A carta de Vinokourov

Primeiro leiam esse post e depois a carta (publicada no Marca, tradução livre) para que não digam que sou injusto e olho apenas um lado da moeda.

“Não posso fazer nada contra as dúvidas que pesam sobre mim desde que o sucedeu-se em 2007, mas nego todas as acusações contra mim apresentadas sem nenhuma prova. Desde meu regresso em agosto sempre fui honesto com a imprensa, respondi a todas as solicitações de entrevistas e não escondi nada.

Ironicamente, meu triunfo em Liège parece ter revivido velhas suspeitas que agora não sou responsável. A visão dos meios de comunicação contrasta com centenas de mensagens de felicitação provenientes de fãs que acompanham minha página e meu Facebook. Não entendo essa diferença.

Parece como que querem proibir-me de subir na bicicleta para deixar todos com consciência tranquila, mas, em qual esporte não existe o direito a poder ganhar? Adoro o ciclismo, ele me deu tudo e quero dar a ele coisas em troca.

Paguei com dois anos de suspensão por um passado obscuro da minha carreira. Repeti muitas vezes que não quero falar sobre esse assunto, apenas porquê acredito que não é bom para o esporte. Não acredito que o ciclismo tenha que recordar todas as histórias sujas, assim não se evolui. Minha postura é a mais correta e mais respeitosa possível, mas uma vez mais é mal interpretada. Desde que voltei, fui sujeito a mais de 30 controles anti-doping e em todos dei negativo.”

11 respostas para A carta de Vinokourov

  1. Antonio Carlos Alves disse:

    Errou e pagou pelo seu erro.

    Voltou mostrando que não precisa disso para ganhar

    Tomara qu ele não decepcione

    Eu gosto do seu estilo de correr.

    Creio que pode ajudar em muito o Contador

  2. Will Barbosa Bike e etc. disse:

    pra mim basta…..se num for pego tá valendo sim…
    mas que o jeitão dele correr é bunito de se ver isso é hein!
    ataques exemplares e demonstrações de pura força (muitas vezes desmedidas e em fora de tempo…rs)
    a mim basta rir qdo o vejo em ação

  3. Anderson disse:

    Há algo a considerar:
    Todas as ações que praticamos ficam marcadas em nós. Se faz a coisa certa, ótimo, é reconhecido por isso. Se faz o errado também(as vaias na chegada). Isso indica que há reprovação da atitude praticada, mesmo que se negue veementemente. Voce pode mentir para outros, para si mesmo é impossivel.
    Voce evolui quando admite o erro e nao o torna a praticá-lo, jamais.
    Nao importa se foi sujeito a 30, 1000 ou 1000000 de exames e de-em negativo. Basta somente um para estragar a maionese.
    É por isso que torço para aquele “vegetal” do pelotão que vai até o fim da fila para alimentar o capitão.

  4. Facchini disse:

    É a frase que pra mim determina toda essa situação quanto ao doping. Que sejam feitos 1000, e que todos os 1000 deem negativos, caso 1 de positivo e a contraprova também, pronto a m*rd* ta feita.

    E esses que foram pegos, pagarão eternamentes pela desconfiança, porém só desconfiança pois até que se prove o contrário serão legitimos campeões iguais Vino na Liege 2010.

  5. Gabriel Sousa disse:

    É complicado… se ele tivesse assumido acho que seria melhor tratado.

  6. FAB1000 disse:

    Não sei não … o Basso não admitiu e não teve essa pressão toda.
    Pode ser porque acreditavam ser uma estrela em milhões, coisa que não está demonstrado.

    Mas eu queria saber onde está o Kashechkin? Se ele não tivesse brigado com o Vinokourov e estivesse na Astana, teriam um arsenal e tanto pro Tour.

  7. Leandro disse:

    Concordo com o FAB1000.

    E uma coisa é mais agravante, na minha opinião, o Basso fez parte de um esquema muito complexo de doping.

    O Vinokourov fez uma transfusão de sangue com outro ciclista após sofrer uma queda que lhe tirou a chance de ver o Tour, onde a pressão sobre ele era muito grande.

    No fim, se a política não é banir por vida, o Vino cumpriu a pena dele e voltou. Se ele está usando algo e o Basso e os demais que voltam por baixo não…a Wada e as demais agências antidoping precisam provar.

  8. ALEX SANDER disse:

    Concordo com o Leandro………Vinokourov e suas vitórias heroicas!
    show.

  9. Bortolin Furlanetto disse:

    eu sempre gostei do show que certos ciclistas como Vino, Riccó, Pantani, e tantos outros proporcionaram, e não os vejo como vilões, sei lá, acho que talvez outros ciclistas tenham médicos melhores que os deles, e por isso ainda não foram pegos.

  10. Ernesto Longhi disse:

    Sei não… Operacion Puerto; uma lista de vários esportistas de outras modalidades além do ciclismo, inclusive do futebol europeu. Pergunto:

    1) Onde está esta lista?

    2) Quem são os envolvidos? O Dr. Eufemiano “Auto-transfusão” Fuentes? Quem mais?

    3) Bolsas de sangue encontradas na casa do médico supra citado?

    4) Uma delas com a identificação: Filho de Rudy, aludindo a Ullrich?

    5) O que foi concretamente provado?

    6) Quem são os futebolistas? Quais os clubes envolvidos?

    Provas circunstanciais, punição pra Vino, Basso, Ullrich. Valverde vai pro pau daqui uns dias.

    Aí, Basso voltou, pedalou aquém do esperado. Pensa-se: “Ah, trapaceiro mesmo, olha aí, sem dopping, baita pica-pau”
    Aí Vino volta, anda no mesmo nível de outrora. Pensa-se: “Continua se bombando!” ou “era inoncente!!”
    O cara não pode errar, pagar pelo suposto erro, treinar nesse tempo e voltar triunfal? Isso também é crime contra o esporte?

    • Zaka disse:

      1) Como juiz SERRANO
      2) Definitivamente o Fuentes, a mulher dele e o Manolito Gordo de Torrelavega
      3) Estão guardadas em algum congelador da polícia
      4) Filho de Ruddy, Clasicomano Luigi, Zapatero e tantos outros apelidos estranhos.
      5) Nada. O juiz escondeu tudo
      6) Real Madrid era um deles. Dizem que haveria envolvimento também de tenistas e pilotos

      Ele volta, dá pau no Gilbert, Evans e Valverde? Eu acho estranho ainda mais olhando o histórico de equipes do cara… T-Mobile, Liberty, Astana…, mas se alguém não acha, tudo bem.