Giro d’Italia – Médias horárias e estatísticas

11/novembro/2009

Continuando no estudo das médias horárias. Agora com a minha prova favorita. No Giro são 91 edições.

As médias de cada uma das edições, bem como a variação com relação ao ano anterior podem ser visualizadas abrindo o PDF abaixo.

Médias Horárias Giro d’Italia

Algumas considerações com relação aos anos que estão em vermelho:

  1. 1912 – Menor Distância: foram apenas 2.443Km divididos em 9 etapas.
  2. 1913 – Menor média horária: 21,690Km/h.
  3. 1919 – Maior aumento percentual (13,14%) da média horária: ao contrário da análise do Tour, após a 1a. Guerra na prova italiana tivemos um aumento da média. A explicação era a qualidade superior do seu vencedor que dominou a prova da primeira até a última (10a.) etapa.
  4. 1923 – Maior redução percentual (13,88%) e absoluta (3,59Km) da média horária: pela falta de dados históricos, imagino que a prova tenha sido difícil pois de 97 corredores que largaram, apenas 38 (39%) completaram o percurso.
  5. 1932 – Quebrada a barreira dos 30Km/h: dois anos antes do Tour, mas na mesma época.
  6. 1954 – A maior edição: foram 4.396Km divididos em 22 etapas, uma média de 199,8Km por dia.
  7. 1957 – Quebrada a barreira dos 35Km/h: vencida por Gastone Nencini, o leone del Mugello, muito forte nas montanhas.
  8. 1968 – Maior crescimento absoluto: na primeira vitória de Eddy Merckx ele mostrou sua força.
  9. 1984 – Quebrada a barreira dos 40Km/h: Francisco Moser foi o autor da façanha.
  10. Até a edição de 2009 foram percorridos aproximadamente 332.484Km. Isso equivale a 9 voltas no nosso planeta e, estaríamos quase chegando à Lua, que fica a 380.000Km da sua casa.
  11. Os vencedores pedalaram durante 6.606 horas. Algo em torno de 275 dias.
  12. A média de distância percorrida por edição é de 3.653Km mas as distâncias diminuiram após os anos 80 e 90. A última vez em que uma prova teve distância superior a 4.000Km foi em 1982, com 4.004Km.
  13. A média de distância percorrida nas últimas 20 edições foi de 3.612Km e das últimas 10 edições de 3.454Km.
  14. Somente em três edições tivemos média horária acima de 40Km/h: 1984 com Francesco Moser, 2001 com Gilberto Simoni e 2009 com Denis Menchov.

Médias horárias por década

grafico_media_giro

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Campeonato Estadual de Ciclismo 2009 de Tocantins

11/novembro/2009

Material enviado pelo Vander de Melo Praxedes a respeito do estadual de ciclismo de Tocantins.

cartaz final

A prova acontece a partir deste final de semana, serão 6 etapas sendo a mais pesada no ultimo dia (29/11) onde teremos uma etapa com uma serra de 5 km quase ininterruptos e com inclinação média de 12°.

A prova definirá o campeão tocantinense 2009 de :

  • contrarrelógio ( quem ganhar a etapa 4)
  • resistência ( quem ganhar a etapa 6)
  • montanha ( quem fizer mais pontos nas metas de montanha)
  • elite ( quem fizer mais pontos em todas as etapas)
  • master – acima de 40 ( o master que fizer mais pontos em todas as etapas )

Para os 3 de cada categoria citada acima haverá troféu.

Para os 3 primeiros da elite troféu e +
1° R$ 700
2° R$ 200
3° R$ 100

Para os 3 primeiros de cada etapa terá medalha.

Lembrando aos demais leitores: este espaço está aberto para divulgação de provas de ciclismo, sejam elas corridas, granfondo, audax, randonnée, etc. Quem participar de uma competição e quiser colaborar mandando fotos e um relato, será bem-vindo.


Angliru

11/novembro/2009

Algumas frases famosas sobre essa montanha.

Antes da escalada

José Maria “El Chaba” Jiménez, justificando o 42×21 que tinha para subir: Por muito dura que seja, a um ritmo tranquilo, subirei (mas desceu da bicicleta).
Fernando Escartin, justificando o 41×25, em resposta aos que lhe diziam que desceria da bicicleta: Nem pensar! Com isso subo até uma parede (mas desceu da bicicleta).

Durante a escalada

El Chaba, após descer na Cuesta de Les Cabanes, para mudar a roda traseira, passando a usar um cassete de 28 dentes: É exageradamente inclinado, não esperava rampas tão duras.
Escartin, após descer da bicicleta no mesmo lugar: Mamma mia! Isso vai ser uma bomba na Vuelta.

Após a escalada

El Chaba: Nunca tinha subido um cume como esse na minha vida.
José Luis “Chechu” Rubiera: É o cume mais duro que já subi.
Escartin: É duríssimo! Tenho 30 anos e na minha vida nunca subi nada igual, nem creio que o venha a fazer.
Pedro “Périco” Delgado: Ay, Dios mío, que duro és esto! Pero de dónde habéis sacado esta montaña? E mais tarde, durante uma entrevista: “Apesar de usar 30×23 passei muito mal na rampa mais dura, deveria ter montado um cassete de 25 dentes”.