Nos pés do Canibal

Adolf Dassler e Rudolf Dassler fundaram uma fábrica de calçados esportivos na década de 1930. Seu produto de maior destaque eram as chuteiras com travas para futebol. Aos poucos passaram a produzir calçados para outros esportes e, apesar de serem filiados ao partido nazista, forneceram sapatilhas para Jesse Owens durante os jogos olímpicos de Berlim.

Adolf era o técnico, o gênio. Rudolf o extroverdido vendedor. Muitos dramas familiares que culminaram com a separação dos dois, com as acusações de que Adolf foi o responsável pela prisão de Rudolf pelas forças aliadas após a guerra.

Duas empresas foram criadas em 1948: a ADIDAS (o nome vem de Adolf “Adi” + Das – de Dassler) e a Ruda, apelido de Rudolf. Esse nome não pegou e a empresa passou a chamar-se PUMA.

A rivalidade entre as duas empresas sempre foi muito grande, com espionagem industrial de ambas as partes e outras jogadas sujas tentando roubar atletas alheios. O ciclismo nunca foi um esporte de multidões como o futebol, então é compreensível que os olhares das grandes empresas tenha demorado tanto a perceber o nicho de mercado. Apesar disso, a Adidas apareceu nos melhores pés que o esporte já produziu até hoje: Eddy Merckx.

A empresa forneceu as sapatilhas para o Canibal de 1971 até sua aposentadoria em 1978. Basta olhar fotos de seus triunfos de 1974 ou a quebrado recorde da hora no México que veremos os calçados escuros com as três listras brancas.

Entretanto, os grandes jornalistas e escritores afirmam que Eddy nunca recebeu dinheiro para usar esse material (como comparativo, Kareem Abdul-Jabbar, jogador da NBA dos anos 70 foi o primeiro atleta a assinar um contrato com a empresa: 25.000 dólares anuais). Afirmam que o contrato de Merckx foi simplesmente de que ele e seus colegas receberiam um fornecimento ilimitado de calçados.

sapatilha

Anúncios

One Response to Nos pés do Canibal

  1. Gabriel Sousa disse:

    Essas guerras entre as marcas eram incríveis… se fosse hoje o Mercx teria um contrato com muitos 0s