Uniformes 2010 – Team Sky

04/janeiro/2010

Simples e bonito. O diferencial é o nome do corredor, juntamente com uma pequena bandeira indicando sua nacionalidade que vão estampados nas laterais.

Fonte: Site oficial da equipe.

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Os melhores de 2009

04/janeiro/2010

Vocês escolheram os melhores e piores de 2009:

Melhor corredor

Alberto Contador 67%
Alejandro Valverde 16%
Fabian Cancellara 9%
Philippe Gilbert 5%
Cadel Evans 3%

Melhor corredor de Voltas

Alberto Contador 89%
Lance Armstrong 11%

Melhor corredor de Clássicas

Philippe Gilbert 78%
Tom Boonen 18%
Andy Schleck 2%
Edvald Boasson Hagen 2%

Melhor contrarrelogista

Fabian Cancellara 100%

Melhor sprinter

Mark Cavendish 98%
Francisco Chamorro 2%

Melhor escalador

Alberto Contador 37%
Andy Schleck 37%
Franco Pelizzotti 24%
Stefano Garzelli 2%

Melhor veterano

Lance Armstrong 86%
Jens Voigt 13%
Thomas Voeckler 1%

Melhor jovem

Andy Schleck 78%
Edvald Boasson Hagen 17%
Vicenzo Nibali 5%

Corredor revelação

Bradley Wigins 58%
Edvald Boasson Hagen 21%
Thomas Lokvist 6%
Andre Grippen 3%
Brice Feillu 3%
Jakob Fulgsang 3%
Mark Cavendish 3%
Tyler Farrar 3%

Corredor decepção

Carlos Sastre 38%
Cadel Evans 21%
Ivan Basso 13%
Danilo Di Luca 8%
Tom Boonen 5%
Alessandro Ballan 3%
Alex Arseno 3%
Damiano Cunego 3%
Lance Armstrong 3%
Robbie McEwen 3%

Melhor equipe ProTour

Columbia 45%
Astana 29%
Saxo Bank 14%
Caisse D’Epargne 12%

Melhor diretor

Johan Bruynel 61%
Bob Stapleton 20%
Bjarne Rijs 13%
Unzue 3%
Rolf Aldag 3%

Melhor das grandes

Giro d’Italia 71%
Tour de France 26%
Vuelta a España 3%

Melhor Clássica

Paris-Roubaix 60%
Milano-San Remo 20%
Girdo di Lombardia 7%
Liège-Bastogne-Liège 7%
Amstel Gold Race 3%
Ronde van Vlaanderen 3%

Pior Clássica

Amstel Gold Race 36%
Clásica San Sebástian 16%
Gent Wevelgem 16%
Liège-Bastogne-Liège 16%
Milano-San Remo 16%

Uniforme mais bonito

Cervélo 32%
Caisse d’Epargne 22%
Cervélo branco 12%
Astana 9%
Saxo Bank 5%
Garmin 5%
Acqua e Sapone 3%
Euskaltel 3%
Française des Jeux 3%
IDS 3%
Cervélo preto 3%

Bicicleta mais bonita

Pinarello Prince (Caisse) 27%
Specialized (Saxo Bank) 19%
Specialized TT 13%
Pinarello Dogma 8%
Willier Triestina Cento Uno 5%
Time 4%
Cannondale (Liquigas) 3%
Cervélo S3 3%
Colnago 3%
Focus (Milram) 3%
Giant (Rabobank) 3%
Giant Trinity Advanced 3%
Trek Madonne 3%
Scott Addict 3%

Melhor equipe brasileira

Scott/Marcondes 52%
FAPI/Pindamonhangaba 36%
Malhas Daiane/Scrolttão 4%
Memorial 4%
São Lucas 4%

Pior equipe brasileira

Dataro 48%
Padaria Real 33%
Caloi/Flying Horse 11%
Isoton/Barracar 4%
Memorial 4%

Melhor corredor brasileiro

Tiago Nardin 32%
Murilo Fischer 28%
Soelito Gohr 18%
Breno Sidotti 6%
Bruno Tabanez 4%
José Eriberto Medeiros 4%
Magno Prado 4%
Otávio Bulgarelli 4%

