Col de La Madeleine
19/Dezembro/2009Tour de France 1930
01/Dezembro/2009Tentando acabar com a supremacia das equipes das fábricas de bicicletas, o “dono” do tour, Henri Desgrange teve a idéia de realizar a competição no ano de 1930 com seleções nacionais, tal qual é o Campeonato Mundial. Outros dizem que essa mudança foi por causa da escassez de vitórias francesas nos anos anteriores (a última vitória fora em 1923 com Henri Pélissier).
O jornal L’Auto anunciava então que o Tour havia mudado de fórmula: seriam cinco equipes de oito corredores (França, Itália, Bélgica, Alemanha e Espanha) e mais sessenta “touristes-routiers” (avulsos), que seriam selecionados pela organização.
Claro que as equipes nacionais seriam compostas pela nata do ciclismo mundial. Mas também é certo que alguns bons corredores não teriam lugar nas equipes, devendo colocar-se na categoria “touristes-routiers”, o que muitos acabaram por não aceitar.
Além disso, para evitar cair no mesmo problema da guerra das bicicletas, a direção do Tour se encarregou de fornecer a mesma bicicleta para todos os corredores tendo a certeza da igualdade de condições (na idéia de Desgrange). Como consequência, muitos corredores não receberam o salário das suas equipes durante o mês de julho.
Da mesma forma, a direção do Tour escolheu os diretores esportivos das seleções. Toda a manutenção, alojamento para os ciclistas, diretores, mecânicos e massagistas ficou a encargo do Tour.
Solução de um lado, problema de outro. Era necessário tirar dinheiro de algum lugar para custear todas essas despesas. Assim, organizou-se pela primeira vez um esboço do que seria conhecido mais tarde como “caravana publicitária”: antes da prova realizava-se um desfile de alguns produtos dos patrocinadores, um êxito enorme. Junto a essa fórmula, outro modo de angariar fundos foi cobrar das cidades por onde a prova passaria.
Com relação à formula da prova: ocorreu tudo dentro do previsto e os franceses ganharam com André Leducq.
Project Le Tour
28/Novembro/2009O Renato (Pedaleiro) mandou essa sugestão de site. Só fotos (e como se fosse preciso mais).
Algumas são as mais bonitas que eu já vi.
Tour de France 1997
27/Novembro/2009Tour, 1997, 19a. etapa
Voskamp e Heppner disputam a vitória da etapa (iam escapados). A disputa é tão acirrada, um trancando o outro que quase se derrubam mutuamente.
Acabaram desclassificados.
Médias Horárias Tour x Giro
12/Novembro/2009Tour de France – Médias horárias e estatísticas
10/Novembro/2009Fiz um pequeno levantamento a respeito das médias horárias em cada uma das edições (96) do Tour de France.
As médias de cada uma das edições, bem como a variação com relação ao ano anterior podem ser visualizadas abrindo o PDF abaixo.
Médias Horárias Tour de France
Algumas considerações com relação aos anos que estão em vermelho:
- 1906 – Maior redução absoluta (3,018Km/h) e percentual (10,98%) da média horária: a estréia dos Pirineus justifica a redução.
- 1919 – Menor média horária (24,056Km/h): facilmente explicada pela 1a. Guerra Mundial. As equipes não existiam, os corredores estavam ocupados matando uns aos outros, não existiam bicicletas e as estradas deveriam estar em péssimas condições.
- 1928 – Maior crescimento absoluto (4,173Km/h) e percentual (17,22%) da média horária: nessa edição além do domínio absoluto de Nicolas Frantz (relatado aqui), era permitido a substituição de ciclistas no início do estágio 12. Considerando que ele perdeu 28 minutos quando quebrou sua bicicleta e pedalou até o final do estágio usando um modelo feminino, há de se pensar que a média poderia ser ainda maior.
- 1934 – Quebrada a barreira dos 30Km/h: a introdução do contrarrelógio individual pode ser a razão da quebra.
- 1956 – Quebrada a barreira dos 35Km/h: não encontrei nenhuma razão significativa para isso.
- 1996 – Quebrada a barreira dos 40Km/h: vencida por Bjarne Rijs foi a edição de “estréia” da EPO onde mais da metade do time do campeão confessou posteriormente ter usado o produto, inclusive o próprio vencedor.
- 1998 – Maior crescimento percentual (6,58%) e maior média (41,765Km/h): chamado de o Tour de Dopage em virtude do escândalo Festina. Isso explica tudo.
- Levou-se 53 anos para aumentar os primeiros 10Km/h de média (1903 a 25,678 até 1956 com 36,268Km/h).
- Nos 53 anos seguintes (de 1956 a 2009) a média aumentou apenas 4,04Km/h (atingindo um pico de 5,49Km/h em 1996).
- Em 55% das edições houve aumento da média e em 45% houve redução.
