O doping não é só uma trapaça

24/novembro/2009

Q. Iglesias 24/11/2009

O cardiologista Josep Brugada (Banyoles, 1958) diretor médico da Clínica de Barcelona, um dos descobridores da síndrome que leva o seu nome e assessor da Associação Espanhola de Morte Súbita.

A morte súbita entrou no esporte? (Puerta, Jarque, De Nigris e outros)?

Não morrem mais agora do que morriam antes. O que ocorre é que agora as mortes são televisionadas ao vivo. Para deixar claro, o esporte protege contra a morte súbita. Uma pessoa que pratica esportes tem menor risco do que uma que não faz nenhum exercício.

A morte súbita é o infarto do miocárdio?

Em 80% das vezes sim. Mas a enfermidade do esporte é a miocardiopatia hipertrófica. O coração é maior, é hereditária. Há doentes que não sabem disso porquê nunca foram atletas.

É detectável?

Sim. Um atleta de elite que faz, no geral, ecocardiograma, prova de esforço e um eletrocardiograma.

E quando não é de elite…

Aí que está o problema. É que não fazem revisões. Uma assinatura de um médico é tudo o que se pede. Na Itália, por exemplo, esses três exames são obrigatórios. O índice de mortes ali é menor.

E o que acontece na Espanha?

Estamos no limbo da morte súbita. Não há legislação. É um problema do Governo. Realizar um eletrocardiograma não é tão difícil nem tão caro. Não custa mais do que 3 euros. Poderia ser feito em todas as crianças a partir dos 13 anos nas escolas. Não morreria ninguém? Não. Olhe Dani Jarque [jogador do Espanyol encontrado morto na pré-temporada de seu clube em 8 de agosto de 2009 aos 26 anos de idade].

Jarque…

Foi uma surpresa porque tinha tudo em ordem. Consta que não tinha nenhum problema. Não é o mesmo caso de Puerta [jogador do Sevilla, morto aos 22 anos de idade em virtude de inúmeras paradas cardio-respiratórias durante e após uma partida em 26/08/2007].

Puerta…

Não viram que tinha uma displasia ventricular? Falamos de desportistas de alto nível, com contratos caros e há coisas que não querem ver… Ao final, a decisão é do jogador. Deveria haver um desfibrilados em qualquer recinto esportivo do país.

O doping é uma das causas destas mortes súbitas?

Com certeza. Se quer proibir o doping não é por quê é trapacear e sim porquê o doping acaba matando. Provoca o aumento dos músculos, mas também faz isso no coração, e voltamos a famosa hipetrofia artificial induzida pelas drogas.

O que é a Síndrome Brugada?

Meus irmãos e eu descobrimos há muitos anos. É um defeito genético que causa uma parada cardíaca durante o sono.

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Giro d’Italia – A mídia

24/novembro/2009

Dica do dia: no Google imagens procurem por “Barbara Pedrotti”.

Afinal, quando começa o Giro mesmo?

ATUALIZAÇÃO: dica do Anderson: http://www.barbarapedrotti.it


3o. Desafio Márcio May

24/novembro/2009

Primeiro o realese oficial:

A cidade de Rio do Sul ficou lotada de ciclistas de todo o Brasil que participaram da 3. Edição do Desafio Márcio May de Ciclismo de Estrada em Mountain Bike para amadores e profissionais. A prova teve largada em Rio do Sul às 09:00 horas da manhã de domingo dia 22 de novembro e os competidores seguiram em direção à cidade de Presidente Nereu, passando por Lontras, retornando novamente para o centro de Rio do Sul, contou com o patrocínio da Royal Ciclo.
 