Melhor equipe portuguesa

Palmeiras/Resort Tavira 52%
Barbot/Siper/Azeite Vilta Flor 32%
Madeinox/Boa Vista 16%

Pior equipe portuguesa

Liberty Seguros 100%

Melhor corredor português

Sérgio Paulinho 45%
Tiago Machado 40%
Rui Costa 5%
Ricardo Marinheiro 5%
Sérgio Ribeiro 5%


Murilo Fischer na Garmin-Transitions

04/janeiro/2010

Como o Filipe divulgou e baseado no Cyclingnews, Murilo Fischer vai correr com óculos mega-ultra-modernosos em 2010:

http://pedaldigital.blogspot.com/2010/01/murilo-fisher-e-atleta-garmin.html

http://www.cyclingnews.com/news/garmin-transitions-signs-murilo-fischer

Jonathan Vaughters, o todo-poderoso da equipe anunciou que Murilo vai sim fazer parte da sua esquadra, auxiliando Tyler Farrar nos sprints.

Fico contente pelo Murilo: suas chances de ser escalado nas clássicas (provas em que as ProTour devem participar) são bem maiores do que ficar contando com convites dos organizadores (qual organizador belga convida uma equipe continental italiana?).

Em tempo: na mesma loja que eu disse que vi um uniforme da Água e Sabonete tem também um da Garmin 😉


Subir como um texugo

04/janeiro/2010

Na fábula infantil “O Vento nos Salgueiros” o personagem Sr. Texugo é um companheiro rude, anti-social e solitário, embora generoso e quase paternal no tratamento com seus amigos.

Já na versão ciclista, o Texugo (Badger ou Le Blaireau) Bernard Hinault não era muito diferente. “Eu vou ser o texugo para sempre”, escreveu após sua aposentadoria. “Isso não me incomoda”, explicando o porquê do seu apelido.

Muito pouco se sabe sobre texugos, mas o que as pessoas sabem ainda menos é sobre sua ferocidade. “Enquanto viver e respirar, atacarei”, disse Hinault (abaixo o vídeo da chegada da Paris-Roubaix 1981: ele ataca durante toda a volta no velódromo, não se esconde para sprintar nos últimos metros).

Fiel a sua palavra, Hinault era um corredor agressivo. Atacou implacavelmente seus adversários, atacou seus companheiros (Lemond, 1986) atacou fora da bicicleta: certa vez brigou com manifestantes que bloqueavam a estrada durante uma Paris-Nice e continua atacando com embaixador do Tour de France quando manifestantes tentam invadir o pódio.

Hinault foi o último dos grandes de antigamente que disputavam (e venciam) mais de uma grande no mesmo ano, além de clássicas e provas menores. Ganhou o Tour cinco vezes (com 28 vitórias de etapas, atrás apenas de Eddy Merckx com 34) e o Giro três vezes, duas delas no mesmo ano que o Tour. Venceu duas Vuelta, o Critérium du Dauphiné Libéré três vezes, algumas clássicas de primavera (incluindo a Paris-Roubaix).

Ele mostrou seu lado texugo transformando-se rapidamente no patrão do Tour com um estilo nunca visto. No seu primeiro Tour em 1978 (com 23 anos e maillot de campeão francês) ele tomou o microfone do prefeito de Valence d’Agen durante um protesto: “O Senhor Prefeito está falando com vocês, calem a boca e ouçam. Vocês podem reclamar mais tarde”. Teve que fazer uma pausa no entanto para “resolver” um problema com alguns manifestantes que estavam jogando tomates nos ciclistas.

Tanto quanto possível ditou os termos nas provas por etapas, controlando os ataques nos dias em que o pelotão estava cansado, simplesmente perseguindo-os e falando com tom de repreensão.

Sua personalidade dominante era uma figura polêmica entre o público francês. Nos seus primeiros anos de dominação geraram um sentimento de mágoa e ele criou uma reputação de ser um ciclista arrogante. O jornal L’Equipe escreveu em 1982: “Aos olhos do público, ele é um grande campeão, mas um pequeno homem”. Hinault simplesmente encolheu os ombros e retrucou “Eu não consigo entender como um ciclista não pode ter essa característica, todos os vencedores tem….”.

