Olimpíadas de Atenas 2004

15/Novembro/2009

Um dos mais belos cenários para disputa de uma prova. Vitória do grilo (sempre fui fã dele), mas no dia torci para Sérgio Paulinho (deveria ter cozinhado mais… arriscou o sprint e deu no que deu). Agradável a terceira posição do filhote de canibal também.


Ciclistas ProTour no Brasil

02/Outubro/2009

Querem ver ciclistas de primeiro mundo e da primeira divisão no Brasil? Ter a oportunidade de tirar algumas fotos, pegar autógrafos dos maiores astros do esporte? Quem sabe até se infiltrar em algum treino?

Quem quer ver a Victoria Pendleton ao vivo?

Rio 2016.

Eu torci contra. Como perdi, agora é torcer para que tudo dê cert0 (não sou da turma do jacaré) e que roubem pouco.

Espero que agora resolvam investir no esporte e nos atletas pra não fazer MUITO feio.


COI faz nova análise em 1.000 amostras dos Jogos Olímpicos

12/Outubro/2008

No início do ano, muitos atletas de elite receberam uma incrível oferta por parte de diversos intermediários: um produto indetectável nos controles anti-doping, uma EPO chamada de terceira geração, uma molécula tão pequena que ninguém poderia detectar e que com só uma injeção por mês fazia o organismo fabricar tantos glóbulos vermelhos – ou seja, oxigênio no sangue, elemento que marca a diferença em esportes de endurance – como os que eram conseguidos com injeções diárias de EPO tradicional ou com perigosas transfusões de sangue. A CERA, que assim é chamada o medicamento saído dos laboratórios Roche converteu-se automaticamente num sucesso de vendas, como poderá ser na desgraça de quem cedeu à tentação.

O que não foi informado pelos vendedores (procurem o PROCON!) é que em junho os cientistas de laboratório francês publicaram na revista Heamatologica um método para detectar a CERA na urina e que os laboratórios Roche, em colaboração com a Agência Mundial Antidoping (AMA) estava dando os últimos toques para disponibilizar um kit de detecção que aplicado a uma gota de sangue poderia detectar a molécula da CERA mais de um mês depois de ter sido aplicada. Os corredores do Tour já sentiram isso na pele e ficaram assustados quando Riccò deu positivo e respiraram aliviados quando seus nomes não apareceram nas listas de positivos. O método da urina não era perfeito.

Mas para sua preocupação, em setembro após os JO, a Agência Francesa Antidoping comunicou que o laboratório de Paris tinha um novo método para detectar a CERA no sangue e que era tão eficaz que ninguém poderia se safar. E estavam com tanta vontade de “testar o teste” que iriam descongelar as amostras de sangue tiradas durante o Tour e iriam aplicar o teste nas mais suspeitas, aqueles corredores cujas amostras de urina haviam ficado no limite do positivo. E assim foram Schumacher e Piepoli, além de Riccò (4 vezes). E outro motivo para preocupação: no laboratório de Lausana o método estava funcionando, ainda mais refinado e na Roche, todos os resultados estavam sendo confirmados.

O passo seguinte na estratégia das autoridades mundiais foi dado ontem pelo COI, ao comunicar que colocou em ação uma operação logística sem precedentes para transportar de Pequim a Lausana as 1.000 amostras de sangue que foram tiradas dos atletas nos JO. Durante a competição, não se detectou a CERA em ninguém, mas as autoridades estão dispostas a admitir que consideram isso uma falha.

A expectativa é máxima, embora análises retroativas sobre amostras congeladas não sejam uma novidade. O Código Mundial Antidoping permite guardar por oito anos essas amostras para aplicar-lhes métidos de detecção criados posteriormente. Nos Jogos de Atenas, a estratégia não funcionou: um erro no processo de congelamento inutilizou o sangue de Tyler Hamilton, ciclista americano que logo após deu positivo na Vuelta a España, mas manteve seu ouro olímpico, embora todos saibam que ele estava turbinado.

Positivos pegos em Pequim:
- Maribel Moreno, Espanha, ciclismo
- F. Halkia, Grécia, atletismo
- L. Blonska, Ucrânia, atletismo
- Jong-su Kim, Coréia do Norte, tiro
- Thi Ngan Thuong Do, Vietnam, ginástica
- Igor Razoronov, Ucrânia, halterofilismo

Agora é sentar e esperar pelos próximos “falcatruas” que serão pegos.