O trajeto era todo em trecho asfaltado, mas os ciclistas enfrentaram trechos de  serra de grande dificuldade.
Na pricipal das provas a categoria ciclismo Speed, que fazia o maior percurso, 84 km e com duas serras a serem vencidas, passando por dentro da cidade de Presidente Nereu e retornando para Rio do Sul, o grande campeão foi Jair dos Santos que é da cidade de Ibirama mas defende a equipe do Avaí de Florianópolis, fazendo dobradinha com seu companheiro de equipe o Blumenauense Marcelo “Pinguim” Moser que já venceu o Circuito 4 Estações de Mountain Bike em Rio do Sul neste ano. Os dois chegaram juntos de mãos dadas com 2h26min46seg. No Ciclismo Feminino, Maria Salete Waltrick de Joinville foi Bi-campeã fazendo os 84 km em 3h21min.
 
Na categoria Mountain Bike de 60 km, os competidores retornavam do alto da serra de Presidente Nereu e o vencedor foi Diego Roberto Gabrilowiski (Tigre Bike) de União da Vitória em 1h56m46seg e Tânia Clair Pickler (ASSICLO/UNIASSELVI/FME INDAIAL) ficou com o título no feminino com 2h10min53seg. A chuva fina que caiu na manhã de domingo, deixou a prova um pouco mais perigosa principalmente nos trechos de descidas mas acabou beneficiando os atletas por deixar o clima mais ameno.
 
Tivemos recorde de inscritos, no primeiro ano foram cerca de 260 atletas, ano passado 330 e agora 450, mostrando um grande crescimento do evento. Este ano foi criada uma nova categoria a Speed Light e MTB Light com percurso menor, de 46 km, proporcionando aos atletas inciantes participarem do evento que possui 27 categorias para todos os níveis técnicos, relata Márcio May ex-ciclista Olímpico e organizador do evento.

Atletas de renome como Murilo Fischer que compete na equipe Italiana Liquigas e já competiu no Tour de France e Soelito Gohr campeão da edição de 2008 e campeão Mundial de resistência na categoria Paraolímpica este ano na Itália marcaram presença na prova.
Além disso um grande atleta do Motocross e Piloto de Freestyle Show, Elton Becker também participou da prova e acabou  levou título na categoria Mountain Bike 35 a 39 anos, mostrando que além de pilotar bem a moto, também pedala muito.

A participação feminina foi a que mais aumentou com 46 mulheres. Uma das mais emocionadas com a vitória foi a Riosulense Gerusa Martins (Riomaq / Fermaq) que levou o título no MTB Master e ficou em segundo no geral feminino.

Maiores informações no site: http://www.marciomay.com.br/desafio/2009/ ou com Márcio May (47) 9947-9464.

Agora o relato do Anderson que pedalou por lá.

Após uma noite “fria” em Rio do Sul, o domingo começou quente com a expectativa em participar do desafio.

O prenúncio de chuva se confirmou e logo após a largada ela veio. Durante uns 10km foi assim, água pra todo lado. O pelotão seguia a nossa frente.

Chegando no pé da serra em Lontras, via-se aquela montanha onde escalaríamos, anunciando o que viria pela frente. Estava junto a alguns amigos e disse:

– Vai ser dura a subida.

Muitos já estavam ficando pelo caminho, enquanto avançava. A coisa foi piorando, ficando mais íngreme. Nesse momento estava
“só”. Alguns já desciam das bicicletas e a empurravam; outros faziam zigue-zague para amenizar o cansaço. Faltando uns 400m para
o topo, não aguentei, desci e empurrei a “menina”(Foi engraçado ver o cavaleiro empurrando o cavalo).

Tinha atingido o limite de minhas forças. Logo nos reagrupamos e partimos para a descida ate Presidente Nereu. Fizemos o retorno, me sentia melhor e partí para a escalada de volta.

Pelo caminho alguns contratempos de outros atletas como câmbio quebrado, gente trocando pneu… No topo novamente a descida
foi rápida e atingindo o plano a sensação de que aquilo nao tinha fim atormentou por alguns momentos. O alívio da cehgada e a missão cumprida por ter vencido a desafio foi imensa.

Espero voltar lá no ano que vem.

Abraço.


Vendo pedivela

24/novembro/2009

É sério. Está aqui.