Não era um escalador puro, mas como todos os grandes campeões, seu poder global demonstrado no contrarrelógio era traduzido para uma presença temível nas montanhas. Como outro grande campeão, Eddy Merckx, era meticuloso na afinação da sua bicicleta e isso contribuiu para a melhoria nessa especialidade.

Sua posição de pedalar foi modificada após o Tour de 1978 por Cyrille Guimard após pesquisas ergonômicas e testes no túnel de vento da Renault. A principal alteração foi um alongamento do top-tube em 2cm, passando para um total de 56,5cm.

A intenção era levar Hinault que media 1,73m mais para trás, mas também mais para cima. A posição do seu selim foi elevado de 72,8cm para 73,5cm (gradualmente ao longo de um período de 3 anos – 1979 a 1982 – para não pressionar muito seus joelhos). Infelizmente, durante a Vuelta de 1983 o selim foi acidentalmente fixado em 74cm agravando a tensão no joelho direito que já era problemático e havia deixado-o de fora do Tour após uma cirurgia.

O objetivo da nova posição de pilotagem era permitir uma melhor escalada sentado. Ele tinha a fama de usar marchas pesadas ao escalar, muitas vezes de pé e por longos períodos. Alguns atribuiram isso como a causa dos seus problemas nos joelhos.

Essa sempre foi uma questão sensível para Hinault. Tinha uma cadência suave, mas “sempre escolho as marchas de acordo com a cadência ideal de pedalada para mim – se eu pedalar muito rápido, meus músculos não respondem bem”. Para ele a cadência ideal era entre 70 e 90 RPM.

Uma grande relação para grandes voltas começou a entrar em moda a partir dos anos 50. Fausto Coppi em 1946 teria usado uma 51×15 e Louison Bobet 52×14. Para escaladores uma coroa menor era a regra, mas mesmo assim maiores do que as atuais. Eddy Merckx, por exemplo, era um fã das coroas 53-44 com um câmbio de 6 velocidades de 13-19; em etapas de montanha ele optava por uma engrenagem 13-21.

Por muito tempo Hinault usou uma pedivela 53-42 com 7 velocidades. Ele evoluiu de uma “primeirinha”  42-22 para 42-24 (120,14cm contra 116,3cm da atual e popular relação 39×23). Mudou sua técnica de escalada para se concentrar mais em pedalar sentado. Como disse: “Sento-me mais para trás e pedalo mais suavemente”. E se hoje usamos pedais de encaixe com sapatilhas, devemos esse favor à Look e a Bernard Hinault que foi a cobaia nesse equipamento.

Como sua posição de pedalar e de pedalar evoluiram, afirmou que não mudava de posição durante a subida, exceto para estender os braços o máximo possível e respirar melhor, deixando as mãos sobre os freios e sempre que possível mais próximo do centro. Ficar solto e relaxado também foi importante para o estilo de Hinault. “Ombros, braços e mãos relaxados são muito importantes. Você tem que aprender quando está tenso”.

Mesmo pedalando muito mais tempo sentado do que antes, considerava que os momentos de esforço fora do selim eram úteis para atacar ou trabalhar músculos diferentes eliminando o ácido láctico. Mesmo assim, afirmou que esses momentos deveriam ser minimizados devido às exigências de aumento de energia e trabalhou a técnica correta: “Quando você está fora do selim, deve evitar mover o seu corpo em todas as direções, do contrário perde força. Nesses momentos, tento ficar o mais relaxado possível, são as pernas que devem trabalhar”.

Sobre os momentos certos de atacar, foi dispersivo e não contou seus segredos, mesmo no seu livro “Road Racing: Technique & Training”: “Se você perceber que um adversário perigoso tem o olhar cansado e se o terreno é favorável, pode ser útil atacar”. Segundo ele, às vezes era necessário atacar no plano ou em subidas, com companheiros ou sozinho. O ataque era importante para combater, para blefas ou para forçar o ritmo eliminando alguns corredores. “Eu raramente tenho um plano, decido de acordo com as circunstâncias”.

Mas como dito, muito pouco se sabe sobre o Texugo.