Olimpíadas de Pequim – Resultads XC Feminino

25/Agosto/2008

1 Sabine Spitz (Germany)             1.45.11
2 Maja Wloszczowska (Poland)            0.41
3 Irina Kalentyeva (Russia)             1.17
4 Catharine Pendrel (Canada)            1.26
5 Chengyuan Ren (China)                 2.29
6 Petra Henzi (Switzerland)             3.30
7 Mary Mcconneloug (United States)      5.23
8 Georgia Gould (United States)         5.40
9 Rosara Joseph (New Zealand)           5.56
10 Aleksandra Dawidowicz (Poland)       6.10
11 Elisabeth Osl (Austria)              6.28
12 Ying Liu (China)                     6.50
13 Lene Byberg (Norway)                 8.08
14 Elsbeth Van Rooy (Netherlands)       8.19
15 Nathalie Schneitter (Switzerland)    8.31
16 Eva Lechner (Italy)                 13.11
17 Laurence Leboucher (France)         15.44
18 Adelheid Morath (Germany)           17.14

One lap behind

19 Jaqueline Mourao (Brazil)               
20 Rie Katayama (Japan)                    
21 Blaza Klemencic (Slovenia)              

Two laps behind

22 Yolande Speedy (South Africa)           
23 Vera Andreeva (Russia)                  
24 Janka Stevkova (Slovakia)               
25 Francisca Campos (Chile)                
26 Dellys Starr (Australia)                
Gunn-Rita Dahle Flesjaa (Norway)          
DNF Margarita Fullana (Spain)              
DNF Marie-Helene Premont (Canada)          
DNF Tereza Hurikova (Czech Republic)


Olimpíadas de Pequim – Resultados XC Masculino

25/Agosto/2008

Alguma surpresa no ganhador?

Um bom resultados do Rubinho (não o da F-1) que acabou na 21a. posição a apenas 9′20″ da máquina de pedalar Absalon.

1 Julien Absalon (France)             1.55.59
2 Jean-Christophe Peraud (France)        1.07
3 Nino Schurter (Switzerland)            1.53
4 Christoph Sauser (Switzerland)         1.55
5 Marco Aurelio Fontana (Italy)          4.00
6 Christoph Soukup (Austria)             4.12
7 Liam Killeen (Great Britain)           4.15
8 Inaki Lejarreta Errasti (Spain)        4.22
9 Sven Nys (Belgium)                     5.01
10 Jose Antonio Hermida Ramos (Spain)    5.02
11 Manuel Fumic (Germany)                5.17
12 Oliver Beckingsale (Great Britain)    5.26
13 Marek Galinski (Poland)               5.30
14 Cedric Ravanel (France)               5.39
15 Burry Stander (South Africa)          5.59
16 Moritz Milatz (Germany)               7.00
17 Fredrik Kessiakoff (Sweden)           7.10
18 Jaroslav Kulhavy (Czech Republic)     7.21
19 Roel Paulissen (Belgium)              7.31
20 Geoff Kabush (Canada)                 7.56
21 Rubens Valeriano (Brazil)             9.20
22 Jianhua Ji (China)                    9.30
23 Andras Parti (Hungary)               10.01
24 Kashi Leuchs (New Zealand)           10.31
25 Jakob Diemer Fuglsang (Denmark)      10.42
26 Hector Leonardo Paez (Colombia)      10.47
27 Dario Alejandro Gasco (Argentina)    11.05
28 Carlos Coloma Nicolas (Spain)        13.06

One lap behind

29 Adam Craig (United States)               
30 Yader Zoli (Italy)                       
31 Klaus Nielsen (Denmark)                  

Two laps behind

32 Filip Meirhaeghe (Belgium)               
33 Wolfram Kurschat (Germany)               
34 Rudi Van Houts (Netherlands)             
35 Bilal Akgul (Turkey)                     
36 Cristobal Silva (Chile)                  
37 Bart Brentjens (Netherlands)             
38 Emil Lindgren (Sweden)                   
39 Daniel Mcconnell (Australia)             
40 Chun Hing Chan (Hong Kong)               
41 Yury Trofimov (Russia)

Three laps behind

42 Sergii Rysenko (Ukraine)                 
43 Todd Wells (United States)               
44 Seamus Mcgrath (Canada)                  
45 Mannie Heymans (Namibia)                 
46 Kohei Yamamoto (Japan)                   
47 Federico Ramirez (Costa Rica)            

Six laps behind

48 Antipass Kwari (Zimbabwe)          

DNF Florian Vogel (Switzerland)             
DNF Robin Seymour (Ireland)


Em busca dos genes dourados

23/Agosto/2008

Repoxygen é o nome comercial de um tipo de terapia genética que induz a liberação controlada de eritropoietina (EPO) em resposta à baixa concentração de oxigênio. Foi desenvolvido pela Oxford Biomedica para o tratamento de anemia. Foi testado em ratos, e ainda está em desenvolvimento e não foi amplamente testado em humanos (não oficialmente).

