Declarações de Rasmussen

11/outubro/2009

Trechos da coletiva durante a Vuelta a Chihuahua.

Na noite de Pau do Tour 2007, estive muito perto do suicídio. Me tiraram do hotel da equipe e levaram a outro, que não sabia onde era e me deixaram sozinho. Estive ali até a manhã seguinte. Foi a noite mais longa da minha vida, foi uma experiência terrível e chorei como nunca havia feito antes na minha vida

O que passei naquela noite é indescritível, foi a maior decepção da minha vida.

Estive a ponto de correr a Vuelta com a Contentpolis-Ampo, mas uma regra estúpida me impediu. Não estava pré-inscrito e a Unipublic não aceitou a minha presença. Na mesma situação estavam três corredores da Silence-Lotto e que correram. Também disseram que eu não tinha o passaporte biológico em dia, quando não é verdade, pois eu tenho sido mais testado do que a metade dos corredores que estão aqui (Chihuahua). Se eu tivesse corrido, tenho certeza que ficaria entre os 10.

Tenho duas ou três ofertas de equipes européias e em pouco tempo assinarei com uma delas. Voltarei a correr na Europa e disputar uma grande: a Vuelta com certeza e talvez o Giro. O Tour não, creio que os franceses não me querem lá.

A idade não é problema para mim. Armstrong quer ganhar o Tour 2010 e já tem 38 anos. Fisicamente me sinto jovem e ainda que às vezes a cabeça me diga que sou velho, fico motivado ao treinar com Kreuziger, Fuglsang e comprovar que subindo continuo sendo melhor do que eles.

rasmussen

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