Moser

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Francesco Moser, o “xerife” tinha uma força tremenda pedalando sobre as pedras. Ele parecia ter sido criado para elas e vice-versa. Seu currículo de vitórias foi impressionante: Mundial 1977, Giro d’Italia, Giro di Lombardia, Milan-San Remo, Gent-Wevelgem, Flèche Wallone e três Paris-Roubaix, sua corrida favorita.

No documentário “A Sunday in Hell” é incrível ver como ele parecia voar sobre as pedras, o ritmo enlouquecido que tinha. A maioria dos demais corredores parece fazer força apenas para manter-se andando, ele não. Foi um ciclista italiano por excelência, inovando nos equipamentos e roupas, falava baixo, um gentleman fora da bicicleta. Mas quando subia e começava a pedalar se transformava num ogro.

Em 1974 foi ao Inferno pela primeira vez e gostou tanto que terminou em segundo: “No final eu sabia! Eu sabia que iria ganhar um dia, é o meu tipo de corrida. Ganhar aqui é um sonho”. Ele fez isso em 1978, 1979 e 1980. Em todas as ocasiões foi capaz de terminar sozinho. Após sua segunda vitória declarou: “É excelente para o nosso prestígio nacional”, e ele estava orgulhoso pois tinha derrotado El Gitano De Vlaeminck. Com a terceira vitória consecutiva entrou para o templo dos semi-deuses ao lado de Octave Lapize, os únicos a vencer três vezes consecutivas.

Humildemente deu sua receita da vitória: “Andar forte, andar na frente e ter um pouco de sorte”.

Um bom médico também ajudou, eu acrescentaria.

1978

1979

1980

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6 Responses to Moser

  1. Jucaxc disse:

    Um bom médico ? que é isso , imagina …

    Ele só foi ” preparado ” por Francesco Conconi , que na época tinha como assistente um tal de Michele Ferrari .

  2. beto bike disse:

    Olha só, as músicas desses videos !!!!

  3. Gabriel Sousa disse:

    Hoje vi em directo!
    Deu aspirador Boonen!!

  4. Gabriel Sousa disse:

    Ups que burro enganei-me no tópico… Zaka se possível apaga isso!

  5. Antonio Carlos Alves disse:

    Calma aí Gabriel, vc viu o Tom Boonen na etapa de hoje (5ª) do Tour of Qatar, mas o Tom Boonen foi um dos sete ciclistas a vencer por tres vezes a Paris-Roubaix (2005, 2008 e 2009) daí a confusão. Portanto está desculpado.

    Mas voltando ao grande Francesco Moser o estilo dele era praticamente igual ao do Roger De Wlaeminck conhecido como “O cigano” ou Monsieur Paris-Roubaix.Ele ganhou em quatro ocasiões: 1972,1974,1975 e 1977 e foi segundo em 1970, 1978, 1979 e 1981 e terceiro em 1976 e ainda um quinto em 1969.

    Os estilos deles eram parecidos com o de Eddy Merckx bastante agressivo muito comum na época.

    Moser foi o primeiro abater o Recorde da Hora que estava em poder de Eddy Merckx 1972 49,431 km. Moser conseguiu em 1984 fazer 50,808 km, mas…com bicicleta especial qdo em setembro de 2000 a UCI mudou as regras e só em outubro de 2000 é que o britânico Chris Boardman bateu o recorde de Merckx 49,441 km usando uma bicicleta homologada pela UCI
    Mas o rival do Merckx foi um outro italiano Felice Gimondi.

    O rival do Checco (diminutivo de Francesco) não foi o Eddy Merckx e sim o italiano Giuseppe Saronni o “Beppe”.

    Bem só temos que agradecer ao Zaka por lembrar-nos dessas feras.

  6. ronaldomoura disse:

    Ia colocar o link em outro post, mas estava fechado para comentarios
    http://www.rtve.es/mediateca/audios/20100211/vida-bahamontes-cicloturismo-5/690732.shtml