A utilização de hormônios e outras drogas para aumentar ilegalmente o desempenho poderá tornar-se coisa do passado. O Repoxygen, embora difícil de obter, utiliza as capacidades naturais de um vírus como “mensageiro” para alterar o DNA humano. Esse gene modificado aumenta a produção de uma proteína chamada eritropoietina, que é responsável pela produção de glóbulos vermelhos, que todos sabem que é responsável pelo transporte de oxigênio para as células.

O uso da Repoxygen é permanente: uma vez “infectado” não há volta. A técnica não é totalmente nova, há registros de um caso em 1999, onde Jesse Gelsinger morreu devido a uma rara doença hepática. Mais tarde descobriu-se que foi uma reação imunológica à contaminação pelo vírus mensageiro. Talvez seja esse um dos motivos que a AMA determinou que a prática é ilegal, desde 2003.

Desde o ocorrido, a indústria tem evoluído muito no enfraquecimento dos mensageiros, mas mantendo as “entregas” em dia. Por esse motivo, atletas e técnicos tem visto a técnica como promissora para os seus obscuros objetivos. Em 2006 autoridades alemãs tiveram acesso a um e-mail de um técnico chamado Thomas Springstein (que havia sido acusado de ministrar medicamentos a corredoras em idade escolar) que dizia: “O novo Repoxygen é difícil de ser obtido. Por favor, dê-me instruções em breve para que eu possa aplicar o produto antes do Natal”.

Outra terapia que pode ser tentada por atletas é baseada na experiência chamada “Mighty Mouse”: em 1998 H. Lee Sweeney seus colegas da Universidade da Pensilvânia aplicaram um vírus portador de um gene que impulsionava o crescimento em ratos baseado na proteínha IGF-1. Como resultado, os “infectados” tinham mais de 15% de aumento da massa muscular e 14% mais fortes do que os ratos normais. O tratamento também impediu a perda de massa muscular nos ratos mais velhos.

Também há alternativas para infecção com genes que aumentariam a produção do hormônio do crescimento (hGh) ou do bloqueio da myostatin (uma proteína que limita o crescimento).

Esportes de endurance também podem ser impulsionados por um gene modificado, uma proteína chamada  peroxisome proliferator-activated receptors Delta (PPAR-delta). Este artigo da Science News (em inglês)  refere-se a estudos feitos pelo Instituto Salk de Estudos Biológicos, da Califórnia:

“Ratos de laboratório que tiveram seus genes alterados e sem nunca ter treinado, correram duas vezes mais do que os ratos inalterados. PPAR-Delta melhorou a capacidade muscular dos ratos, utilizando mais  gordura para uso de energia e alterou a proporção de fibras rápidas para fibras lentas, aumentando a resistência muscular”.

Provar que existe doping genético não é fácil. Ainda não existem testes que detectem uma variação genética entre uma pessoa normal e um atleta, que normalmente possui alguns “dotes” genéticos naturais.

Técnicamente falando, é fácil de detectar o gene alterado, os cientistas sabem exatamente qual gene foi alterado, mas isso no tratamento de doenças. No esporte não se sabe onde o gene foi colocado, qual o vírus ou qual variedade de genes foi utilizada. Outra dificuldade é que os genes não seriam modificados em todas as células da pessoa: os vírus podem “atacar” seletivamente os músculos, sangue ou fígado. Os métodos atuais para detectar as diferenças entre as várias células é a biopsia, algo levemente doloroso.

Há uma saída fácil, mas que depende da colaboração dos laboratórios: é a chamada PET scan. Os genes seriam marcados radioativamente, e assim seriam facilmente dectados em exames. Porém com a “popularização” da produção de alto nível em países como México, Rússia e China (Brasil não?) é bem provável que os produtos genéricos não tenham essa identificação.

Uma boa ilustração sobre o funcionamento da terapia genética pode ser vista aqui.

O texto todo está escrito no passado ou futuro. Mas será que já não estamos vivendo o futuro na edição dos Jogos de Pequim? Essas novas tecnologias não estariam por trás de tantas quebras de recordes dentro e fora d’água?


