Como a parte final da etapa de amanhã (e última) é lisa como um tábua de passar roupa, só uma tragédia tira a vitória do italiano Scarponi (Zapatero) que retorna às competições após 18 meses de suspensão pelo envolvimento na Operación Encubrimiento (há quem chame de Puerto).
Paris-Nice Alguns jornalistas espanhóis (só os mais críticos que não engolem facilmente essa superioridade que seus compatriotas vem mostrando nos últimos anos) comentam os fortes laços de amizade que unem Luis León e Contador: já foram companheiros de equipe (Liberty, sob o comando de Manolo Saiz) e suas respectivas mulheres são muito amigas. Especulando (não há como chamar de outra forma) sobre o mal-estar de Contador no sábado: é um circo, tudo não passaria de uma troca de favores.
Tentando dar justificativas para essa teoria, perguntam, sobre a conversa que os dois tiveram antes do ataque de Luis León (que teria dito a Contador que atacaria só pela etapa): qual corredor tonto deixaria o segundo da geral atacar?
Tirreno-Adriatico Repercute ainda a vitória de Tyler Farrar, e o visível aborrecimento de Mark Cavendish: a coisa foi decidida na força, nada de estratégias erradas.
O inglês não tem mais a exclusividade da fórmula.
Campeão Mundial
Alessandro Ballan abandonou a Tirreno-Adriatico. Segundo seu técnico, em virtude de uma virose que está afetando o corredor há vários dias.
Eu chuto o nome do vírus: rainbowjersey malditus.
Inimigos no front
Depois de uma superioridade no AToC (sigla bonitinha essa: Amgem Tour of California) a Astana estaria sem forças? Levaram o time C para Paris?Alberto Contador esteve nas principais etapas da Paris-Nice absolutamente sem nenhum companheiro para ajudá-lo.
Os cereais estavam estragados ou seria uma conspiração cazaque? Ou belga?
No próximo final de semana começam as provas belgas e seus nomes complicados.
Por opção, sempre coloco como títulos dos posts os nomes originais das provas. Não gosto de “abrasileirar”.
Assim, a Omloop Het Volk era chamada assim, e não a Volta do Povo (esse ano ela mudou de nome). O Tour de France é o Tour de France, não da França, a Vuelta não é a Volta e assim por diante.
É uma opção que fiz, gosto das coisas como elas são, espero que compreendam.
La Flèche Wallone é uma das clássicas do circuito, realizada anualmente no mês de Abril, na Bélgica.
É a primeira das duas clássicas belgas de Ardennes: La Flèche Wallonne (a flecha de Wallon) é realizada normalmente entre a Gold Amstel e a Liège-Bastogne-Liège, ambas organizadas pela ASO (Amauri Sport Organization, mesma organizadora do Tour de France). As duas provas são chamadas de “Ardennes doubles”, e somente seis corredores conseguiram vencê-las no mesmo ano: Ferdi Kubler (1951 e 1952), Stan Ockers (1955), Eddy Merckx (1972), Moreno Argentin (1991), Davide Rebellin (2004) e Alejandro Valverde (2006).
Assim como tantas outras provas, La Flèche Wallonne foi criada para impulsionar as vendas de um jornal, no caso o Les Sports, em 1936.
A prova alterou-se consideravelmente durante o passar dos anos, tanto em percurso, quanto no local de largada e chegada. Atualmente ela possui uma distância aproximada de 200Km e é disputada num circuito, passando 3 vezes pelo MUR DE HUY (Parede ou Muro de Huy), local da chegada.
O Mur de Huy é uma escalada de “apenas” 1,3Km, com inclinação média de 9,3% e desnível aproximado de 120 metros com inclinação máxima beirando os 20%! Se a rampa é curta, enorme é a fama, sendo um desafio e um ponto de referência para ciclistas amadores.
O vídeo abaixo demonstra a dureza da chegada (prova de 2007, vencida por Davide “Tin-Tin” Rebellin, da Gerolsteiner). Reparem no estado de exaustão do ciclista no momento da chegada.
1 Alexander Serov (Rus) Tinkoff Credit Systems – 11 pts
2 José Antonio Lopez Gil (Spa) Andalucía – Cajasur – 7
3 Pablo Urtasun Perez (Spa) Liberty Seguros – 5
4 Jesus Rosendo Prado (Spa) Andalucía – Cajasur – 1
Algumas provas do mês de março que merecem destaque:
4 a 8 – Vuelta Ciclista a Murcia – Costa Calida (ESP – 2.1)
7 a 9 – Driedaagse van West-Vlaanderen (BEL – 2.1)
8 – Monte Paschi Eroica (ITA 1.1)
9 a 16 – Paris-Nice (FRA – HC)
12 a 18 – Tirreno-Adriatico (ITA – HC)
16 – Omloop van het Waasland – Kemzeke (BEL – 1.2)
22 – Milano-Sanremo (ITA 1.HC)
24 – Rund um Köln (GER – 1.HC)
24 a 28 – Vuelta a Castilla y Leon (ESP – 2.1)
24 a 30 – Tour de Normandie (FRA – 2.2)
25 a 29 – Settimana Ciclistica Internazionale (ITA – 2.1)
29 a 30 – Critérium International (FRA – 2.HC)
29 – GP Cosat Etrusca-Giro dei comuni Montescudaio-Riparbella (ITA – 1.2)
E o favoritismo belga não se confirmou. Apesar da equipe (Quick-Step) ser belga, o vencedor é holandês. E é um bi-campeão, já que havia vencido também em 2004.
1 Steven De Jongh (Ned) Quick Step – 4.27.03 (43,362 km/h) 2 Sebastian Langeveld (Ned) Rabobank – 0.02 3 Matthew Goss (Aus) Team CSC – 0.04 4 Tom Boonen (Bel) Quick Step 5 Enrico Franzoi (Ita) Liquigas 6 Borut Bozic (Slo) Cycle Collstrop 7 Bobbie Traksel (Ned) P3Transfer – Batavus 8 Karsten Kroon (Ned) Team CSC 9 Nicolas Jalabert (Fra) Agritubel 10 Frédéric Amorison (Bel) Landbouwkrediet-Tönissteiner
E a pergunta que não quer calar é: por quê a cabeça de burro?