Os aristocratas e os vagabundos

Os tempos eram outros. As estradas não eram pavimentadas, o sofrimento era maior. O glamour da pista e o sofrimento da estrada.

artistas_vagabundos

Fazendo uma comparação exagerada para os dias atuais: seria como os “espideiros” e os mountainbikers?

Ilustração: Pellos, no Match l’Intran de 31 de março de 1936.

ATUALIZAÇÃO: o título do artigo foi alterado de artistas para aristrocratas baseado em informações e sugestões dos leitores: “aristos” seria uma abreviação para aristocratas.

14 respostas para Os aristocratas e os vagabundos

  1. Antonio Carlos Alves disse:

    Zaka

    Puxa não concordo: Speed e MTB tem muita coisa em comum….longe desta comparação os “mountainbikers” e os “espeedeiros” são amigos…ambos gostam do ciclismo.

    Até já houve descriminação no passado entre os praticantes da magrela com os praticantes dos pneus gordinhos, mas hoje não. (eles se amam) (rs)

    Essa comparação está mais para os “tenebrosos” aqueles que corriam no Tour sem equipe sem patrocínio lembra da reportagem do Vicente Trueba?

    Por falar nisso, quem são os Artistas e os Vagabundos?

    Comparando com os biker’s e os speed’s: Os bikeiros são os artistas e os speedeiros são os vagabundos…
    Ou os bikeiros são os vagabundos e os espeedeiros são os artistas?

    Nós queremos saber!

  2. Rogério Yokoyama disse:

    O ciclista sério e bem informado sabe que a prática do MB (para quem prefere speed) e vice-versa melhoram características fisiológicas e de técnica que só trazem benefícios ao atleta. Seria hipocrisia negar que existe preconceito de ambas as partes. O spedeiro fanático quando vê um MBiker no asfalto já quer logo “fazer graça” com o mesmo. Já o MBiker vê o spedeiro como um mauricinho , exatamente como demonstra a charge acima.
    Já está mais do que na hora disso acabar. A bike já é uma realidade em algumas cidades mundo afora. O melhor a se fazer é somar as forças de ambas as partes contra estes motoristas e motociclistas que insistem em ceifar nossas vidas.

  3. Max disse:

    Eu ,depois de 2 anos de MTB na veia, resolvi comprar uma speed para somar os benefícios fisiológicos, como disse o amigo ali acima.
    Domingo vai ser minha primeira prova de speed (Granfondo! Aliás, quem daqui vai?) e como entusiasta do ciclismo (não de rodas finas ou gordinhas) eu adoro as duas modalidades!🙂

    • Zaka disse:

      Acho que vocês vão gostar do artigo “Aspectos morfológicos e fisiológicos no ciclismo de estrada e mountain bike cross-country” disponível nesse endereço http://www.racepace.com.br/

      O estudo é bem interessante. Compara o físico e aptidões de ciclistas e mtbikers. Para resumir: bom escalador tem o mesmo físico e aptidões de um mtbiker. O rodador ou contrarrelogista tradicional (pesado) não será um bom mtbiker.

      Eu gosto de ambas as modalidades (tenho uma de cada). Cada uma tem suas características, partes positivas e negativas. Como ultimamente 90% dos meus pedais tem sido de speed, cada vez que saio de MTB tenho a impressão de ter “perdido a mão” de andar nas pedras e tenho vontade de jogar a bike no lixo quando chego em casa (sujeira, relação imunda, pernas cheias de cortes e por aí vai).

  4. Max disse:

    Vide Rasmussen e Evans!🙂

  5. Rodrigo Fiera disse:

    Tudo bem, vale a retórica, sempre é interessante a comparação entre ciclismo e MTB, mas a charge não se refere às diferenças entre pista e estrada?! Ainda mais se considerarmos a data em que foi feito.
    Outra coisa, artista em francês (acho que isso é francês) não é “aristos” e sim “artiste”. Acho que este termo é uma abreviação de “aristocratas”, sei lá…

    • Zaka disse:

      Falava em pista e estrada, mas eu disse que seria um ‘exagero’ fazer a nova comparação.
      Não sei francês e isso parece abreviado. Encontrei esse material traduzido para o inglês e estrava traduzido como ‘artists’. Analisando creio que você pode ter razão.

  6. bassolin disse:

    Opa, speedeiros e mountaibikers, o duelo? hehehe.

    Eu sou a prova viva de que o mundo dá voltas. Sempre olhei com outros olhos as magrelinhas de pneu fininho. nunca gostei e falava até mal. O Zaka sabe bem disso.

    Até que chegou o dia em que me deu um nó no cérebro e resolvi dar uma banda de speed, com uma bike emprestada, só pra aprender. Sim re-aprender a pedalar.
    Desde este dia ando cada vez mais de speed, mas nunca abandonando a mtb. Digo que estou gostando cada dia mais de andar de pneu fininho.

    Agora, voltando ao assunto ARTISTAS vs VAGABUNDOS, não seria nada mal comparar com o que foi bem debatido aqui no MR, os ARTISTAS poderiam ser os ciclistas que andam limpo, que não precisam e não usam qualquer tipo de droga. Já os VAGABUNDOS, bom, o assunto já foi amplamente discutido… mas é o que penso.

    Abraços.

  7. Antonio Carlos Alves disse:

    Pô meu…Rodrigo vc está coberto de razão…a culpa é minha que não tinha percebido e li como se fosse artista, “aristos” é mesmo uma abreviação de aristocrate (em francês).

    Aristocratas da pista… e os vagabundos da estrada.

    une erreur qui ne pardonne pas

  8. Antonio Carlos Alves disse:

    Zaka

    vc não precisa se desculpar…eu só aproveitei o gancho para mostrar que nós speedeiros e bikeiros temos que estar unidos e fiz a polêmica.

    Eu que peço desculpas.

    Já vi muito spideiro relaxado e muito bikeiro arrumadinho.

    Já vi até até triathleta relaxado.

    Como diz o Viana falar mal do ciclismo é como falar mal da minha mãe.

  9. Caio Fontes disse:

    Acho que essa teórica de que bom contrarrelogista e rodador não ser um bom MTbiker não cabe aqueles que gostam de andar em ambos os terrenos…vide Lance Armstrong que após um honroso 3o lugar no TdF ganhou uma das provas mais importantes de MTB do mundo, a Leadville 100 Trail 100 com um pneu furado ainda batendo o recorde da prova..qdo se trata de ciclismo, não existem regras !!!

  10. Fernando Blanco disse:

    Zaka – Pellos foi um gênio para mim, especialmente pela forma como retratava o domínio de Merckx nos anos 70.

    O link abaixo traz uma mini bio dele. Se você conseguisse achar seus desenhos digitalizados e publicá-los seria uma aula de ciclismo e arte.

    Eu tenho uma razoável colegação de Mirroir de Cyclisme, com vários desenhos dele. Se houver interesse, é só avisar.

    Abraço, F.