Dica do dia: no Google imagens procurem por “Barbara Pedrotti”.
Afinal, quando começa o Giro mesmo?
ATUALIZAÇÃO: dica do Anderson: http://www.barbarapedrotti.it
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Afinal, quando começa o Giro mesmo?
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Continuando no estudo das médias horárias. Agora com a minha prova favorita. No Giro são 91 edições.
As médias de cada uma das edições, bem como a variação com relação ao ano anterior podem ser visualizadas abrindo o PDF abaixo.
Algumas considerações com relação aos anos que estão em vermelho:
Médias horárias por década
Considero o fato de que as grandes voltas comecem fora dos seus respectivos países como uma coisa boa. Londres, Amsterdã ou tantas outras.
Mas as vezes os organizadores viajam. Angelo Zomegnan disse que sempre considerou a hipótese de começar a prova fora da Europa. E, parece que agora encontrou outro demente. O prefeito de Washington, Adrian Fenty (triatleta amador) afirmou que estaria disposto a ajudar financeiramente nessa maluquice empreitada.
Além dos custos (avião para trezentas pessoas ou mais e o transporte de todo o equipamento) seria necessário um período de descanso após a viagem para a Itália (a diferença de fuso horário e as 8 horas de viagem). Eu penso que é inviável.
Nem vou falar no risco de colocar todos os ovos na mesma cesta.
Duas lendas, na verdade.
Ele ia numa corrida, escapado, em solitário e acabou caindo. Ferido e sangrando, parou numa vila para tentar limpar-se e tratar os ferimentos. Quando lhe informaram que outro corredor havia ultrapassado, subiu na bicicleta, recuperou o atraso e acabou vencendo a prova, ferido e sujo de sangue. Depois disso ficou conhecido como o “Diabo Vermelho”.
Outra lenda: na edição do Giro de 1920 foi desclassificado na segunda etapa mas não estava de acordo. Apresentou-se para a largada no dia seguinte.
Como os organizadores não queriam permitir sua partida, seus fãs ameaçaram quebrar tudo e todos. Assim ele partiu para a etapa (mas acabou abandonando a prova nesse mesmo dia).
Seu nome: Giovanni Gerbi.
A Gazzeta revela hoje que há vários suspeitos de batotagem no Giro 2008. Em maio a promotoria de Padua confiscou 83 amostras de urina feitas na prova após declarações de Emanuele Sella sobre o consumo de CERA.
As amostras foram reanalisadas no laboratório de Roma em busca dessa substância e os resultados de 6 ou 7 corredores apresentaram anomalias.
Assim o CONI pediu a UCI liberação para poder comparar as amostras com as do laboratório de Lausana. A entidade deu sinal verde e as análises começam nas próximas semanas e os resultados devem sair em dois meses.
Na versão impressa da Gazetta, fala-se em modificação na classificação geral da prova que terminou assim:
1. CONTADOR VELASCO Alberto 89h56′49″
2. RICCO Riccardo 01′57″
3. BRUSEGHIN Marzio 02′54″
4. PELLIZOTTI Franco 02′56″
5. MENCHOV Denis 03′37″
6. SELLA Emanuele 04′31″
7. VAN DEN BROECK Jurgen 06′30″
8. DI LUCA Danilo 07′15″
9. POZZOVIVO Domenico 07′53″
10. SIMONI Gilberto 11′03″
Em vermelho os que já caíram.
Contam que nos Giro d’Italia dos anos 80, desenhados para vitórias de italianos (principalmente Moser e Saroni) os organizadores colocavam contrarrelógios enormes para que eles pudessem abrir diferenças importantes.
Não satisfeitos, mandavam os helicópteros da televisão voar o mais baixo possível para que Éolo, o deus do vento, desse uma mãozinha para seus corredores.