Os mais atentos ou aqueles que puderam assistir a 4a. Etapa do Giro ontem (12/5) notaram um monumento no Croce d’Aune.

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Foi nesse local (isso é o que diz a lenda – e os italianos são ricos em lendas) que Tulio Campagonolo, durante uma corrida amadora, teve dificuldades em inverter a roda da sua bicicleta.

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Era 11 de novembro de 1927. E a neve cobria as estradas. Ao começar a escalada, Campagnolo desceu da bicicleta para fazer a troca de marchas: desmontar a roda, inverter o sentido e remontar (lembrando que na época e nessas ocasiões, as bicicletas tinham uma engrenagem de cada lado).

Devido ao frio, as mãos de Campagnolo estavam geladas e ele não teve forças para fazer a troca. Acabou perdendo a prova.

– Bisogno cambia qualcossa de drio!

Essas teriam sido suas palavras. Algo como “alguma coisa tem que mudar atrás”.

Na sua oficina ele primeiro chegou a uma solução prática, comum em qualquer bicicleta atual: o bloqueio rápido, aquela pequena alavanca que fica nos eixos e no canote do selim e que dispensa ferramentas. Isso no ano de 1930.

Já em 1933 ele desenvolveu o primeiro câmbio traseiro, bem diferente dos atuais. Mas já não era necessário colocar os pés no chão para trocar de marchas.

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