De Kova-Lejeune

07/dezembro/2009

Em tempos passados, o patrocínio das equipes vinha de algumas fontes improváveis, pouco relacionadas ao esporte. Empresas de bebidas como Carpano, Martini, Pelforth, St. Raphaël, Cinzano (belo uniforme) estavam à frente de fortes equipes do pelotão. Empresas de cigarros, estações de rádio, pasta de dentes, sorvetes, foram apenas alguns dos patrocinadores. Nesse mundo estranho, no entanto, um se destacou.

Um clube noturno parisiente, dedicado à diversão masculina, Myriam De Kova queria promoção. Em 1970 o excêntrico grego De Kova foi apresentado ao esporte por Raphaël Geminiani que o convenceu a formar uma equipe. Ao falecer, sua esposa, Myriam, uma ex-bailarina manteve o negócio aberto 🙂 e queria mais promoção, mais negócios, mais dinheiro.

No Tour de 1973 a equipe De Kova-Lejeune foi montada sob a liderança de Lucien Aimar que estava na sua última temporada e já era um veterano de 9 Tours. Já no CR a equipe já perdeu muito tempo e durante toda a corrida Aimar ficou praticamente sem gregários. Ao final, os 5 últimos lugares da prova pertenciam a corredores da De Kova e Aimar ficou com a 17a. posição.

Quanto a Myriam De Kova, depois do péssimo resultado, nunca mais se ouviu falar dela no mundo do ciclismo.

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