Volta ao Algarve – Etapa 3

19/fevereiro/2010

O magrelo botou as pernas pra fora e mostrou que está vivo. Um recado para quem duvidava da sua capacidade após 6 meses sem participar de competições sérias.

Um belo resultado para o Tiago Machado.

1 Alberto Contador (Spa) Astana 5:02:55  
2 Tiago Machado (Por) RadioShack 0:00:11  
3 Levi Leipheimer (USA) RadioShack 0:00:22  
4 Peter Velits (Svk) HTC-Columbia 0:00:25  
5 Tejay van Garderen (USA) HTC-Columbia

Geral
1 Alberto Contador (Spa) Astana 15:20:17  
2 Tiago Machado (Por) RadioShack 0:00:15  
3 Levi Leipheimer (USA) RadioShack 0:00:28  
4 Samuel Sánchez (Spa) Euskaltel-Euskadi 0:00:35  
5 Tejay van Garderen (USA) HTC-Columbia    
6 Rui Costa (Spa) Caisse D’Epargne 0:00:43  
7 Luis Leon Sánchez (Spa) Caisse D’Epargne    
8 Matthew Lloyd (Aus) Omega Pharma-Lotto    
9 Andreas Kloden (Ger) RadioShack    
10 Joaquín Rodríguez (Spa) Katusha

Alguém sabe me dizer qual o motivo do Cyclingnews sempre colocar o Rui Costa como espanhol?

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Tour of Oman – Final

19/fevereiro/2010

Edvald Boasson Hagen venceu o CR, Motollara fez segundo a apenas 16″ (ele não está em boa forma, esteve doente durante 1o dias em janeiro e está fora de forma).

Isso foi suficiente para tirar a diferença para Bennati (Liquigas) e dar a classificação geral da prova para o atual Campeão Olímpico e Mundial de CR.

1 Edvald Boasson Hagen (Nor) Sky Pro Cycling Team 0:25:58  
2 Fabian Cancellara (Swi) Team Saxo Bank 0:00:17  
3 Cameron Meyer (Aus) Garmin – Transitions 0:00:45  
4 Marco Pinotti (Ita) Team HTC – Columbia 0:00:48  
5 Artem Ovechkin (Rus) Team Katusha 0:01:01  

Geral
1 Fabian Cancellara (Swi) Team Saxo Bank 16:02:52  
2 Edvald Boasson Hagen (Nor) Sky Pro Cycling Team 0:00:28  
3 Cameron Meyer (Aus) Garmin – Transitions    
4 Marco Pinotti (Ita) Team HTC – Columbia 0:00:31  
5 Daniele Bennati (Ita) Liquigas-Doimo 0:00:47

Anotem aí: esse tal de Edvald vai dar muito trabalho para os grandões em pocuo tempo.


A abertura da temporada

19/fevereiro/2010

Sim, existem outras provas antes da Het Nieuwsblad Omloop (antiga Het Volk), mas nenhuma delas tem as dificuldades dessa, digamos, semi-clássica. Alguns jornalistas mais radicais chegam a dizer que é a primeira verdadeira prova do ano (ofensa à outras provas como Tour Down Under ou Volta ao Algarve). Eu não chego a tanto, considero somente como a primeira clássica do ano.

A Het é uma prova geralmente com mau tempo, estradas difíceis e ritmo forte. É o primeiro grande troféu de provas de 1 dia do calendário mundial. Não à toa, alguns dos melhores ciclistas estão preparados para competir nessa edição.

O atual campeão, Thor Hushovd está de volta, mas parece (e segundo suas declarações) que não está em tão boa forma quando 2009. As expectativas da Cervélo voltam-se então para Heinrich Haussler: suas táticas agressivas no Tour of Qatar mostram que ele é capaz de vencer essa prova.

A Liquigas vem com Daniele Bennati e Manuel Quinziato como peças-chave: Bennati já tem uma vitória essa temporada e Quinziato está se preparando para Flandres e Roubaix.

