A culpa é do médico!

22/outubro/2009

Nuno Ribeiro acusa o médico da equipe pelo seu doping.

“Tomam-se injecções sem saber do que se trata. Se estamos dentro de uma equipa temos de confiar nas pessoas que connosco trabalham diariamente. E partir do princípio que o que fazem é para nosso bem. Não me competia questionar ou duvidar, até porque não havia motivos para isso.”

“Tomei aquilo que o responsável médico da equipa me deu. Não sabia o que era.”

Vejam essa matéria interessante no Jornal Ciclismo. O que ele não lembra é que em 2005 apresentou uma taxa alta de hematócritos e foi despedido da Liberty espanhola.

Aqui no Brasil temos aquele ditado, “de graça até injeção na testa”. Vai ver era isso.

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Qual o futuro da Astana?

22/outubro/2009

A equipe anunciou a contratação do escalador espanhol David De La Fuente e do italiano Paolo Tiralongo como suporte para Alberto Contador na defesa do título do Tour de France. Eu fico me perguntando é por quê alguém iria de livre e espontânea vontade para a equipe agora que Johan Bruyneel e a maioria dos bons corredores já não fazem mais parte do time.

Mesmo antes da saída de Bruyneel, a equipe já parecia ser complicada: problemas de falta de dinheiro no início e no final da temporada, além de dificuldades em manter o status ProTour para 2010. Qualquer ciclista que assinar com os cazacos está arriscando trabalhar de graça e, também, ser incapaz de disputar as principais provas do calendário.

Some-se a isso o temporal chamado Alexander Vinokourov. Depois de uma fraude e uma mentira deslavada (faltou ele culpar a alimentação típica de seu país – vide foto) ele volta livre, como é o seu direito. Mas sua imagem ficou maculada para sempre.

Agora acrescentem o nome do novo diretor esportivo: Giuseppe Martinelli, que foi diretor de um dos maiores ícones (e também mais problemáticos) do ciclismo: Marco Pantani. Martinelli é um veterano, tem experiência, mas seu nome não vai ajudar a olhar para a equipe e considerá-la como sinônimo de limpeza (pensarei sempre em falcatruagem). Também no grupo teremos como treinador Yvon Sanquer, ex-Festina (esse nome dispensa maiores comentários).

A questão é: sem a licença, o desaparecimento da equipe seria acelerado? Isso seria bom ou ruim para a modalidade?

A equipe possui a licença por mais dois anos: a UCI está avaliando se não vai revogá-la devido a falta de garantias e problemas no atraso dos salários.

No Cazaquistão eles tomam leite de égua

No Cazaquistão leite de égua é uma iguaria