Legalização das drogas

06/novembro/2009

Em primeiro lugar: doping pra mim é droga. Um dopado é um drogado.

Li em algum blog por aí (preciso encontrar um meio de “guardar” as páginas de todos os sites e blogs que tenho lido) sobre a questão doping e equipamentos. Encontrei uma maneira de abordar o assunto com um colega de serviço que não pedala e não acompanha o esporte (só futebol), puxando a conversa para a diferença de equipamento. Ele ficou impressionado com a diferença de peso entre uma bicicleta mediana e uma bicicleta top de linha e fez a mesma pergunta do texto que eu havia lido: uma bicicleta superior não dá ao ciclista a mesma vantagem do doping?

Nesse ponto eu não tenho certeza para afirmar, mas creio que não. Além do mais, o doping é proibido, há uma lista de produtos e métodos ilegais. Usar o melhor equipamento, dentro das normas, é permitido.

Um outro aspecto que ele falou e já li em alguns lugares é sobre a liberação total e irrestrita do doping.

Considerem que um corredor profissional da primeira divisão corre em torno de 150-180 dias por ano. Eles precisariam de um bocado de drogas.

As drogas causa danos à saúde mental, certo? Não há nenhuma dúvida que o uso prolongado de drogas prejudica o cérebro (Zina?). Simpson, Pantani, Jose Maria Jimenez e Vandenbroucke são as provas mortas disso.

Na era da EPO indetectável os ciclistas estavam tomando doses cavalares do remédio. Terminavam as provas com níveis absurdos de hematócritos (na faixa de 60% – lembram alguém com o apelido Mr. 60%?). O sangue fica tão grosso que é necessário acordar no meio da noite para evitar uma morte súbita, tão comum nos jovens holandeses nos anos 80-90. Alguém vai dizer que na medida certa as drogas são seguras, mas seu efeito é cumulativo e os efeitos podem aparecer anos depois.Quando esses corredores morrerem, alguém vai lembrar deles?

A defesa de que a legalização tornaria a disputa mais equitativa não é verdade. Organismos diferentes reagem de maneiras diferentes aos medicamentos: a EPO tem efeito maior sobre pessoas com níveis normalmente baixos de hematócritos (afinal, é pra isso que ela foi criada). Ciclistas com melhores médicos ou farmacêuticos iriam ganhar. A diferença das bicicletas top de linha com as medianas é enorme, mas entre as top, a diferença é insignificante, independente de marca, grupo ou pneus. Nem todos os ciclistas teriam acesso ao maravilhoso medicamento de última geração, mas praticamente todos eles andam em bicicletas maravilhosas.

Um estudo com atletas olímpicos ingleses revelou que um alto percentual deles confessou que tomaria medicamentos que lhe garantisse um ouro, mesmo que isso colocasse em risco a sua vida. Quando Richard Virenque foi apanhado na malha fina da Festina tentou culpar seu massagista. O depoimento de Willy Voet foi fulminante: “Se eu tivesse dado a Virenque todas as drogas que ele queria, estaria morto nesse momento”.

Há muitas outras razões, mas a principal no meu entendimento é ética. Não vejo a diferença entre um atleta que se dopa para vencer, um político corrupto ou um golpista que logra velhinhas no golpe do bilhete premiado.

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Quem é o ciclista? (56)

06/novembro/2009

HC – 10 pontos

Os dois nomes.

Meta volante: 1 ponto extra para cada apelido certo.

quem56

RESPOSTA: Federico Bahamontes (sentado), El Águila de Toledo e Julio Jimenez, El Relojero de Ávila.

12 pontos pro Jucaxc.


Armstrong de amarelo em 1969

06/novembro/2009

armstrong

Neil Armstrong, 20 de julho de 1969.

Piadinha infame, eu sei.