando a roda, ajustando a folga da corrente com “castanhas”. Um procedimento que onerava bastante tempo e com certeza não seria o método mais eficaz de lançar um ataque surpresa no início de uma escalada. O câmbio traseiro veio e os Alpes, Pirineus e Dolomitas jamais seriam os mesmos.
Tullio Campagnolo inventou o desviador traseiro por volta dos anos 30. Mas a prática já era relativamente comum para os ciclo-turistas desde 1905, muito antes de Campagnolo entrar em cena.

Oscar Egg
O primeiro modelo usado em corridas foi o Le Simplex, introduzido por Lucien Joy, mas somente em 1937 a organização do Tour de France tirou o embargo contra o desviador quando Rober Lapebie usou o Oscar Egg’s Super Champion em cada uma das etapas de sua vitoriosa participação na prova. Não é surpreente que ele tenha batido o recorde de velocidade média (30,67Km/h contrao antigo 30,03Km/h).
O efeito do câmbio foi ainda maior no Giro d’Italia, aumentando em 3,2Km/h a média horária.
*Heróica: até 1938 e Moderna: a partir de 1938