Thomas Frei

Frei, mesmo turbinado, só conseguiu um resultado entre 10 de uma prova depois da data do exame (9o. no Giro del Trentino – abandonou quando lhe comunicaram do positivo). Seria mais um corredor sem resultados significativos (alface). Reparem que passaram-se 31 dias em que ele continuou competindo, certo que passaria batido.

No entanto, sua atitude é um pouco diferente da habitual: deu uma entrevista (sem socos na mesa, sem crianças) em que admitiu que tomava EPO de forma independente e dispensava a análise da amostra B.

Um atleta que admite sua culpa não vemos todos os dias.

Outra curiosidade é que Frei disse que havia tomado uma microdose de EPO na noite anterior e que, se houvesse bebido 1 litro a mais de água, provavelmente daria negativo. É certo? Não sei.

Além disso, disse que não é um mentiroso compulsivo e admitiu que sua família também sabia da sua prática.

Mesmo ele tendo feito uma bela de uma m*, pondo em risco toda a sua equipe, fiquei surpreso e se pudesse, gostaria de parabenizá-lo pela sua atitude admitindo o delito.

Agora, deve cumprir os 2 anos de suspensão (pedir desculpas não o livra do crime) e voltar de cabeça erguida.

14 respostas para Thomas Frei

  1. vander disse:

    Ei Zaka..
    é Tomas Frei mesmo né?
    pq lá no meio vc fala que Freire admitiu ter tomado uma pequena dose… dai eu pensei.. Oscar Freire?
    MAs..
    atitude louvavel, apesar de ter errado antes, acertou depois

  2. Gabriel Sousa disse:

    óptima atitude apesar da merda que fez. Tá ai a diferenças para o Frango e o Vampiro.

  3. Juca disse:

    Bom, ao menos esse tem um pouco de carater e não faz igual a 99% que negam tudo, mesmo a prova e contra-prova sendo positivas.

  4. leonn disse:

    Eu tinha falado desses detalhes no outro post. Acho louvável a atitude do Frei. Assino embaixo o que o Zaka disse: “Cumpra os dois anos de suspensão e volta de cabeça erguida.”

    E a nós ficará a imagem de credibilidade de suas palavras que se ele disser futuramente que não usa mais doping.

  5. Facchini disse:

    Num esporte onde há tanto exame anti doping, o que faz os caras ainda se doparem? E com substancias já tão conhecidas?

    Acham que podem burlar?
    Pressão por resultados? Epo e outras substancias realmente dão todo esse resultado?
    Como fica o mental desses sujeitos que fazem força por 200km sabendo que tudo isso por ir pelo ralo quando der um positivo?

    Sinceramente eu não conseguiria fazer força pensando que pode ser em vão..

    Estranho essa relação do doping com os ciclistas…

  6. Facchini disse:

    Se fosse o futebol, ou outro esporte que caem poucos, eu entenderia o uso, mas no ciclismo.. hmmmmmmm
    Pensareiii

  7. leonn disse:

    Facchini,

    segundo os comentários do Frei, se tomado em pequenas doses (microdoses nas palavras dele)e se hidratar devidamente o exame dentro de um certo tempo não acusa. Friso bem: SEGUNDO O THOMAS FREI.

    Se é benéfico a performance ou não é outra história, já que os resultados dele não tem sido expressivos.

    Enquanto isso no FUTEBOL no Brasil, um jogador é pego duas vezes em duas datas diferentes por uso de cocaína toma 2 anos de suspensão. Hoje pela manhã ouço a notícia que o STJD (que fica no RJ) reduziu a pena para 6 meses. Recentemente o STJD não queria punir ou dar pena branda a um jogador, entretanto entrou um Órgão Internacional e mandou punir severamente.

    O caso dos 6 meses foi com o jogador JOBSON que estava atuando pelo Botafogo. O caso do jogador que não seria punido e foi por pressão internacional, senão me engano, é o Dodô e estava jogando no Botafogo. A justiça desportiva do Brasil é uma versão parecida com a espanhola não pode ser levada a sério.

    • Zaka disse:

      E não esqueça daquela pancadaria que tivemos num estádio do Paraná… saiu policial machucado, maior confusão. Primeiro puniram os caras com um monte de tempo e logo em seguida voltaram atrás.

      Justiça desportiva brasileira é uma vergonha.

  8. Leandro disse:

    O Cobra tb assumiu o uso e disse que se arrependeu, correto?

    Leonn, o caso do Jobson é bem mais próximo do caso do Tom Boonen. O cara usava crack. É bem diferente de EPO ou algo sistemático.

    O Boonen tomou dois anos? Ele foi pego 3 vezes!

  9. José Carlos SBC/SP disse:

    Não existe noticia mais divulgada do que os testes que são aplicados nos ciclistas, mesmo assim ainda tem esses cabeças de bagre dando positivo.
    Pergunto: è possível que algum ciclista top esteja utilizando alguma substância nova que a agência ainda não conhece?
    Sabe como é né…… EPO ja ta ficando manjada e tenho certeza que os labs não estão parados.

  10. leonn disse:

    Leandro,

    sei a distinção feita pelos orgãos de controle de dopagem sobre drogas estimulantes, que melhoram a performance, e as recreativas.

    Mas o ponto é: são proibidas! Não entro no mérito de quantidade aqui, ok?

    Toda equipe ou clube grande têm médicos e demais profissionais da área de saúde que, em um momento outro, têm que passar essas informações aos atletas.

    Outro ponto é que uma droga que aumenta performance em um esporte não tem a mesma função em outro. Então, estipular penas iguais para esportes diferentes não é uma medida correta. Nem questiono o tamanho da pena do Jobson, mas questiono a leniência do STJD em casos de doping no Brasil.

  11. Andrei disse:

    Leandro,

    a diferença entre o caso do JObson e do Boonem é que o o segundo foi pego com a substância em testes surpresa, ou seja, fora de competição, sendo assim, estas drogas de efeito agudoo não tem validade para esse tipo de exame, já o seu Jobson foi pego em 2 jogos consecutivos.

    Cabe ressaltar também que estes jogos tiraram o time em q ele jogava do rebaixamento e tirou a vaga da libertadores de outro!! Acredito q existe uma enorme diferença vendo por este lado ñ é mesmo???
    Abraço

  12. Leandro disse:

    Vocês tem razão. Andrei, vc tem razão entre as diferenças entre o Boonen e o Jóbson. Mesmo assim, são mais próximos do que o caso de Frei.

    Leonn, não quis parecer rude.

    Eu realmente acho que há uma diferença em um doping social e o sistêmico. Ninguém toma EPO motivado por alguém na noitada…

    As penas devem ser diferentes sim. E a justiça tem que ser maleável.

    O que não tira a dignidade de quem assume e não inventa nenhuma mentira descabida.