Chegam escapados o belga Claude Criquelión, o sprinter canadense Steve Bauer e um desconhecido italiano chamado Maurizio Fondriest.
Os favoritos disputam o sprint observados por Fondriest, que com grande esforço apenas aguenta o sprint, aparentemente satisfeito com a medalha de bronze. Bauer fecha a porta de Criquelión quando percebe que vai ser superado, ocasionando a queda do belga.
O canadense imediatamente percebe a porcaria que acabou de fazer e deixa de sprintar, ante a surpresa do jovem Fondriest, que não crê que acaba de tornar-se o novo campeão mundial.
Bauer acabaria sendo desclassificado. Lá atrás, Juan Fernandez que sprintou pela quinta colocação acaba com a medalha de bronze.
De 29 de setembro a 3 de outubro de 2010 com a prova de estrada masculina acontecendo no trajeto de Melbourne a Geelong.
Diferente do que vem acontecendo e parece que será a tendência a partir do ano que vem, a primeira parte é realmente em linha, com um traçado de aproximadamente 80Km (com apenas uma subidinha boba no início da prova):
Posteriormente os ciclistas entram no circuito de 15,9Km percorrendo 11 voltas.
No circuito existem duas subidas: a primeira com 1Km e 10% de inclinação média (bastante dura, com trechos de 13%) e a segunda mais curta, com 400-500 metros e a mesma inclinação. Observe-se que ela está bastante distante da chegada (aproximadamente 6Km).
Na prática isso significa que, no caso da sobrevivência de um sprinter, esse terá grandes chances de ser campeão (ouvi falar o nome do McEwen?).
Com certeza veremos os australianos bastante fortes, tentando manter a camisa e italianos e espanhois, pra variar, tentando a seleção natural.
Já li comentários a respeito do Cavendish: mas eu penso que essas subidas não são o Poggio e ele vai precisar passar por 22 colinas e não apenas uma. Ele vai ter muito mais chances em 2012 na Dinamarca (altimetria e post em breve).
Cadel “na roda” Evans usou a mesma estratégia dos seus adversários e também favoritos Cunego, Valverde, Kolobnev e Cancellara: esconder-se no pelotão até a antepenúltima ou penúltima volta.
Depois de uma longa fuga, reações por parte do pelotão, tentativas de quebras o grupo tornou-se compacto a algumas dezenas de quilômetros do final.
Na subida ao Castel San Pietro ocorreu a primeira seleção, com os espanhois puxando a frente, seguido dos italianos. Sempe que um espanhol saia, um italiano reagia. O contrário nem sempre era verdade (como diria Raulzito: é muita estrela pra pouca constelação).
Lá pelo meio desse pequeno grupo selecionado (em torno de 20-25 corredores) estava Fabian Motollara que tentou alguns ataques. Muito marcado, não conseguia tirar seus perseguidores da roda e nenhum foi trouxa o suficiente pra colaborar com uma fuga com um corredor como ele.
Na abertura da última volta o grupo estava um pouco menor. Nesse ponto, o corredor da Transilvância, Alexander Vinokourov tentou uma fuga rapidamente anulada (minhas preces foram atendidas). Um pouco antes da subida final ao Novazzano, Cadel Evans atacou. Na subida conseguiu aumentar sua diferença para os perseguidores Kolobnev e Joaquin Rodriguez (mais preocupado em olhar para trás do que para a frente). Terminada a subida o trecho era de uma pequena e suave descida, restando em torno de 2Km para o final. Inútil perseguir alguém com 15 segundos de vantagem.
Um tímido Evans cruzou a linha de chegada mandando beijinhos para a torcida. Um sujeito ainda mais tímido e quase chorando recebeu a camisa arco-íris.
De um modo geral foi uma prova muito interessante de assistir.
1 Cadel Evans (Australia) 6:56:26
2 Alexandr Kolobnev (Russia) 0:00:27
3 Joaquin Rodriguez Oliver (Espanha)
4 Samuel Sanchez Gonzalez (Espanha) 0:00:30
5 Fabian Cancellara (Suíça)
8 Damiano Cunego (Itália)
9 Alejandro Valverde Belmonte (Espanha)
17 Andre Fernando S. Martins Cardoso (Portugal) 0:02:44 34 Sergio Miguel Moreira Paulinho (Portugal) 0:02:50
55 Murilo Antonio Fischer (Brasil) 0:05:20
69 Rui Alberto Rui Costa (Portugal) 0:08:22
DNF Tiago Fiorilli (Brasil)
DNF Magno Prado Nazaret (Brasil)
Atenção para o detalhe da pintura de um gladiador (Spartacus) próximo a caixa de direção/garfo ou como seja lá que se chame essa peça (preciso me reciclar, com esses componentes integrados deve mudar a denominação).
Rapidamente contei 55 dentes no pratão. Com os 11 do cassete e as 110 RPM da sua cadência, dá pra ter uma idéia da força do cavalo.
Mentira, eu não contei os dentes do pratão . Li essa informação num fórum.
Algumas mudanças anunciadas pela UCI durante a realização do Mundial de Mendrisio:
1. Eliminação gradual do rádio bidirecional em todas as provas (vai dar briga);
2. Mundial de contrarrelógio por equipes comerciais (6, 7 ou 8 integrantes) mediante a classificação baseado em resultados;
3. Calendário do mundial passa de 4 para 9 dias, englobando dois finais de semana;
4. Eventos júnior masculino e feminino serão reincorporados ao campeonato;
5. Mudança na data para evitar conflitos com a Vuelta (embora a UCI diga que a equipe deva estar preparada para todos os eventos – equipes sim, e os países?)
Cronograma previsto para o Campeonato de 2012:
Sábado
Cerimônia de Abertura
Domingo
Manhã: Women’s Team Time Trial
Tarde: Men’s Team Time Trial
Segunda-feira
Manhã: Junior Women’s Time Trial
Tarde: Sub-23 masculino Time Trial
Terça-feira
Manhã: Junior Men’s Time Trial
Tarde: Elite Women’s Time Trial