- Da primeira edição (1903) à última (2009) tivemos um acréscimo de 14,632Km/h na média horária. Isso significa que, se Maurice Garin corresse contra Alberto Contador chegaria aproximadamente 48 horas e 56 minutos após o espanhol (se não fosse recolhido pelo caminhão vassoura primeiro).
- Existem outras variáveis não consideradas: número de montanhas, desnível acumulado, montagem das etapas, clima, adversários, etc. É uma análise puramente numérica.
Médias horárias por década
Nesse gráfico admito que há uma pequena distorção: o cálculo da média da década foi feita através do método mais simples: somar e dividir pelo número de anos. O correto, eu sei, seria somar as distâncias e tempos, e desse há uma diferença na segunda casa após vírgula. Considerem como “curiosidade” e não como fato científico.
UCI x AFLD
30/Outubro/2009Nessa época do ano em que não temos corridas eu [mode sarcasmo on] adoro [mode sarcasmo off] quando começam essas briguinhas e guerras de palavras.
Respondendo às acusações da AFLD (agência francesa responsável pela luta anti-doping) sobre o corpo mole que foi feito durante o Tour (com a Astana e companhia) a UCI divulgou ontem um comunicado oficial. Vamos ao resumo, tradução livre minha.
- As acusações são totalmente infundadas e no futuro vão buscar um parceiro neutro para realizar os exames no Tour de France;
- A AFLD sequer precisou trabalhar durante o Tour, seu papel foi modesto;
- A Astana recebeu sim um tratamento especial: no sentido de que seus corredores foram submetidos a um número maior de exames do que os demais. Três vezes a mais do que a maioria dos demais corredores;
- A AFLD deve olhar para o próprio umbigo antes de criticar: enquanto a UCI realizou 190 exames fora de competição nos ciclistas inscritos, a AFLD realizou apenas 13. E destes, 6 eram franceses.
- Desse total de 13 exames, as amostras de 5 de uma mesma equipe foram enviadas aos laboratórios com os nomes e demais dados, o que invalida o exame;
- Além da falta de confidencialidade, várias corridas foram realizadas sem exames (corridas na França, creio) pois a AFLD não enviou médicos para coletar as amostras.
Quando começa o Tour Down Under mesmo?
Tour de France 2010 – As equipes
23/Outubro/2009Ao contrário do que muita gente pensa e diz, para o Tour de France de 2010 tem a vaga garantida aquelas equipes que possuiam status ProTour em setembro de 2008. Foi nessa data em que foi assinado um acordo que pôs fim a anos de briga entre a ASO e a UCI (esse também foi o critério para o Tour 2009).
Essa informação foi passada pelo jornal francês L’Equipe nessa quinta-feira, que listou todas as equipes com vaga garantida (supondo-se que não haja nenhuma violação grave ao compromisso ético de algum time).
Equipes com status ProTour em setembro de 2008:
1. AG2R La Mondiale
2. Astana*
3. Bbox Bouygues Telecom
4. Caisse d’Epargne
5. Cofidis
6. Columbia
7. Euskaltel
8. Française des Jeux
9. Footon Servetto
10. Lampre
11. Liquigas
12. Milram
13. Quick Step
14. Rabobank
15. Saxo Bank
16. Omega Pharma-Lotto
* A pergunta que não quer calar: se Alberto Contador rompe o contrato com o time, os organizadores aceitariam uma Astana liderada por Alexander Vinokourov? Com exemplo de Tom Boonen esse ano, acho que os gauleses farão de tudo para impedir a presença do corredor da Transilvânia.
** Credit Agricole e Gerolsteiner faziam parte dos 18 times, mais retiraram-se do esporte.
Equipes ProTour que não existiam em 2008 e que o L’Equipe estima suas chances de participação em 99%:
17. RadioShack
18. Sky
19. Garmin
Equipe ProTour que não existia em 2008 e que o L’Equipe estima suas chances de participação em 95%:
20. Katusha
Com isso teríamos já o número de corredores de 2008 (20 equipes multiplicado por 9): 180 corredores.
No entanto, a ASO parece disposta a convidar até 22 equipes, totalizando 198 corredores. Assim, a Continental Profissional mais cotada é:
21. Cervelo Cervelo
Restando uma vaga, o L’Equipe estima que as maiores favoritas seriam a Vacansoleil e a Saur-Sojasun. Por fora corre a Skill-Shimano.
*** Não me perguntem como o jornal chegou a esses percentuais.
Esse acordo vale até 2010. A partir de 2010 as 17 melhores classificadas no ranking UCI (independente de status – ProTour, Continental Profissional ou Continental) tem a vaga assegurada, restando às demais o convite (não consegui obter a informação, mas presumo que seja a classificação no ano anterior: Tour de 2011, classificação de 2010).

Escrito por Zaka 
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