Rémi Gaillard no Tour de France

04/março/2010

Nessa o sujeito vai para a entrevista com os vencedores da etapa.

Reparem no olhar mortal do Piepoli.

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Vuelta a Murcia – Etapa 2

04/março/2010

1 Robert Hunter (RSA) Garmin-Transitions 4:20:12
2 Graeme Brown (Aus) Rabobank
3 Vicente Reynes (Spa) Team HTC-Columbia
4 Alexander Blain (GBr) Endura Racing
5 Daniel Schorn (Ger) Team NetApp
6 Frantisek Rabon (Cze) Team HTC-Columbia
7 Michel Kreder (Ned) Garmin-Transitions
8 Ian Wilkinson (GBr) Endura Racing
9 Josep Jufré (Spa) Astana
10 Daryl Impey (RSA) Team RadioShack

Os favoritões, todos a 5 segundos:

31      Bradley Wiggins (GBr) Team Sky
34      Andreas Klöden (Ger) Team Radioshack
35     Lance Armstrong (USA) Team Radioshack
38      Denis Menchov (Rus) Rabobank
58      David Zabriskie (USA) Garmin – Transitions

Enquanto eles ficam na marcação mútua, olhando mais para trás do que para a frente, um sprinter vai na liderança.


Rock Racing: sem licença profissional

04/março/2010

Notícias como essa, com a UCI negando a licença Continental Profissional para a badalada equipe americana Rock Racing valorizam ainda mais a conquista e a posição da Scott-Marcondes César.

Agora é valorizar o status adquirido e tratar de mantê-lo.


Montepaschi Strade Bianchi

04/março/2010

Parece que agora definiram o nome da prova e nesse sábado (6 de março) teremos a 4a. edição da empoeirada-candidata-a-clássica-italiana

A prova é legal de assistir, tem uma altimetria, digamos, chata (pra quem anda) e o terreno cria uma dificuldade extra.

Como bom torcedor que gosta de ver o sofrimento alheio, fico na torcida por um pouco de chuva, só pra ver a reação dos ciclistas.

Vencedores:

  • 2007 – Monte Paschi Eroica: Alexander Kolobnev
  • 2008 – Eroica: Fabian Cancellara
  • 2009 – Monte Paschi Strade Bianchi: Thomas Lovquist

Equipes convidadas e seus respectivos “chefes de fila”:

ACQUA & SAPONE-MOKAMBO (Ita): Garzelli, Paolini
AG2R LA MONDIALE (Fra): Efimkin
ANDRONI-DIQUIGIOVANNI (Ita): Ginanni
ASTANA (Kaz): Vinokourov
BMC (Usa): Evans, Ballan
CERVELO TEST TEAM (Svi): Hammond
GARMIN-TRANSITION (Usa): Hesjedal
ISD-NERI (Ita): Visconti
LAMPRE-FARNESE VINI (Ita): Bernucci, Gavazzi
LIQUIGAS-DOIMO (Ita): Pellizotti
OMEGA PHARMA-LOTTO (Bel): Peraud
SKY PROFESSIONAL CT (GB): Lofkvist
TEAM HTC-COLUMBIA (Usa): Cavendish, Pinotti
TEAM KATUSHA (Rus): Pozzato, Kirchen
TEAM SAXO BANK (Dan): Cancellara

Altimetria (os trechos em cinza são de sterrato – 56,1 de 190Km)

Site: http://www.gazzetta.it/grandeciclismo/montepaschistradebianche/index.shtml

Transmissão ao vivo: pela RAI Tre a partir das 12:25 (horário de Brasília – 16:25 na Itália). Aqui vocês vão precisar colocar em prática a aula da semana passada e como sou bonzinho, já vou passar alguns que testei e funcionam:

  • 62.77.49.68:8080 (lento)
  • 94.89.79.19:3128 (mais lento)
  • 151.30.23.220:1080 (um pouco menos lento)
  • 151.30.23.220:1080 (lentamente igual)

O número após o : é a porta.

Nesse endereço vocês podem encontrar muitos servidores. No caso da RAI, é necessário que ele seja italiano.


Los Tres Amigos

04/março/2010

Eddy Merckx assinou um contrato com a equipe da margarina SOLO apenas para passar a profissional em 1965. No ano anterior tinha sido campeão mundial amador e esperava receber algum conhecimento de Rik II, o primeiro a ganhar os cinco monumentos.

Mas o quê ele poderia esperar de uma equipe que se dedicava totalmente a um corredor? O diretor esportivo era Hugo Marie (cunhado de Van Looy).

Van Looy começou a irritar Merckx, como era seu estilo. Por exemplo, apelidou-o de Jack Palance devido ao seu hábito de comer arroz doce com calda e Merckx não gostou (não perguntem a razão, não entendi a comparação). Eram muito diferentes, um falador, carismático, o outro frio e reservado.

Merckx percebeu que deveria mudar de ares quando não recebeu nenhum tipo de ajuda ou dicas no campeonato belga de 1965. No final tomou a decisão de ir para a Peugeot contra a vontade de Jean Van Buggenhout, o chefão do ciclismo belga da época.

Desse ponto em diante não parou de crescer, enquanto Van Looy que estava no final de carreira começou a decair. A partir daí ele correu sempre na roda de Merckx até não mais aguentar.

Rik II sempre falava como teve que abrir caminho na sua carreira contra o outro Rik, que Anquetil o fez sofrer mais do que Merckx, que já tinha mais de 33 anos quando Eddy começou, que ele não suportava perder, que era frágil moralmente, que era uma pessoa orgulhosa e duvidava das suas qualidades humanas e que se estivesse no pico, Merckx nunca seria campeão mundial.

No que diz respeito a Merckx, ele era filho de pais flamencos e a família mudou-se para Woluwe-Sait-Pierre onde tinham uma mercearia. Eddy estudou francês. Também influencia que sua esposa, Claudine, era francesa. No final das contas, ele não falava bem nem o francês, nem o flamenco (seu pai falava apenas flamenco).

Rik II era o líder do ciclismo belga, um deus para os flamencos (só esqueceram de contar para Beheyt Benoni – história aqui e vídeo aqui). Van Looy pegava a metade dos prêmios das quermesses e quem quisesse participar precisava do seu aval. Esse terror psicológico durou até mesmo depois que encerrou sua carreira: a maioria dos jovens belgas sofria sua influência e queriam vencer Merckx a qualquer custo (vide Roger de Vlaeminck).

Logo após Merckx encerrar sua carreira, uma emissora belga teve a genial idéia de reunir no mesmo espaço Rik I, Rik II e Merckx. Rik I sentou no meio e ficou calado enquanto Merckx respondia aos ataques de Rik II e queixava-se de que Rik II não corria para vencer, apenas para fazê-lo perder.