Entrevista de Carlos Sastre

06/maio/2010

Entrevista de Carlos Sastre ao Maglia Rosa AS (Maglia ainda não, quem sabe um dia):

Sua equipe influenciou em sua escolha pelo Giro d’Italia?

Ano passado a Cervélo era um novo projeto e tive que me focar. Atualmente não faz falta que Carlos Sastre vá a uma corrida para que possamos receber um convite.

Por quê então, se decidiu pelo Giro?

Ano passado fiquei com um gosto amargo na boca. Ganhei duas etapas de montanha, mas cometi um erro no Blockhaus e, ainda que tenha ganho o pódio pela desclassificação de um corredor (Di Lucca), não pude desfrutar de subir a ele fisicamente.

Não foi muito bem no Tour depois de andar no Giro…

Certo. Cheguei muito fatigado fisica e mentalmente. Não repetirei o erro. O Giro é meu primeiro objetivo do ano. Quando terminar verei se estou em condições de disputar o Tour, uma corrida em que estarão corredores como Contador, Andy Schleck e Armstrong. O giro está mais a meu alcance. Devo ser inteligente e apostar em objetivos que posso alcançar.

E a Vuelta a España?

A Vuelta me atrai, e também o Tour. Se vou, será com a garantia de que a farei bem.

O que lhe parece o trajeto do Giro?

É uma das razões que me fez decidir por ele. O traçado beneficia claramente os escaladores. Tem cinco chegadas em subida e mais a cronoescalada ao Plan de Corones. As duas cronos são curtas e no contrarrelógio por equipes terei uma boa ajuda. Os últimos oito dias são muito duros.

Nesse ano só disputou a Vuelta a Catalunya e a Liège (8 dias). Não vai faltar ritmo de competição?

Eu também tenho minhas dúvidas. Ainda que o inverno e a primavera tenham sido muito duros em Ávila. Para mim vale mais a pena treinar por minha conta do que rodar num pelotão. Creio que vou bem preparado e acredito pegar ritmo nas primeiras sete etapas planas.

Rivais?

Cadel Evans, Ivan Basso e Vinokourov, principalmente.

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