Quando se fala em clássicas belgas, sempre devemos considerar que algum favorito sairá da Quick-Step. Com três nomes fortes (Tom Boonen, Sylvain Chavanel e Stijn Devolder), a equipe tem chances de vencer em qualquer prova que envolva frio, barro, calçamento e muurs.

A Rabobank vem com Lars Boom e o veterano Nick Nuyens. As chances de Nuyens seriam uma fuga solo e Lars Boom, jovem e inexperiente, tem habilidades e fome de vencer.

O Team Sky é uma nova força para essa provas. Na Het vai apostar em Kurt-Asle-Arvensen (embora com uma recente fratura de clavícula seja uma incógnita). Então os olhos se voltam para “Boss Hog” (Edvald Boasson Hagen) que deve (teoricamente) ser capaz de suportar com facilidade o ritmo de prova, pois tem sido muito utilizado pela equipe britânica nesse início de temporada.

A Garmin vem com seu homem rápido Tyler Farrar tentando sua primeira vitória na temporada. Se não for ele, as chances da equipe estão com o recém-contratado Johan Vansummeren.

A HTC-Columbia vem para a prova com os líderes Bernhard Eisel que está em jejum (sempre se sai melhor como super-gregário) e Matty Goss.

Já a Katusha conta com as opções óbvias de Filippo Pozzato e Robbie McEwen: Pozzato já tem uma vitória no seu currículo e precisa de bons resultados, pois é considerado um dos favoritos para Flandres e Roubaix. McEwen é a alternativa no caso de uma chegada em sprint.

O Team Radioshack conta com Gert Steegmans para conduzir a equipe nessa prova: é bom no sprint e suporta razoavelmente bem os paralelepípedos. Na sua roda vem o veterano Thomas Vaitkus, outro troglodita bom para esse tipo de prova.

Team Saxo-Bank apresenta a ausência de Fabian Cancellara, mas isso não significa que não estão tentando a vitória. Seus especialistas são Matti Breschel, Baden Cooke e Stuart O’Grady.

A BMC vem para a Bélgica muito forte com Alessandro Ballan, George Hincapie, Karsten Kronn e Marcus Burghardt. Parece ser a segunda equipe mais forte, atrás apenas da Quick-Step.

Gentlemen, start your engines!


1.125

19/fevereiro/2010

Eddy Merckx foi, para dizer o mínimo, obsessivo.

Seu confidente e soigneur, Guillaume Michiels disse: “Ele tinha essa energia. Nunca conseguia ficar sentado. Sempre estava ocupado fazendo alguma coisa e quase sempre de alguma forma ligado à bicicleta. Observei-o durante anos em centenas de hotéis diferentes. Sua vida consistia em acordar, tomar banho, comer e, se não tinha outros compromissos, ocupar-se com algo relacionado ao seu trabalho. Se a qualquer momento não havia mais nada a fazer, ele concentrava-se na sua bicicleta. Pura obsessão”.

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A sua esposa Claudine acrescentou: “Eddy sempre foi e é obcecado por bicicletas. Eu vi ele sair da cama no meio da noite em mais de uma ocasião e ir para a garagem mudar alguma coisa no seu guidão ou selim. Mesmo durante as férias ele começava a conversar comigo sobre sua posição na bicicleta”.

Eddy sempre tinha cerca de 500 pneus tubulares e 100 rodas na sua casa; manteve 35 bicicletas na sua garagem, 15 delas sempre prontas para rodar. “Lembro-me uma vez que partimos para o Giro d’Italia com 17 bicicletas diferentes. Ele tentou tudo e nunca ficou completamente satisfeito com uma solução em particular”, disse Michiels.

Eddy admite: “É verdade, mantive centenas de pneus no porão de casa por meses a fio. Perguntaram-me em 1971 se era verdade que eu sabia quantas peças faziam parte de uma bicicleta. Eu não sabia e devia estar louco: descobri que uma bicicleta era composta por cerca de 1.125 peças diferentes.

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