Jair Braga e as Olimpíadas de Los Angeles 1984

22/Agosto/2008

Não consegui confirmar a história nem fotos do tal guidão. O texto na íntegra foi publicado no Yahoo Sports e pode ser lido aqui.

Se alguém tiver mais informações ou imagens sobre o fato, deixe nos comentários.

Em Los Angeles-1984, não que o ciclismo brasileiro de estrada tivesse chance de medalha, mas Jair Braga protagonizou um episódio bizarro durante um treino. As bicicletas tinham o guidão curvado para baixo, mas para aquela Olimpíada o desenho tinha sido modificado e eles estavam retos. O ciclista brasileiro foi treinar na estrada e, em meio à velocidade, levantou o corpo, largou o guidão, olhou para o lado e, distraído, abaixou-se de novo para agarrar o guidão curvado… não achou nada, levou um tombo de ralar da orelha às pernas — e lá se foi a Olimpíada.


Olimpíadas de Pequim – BMX Final

22/Agosto/2008

PROVA MASCULINA

Final

1 Maris Strombergs (Latvia)               0.36.19
2 Mike Day (United States)                0.00.42
3 Donny Robinson (United States)          0.00.78
4 Andres Jimenez (Colombia)               0.02.95
5 Rob Van Den Wildenberg (Netherlands)    0.03.58
6 Jared Graves (Australia)                1.43.04
DNF Sifiso Nhlapo (South Africa)                
DNF Damien Godet (France)                 

Semifinals (Os três primeiros de cada bateria passam a final)

Bateria 1                                             
1 Mike Day (United States)                5 pts     36.219
2 Sifiso Nhlapo (South Africa)            8         36.457
3 Donny Robinson (United States)         10         36.462
4 Andres Jimenez (Colombia)              13         36.862
5 Raymon Van Der Biezen (Netherlands)    14
6 Kyle Bennett (United States)           14
7 Arturs Matisons (Latvia)               22
8 Marc Willers (New Zealand)             23

Bateria 2
1 Maris Strombergs (Latvia)                3 pts    36.071
2 Rob Van Den Wildenberg (Netherlands)     9        36.360
3 Jared Graves (Australia)                10        36.904
4 Damien Godet (France)                   14        36.707
5 Cristian Daniel Becerine (Argentina)    15
6 Kamakazi (Australia)                    18
7 Roger Rinderknecht (Switzerland)        19
8 Manuel De Vecchi (Italy)                20

PROVA FEMININA

Final

1 Anne-Caroline Chausson (France)    0.35.98
2 Laetitia Le Corguille (France)     0.02.07
3 Jill Kintner (United States)       0.02.70
4 Sarah Walker (New Zealand)         0.02.83
5 Gabriela Diaz (Argentina)          0.03.77
6 Nicole Callisto (Australia)        0.43.63
DNF Sammy Cools (Canada)                   
REL Shanaze Reade (Great Britain)         

Semifinals (as três primeiras de cada bateria passam a final)

Bateria 1                                            
1 Anne-Caroline Chausson (France)    4 pts         36.747
2 Sarah Walker (New Zealand)         6             36.731
3 Gabriela Diaz (Argentina)         13             37.605
4 Sammy Cools (Canada)              14             38.690
5 Jana Horakova (Czech Republic)    16
6 Jenny Fahndrich (Switzerland)     17
7 Liyun Ma (China)                  18
8 Amanda Soerensen (Denmark)        20

Bateria 2
1 Laetitia Le Corguille (France)    4 pts          37.076
2 Jill Kintner (United States)      9              38.235
3 Shanaze Reade (Great Britain)    10              36.699
4 Nicole Callisto (Australia)      12              38.244
5 Lieke Klaus (Netherlands)        13
6 Aniko Hodi (Hungary)             18
7 Maria Belen Dutto (Argentina)    20
8 Tanya Bailey (Australia)         22


Olimpíadas de Pequim – VÍDEO da queda da prova de estrada feminina

22/Agosto/2008

Dá pra ver claramente nossa ciclista Clemilda da Silva saindo na captura do pelotão (qual é o feminino de pelotão? pelotona?).


Olimpíadas de Pequim – As jóias

21/Agosto/2008

Algumas nós já vimos, outras ainda estão por vir.

Cervelo C3

Cervelo C3

 

A Boardman campeã de estrada

A Boardman campeã de estrada

 

Cannondale Scapel

Cannondale Scapel

 

Rock Shox SID WC

Rock Shox SID WC