Entrevista de Carlos Sastre

Entrevista de Carlos Sastre ao Maglia Rosa AS (Maglia ainda não, quem sabe um dia):

Sua equipe influenciou em sua escolha pelo Giro d’Italia?

Ano passado a Cervélo era um novo projeto e tive que me focar. Atualmente não faz falta que Carlos Sastre vá a uma corrida para que possamos receber um convite.

Por quê então, se decidiu pelo Giro?

Ano passado fiquei com um gosto amargo na boca. Ganhei duas etapas de montanha, mas cometi um erro no Blockhaus e, ainda que tenha ganho o pódio pela desclassificação de um corredor (Di Lucca), não pude desfrutar de subir a ele fisicamente.

Não foi muito bem no Tour depois de andar no Giro…

Certo. Cheguei muito fatigado fisica e mentalmente. Não repetirei o erro. O Giro é meu primeiro objetivo do ano. Quando terminar verei se estou em condições de disputar o Tour, uma corrida em que estarão corredores como Contador, Andy Schleck e Armstrong. O giro está mais a meu alcance. Devo ser inteligente e apostar em objetivos que posso alcançar.

E a Vuelta a España?

A Vuelta me atrai, e também o Tour. Se vou, será com a garantia de que a farei bem.

O que lhe parece o trajeto do Giro?

É uma das razões que me fez decidir por ele. O traçado beneficia claramente os escaladores. Tem cinco chegadas em subida e mais a cronoescalada ao Plan de Corones. As duas cronos são curtas e no contrarrelógio por equipes terei uma boa ajuda. Os últimos oito dias são muito duros.

Nesse ano só disputou a Vuelta a Catalunya e a Liège (8 dias). Não vai faltar ritmo de competição?

Eu também tenho minhas dúvidas. Ainda que o inverno e a primavera tenham sido muito duros em Ávila. Para mim vale mais a pena treinar por minha conta do que rodar num pelotão. Creio que vou bem preparado e acredito pegar ritmo nas primeiras sete etapas planas.

Rivais?

Cadel Evans, Ivan Basso e Vinokourov, principalmente.

22 respostas para Entrevista de Carlos Sastre

  1. Cebo disse:

    Como foi o erro dele no Blockhaus?

  2. Gabriel Sousa disse:

    Boa entrevista. Mas não sei, apesar de trepador o Sastre não me parece suficiente para ganhar o Giro… ele é muito bom em subidas longas de mais de 20Km mas sem grandes inclinações… e em Italia há o Mortirolo, Zoncolan e Plan de Corones que são extremamente inclinadas.

  3. vai ter que tirar a bunda do selim se quiser ganhar…

  4. Anderson disse:

    Sebo nas canela para subir, se quiser ganhar.

  5. Juca disse:

    gosto amargo na boca … ainda que tenha ganho o pódio pela desclassificação de um corredor (Di Lucca), não pude desfrutar de subir a ele fisicamente.

    Isso que dá ficar atrás de dopados !

  6. andre disse:

    tem uma foto no site prologo muito legal , com sastre, vino, garzelli , cunego, basso, simone com a mão na jules rime italiana… muitoi legal

  7. Facchini disse:

    posta aqui andré, não vi essa foto…

  8. Leandro disse:

    Jules Rimet italiana é boa!

  9. Fernando Blanco disse:

    É Sastre x Vino, com Garzelli correndo por fora (só por conta das ‘paredes’). Acho que o Cunego tem zero chance de vitória e o Basso, cá entre nós, já era… carreira sepultada (virou corredor top 10 – o campeão morreu).

    Quanto ao Sastre, é uma pena que ele seja tão pouco ambicioso, pois talento não lhe falta – afinal, ele não ganhou o Tour por acaso.

    Curiosidade: alguém já viu um video antigão em que ele sai no tapa com o francês Moreau numa etapa do Tour?

  10. Juca disse:

    Eu já vi esse video Fernando . Quanto a Basso tambémn creio que ele já quase era , creio que esse é o Giro pra ele mostrar alguma coisa … senão vai ser somente um top 10 .

  11. Fernando Blanco disse:

    Caros – o cyclingnews também lançou o seu Top 10. Nada de muito novo. Detalhe: o favorito para eles é o Evans, mas eu tenho sérias (!!) dúvidas se o australiano tem capacidade para se manter na ponta aquelas montanhas mega-inclinadas das dolomites…

    http://www.cyclingnews.com/features/giro-ditalia-favourites-evans-best-chance-yet

  12. Tiago Cardoso disse:

    Cunego zero chances de vitória incompreensivel, mas ok.

  13. Zeca Blak disse:

    Aposto no Vino. Evans vai chegar nas cabeças mas não vence, como de costume. Sastre tb não leva. Basso vai ficar na casa dos 10, assim como Cunego. De resto, é montar a bike no rôlo, de frente pra TV, tapete velho em baixo pq o suadouro vai ser grande e vamu simbora com Auro Bulbarelli cantando seu italiano todas as manhãs de maio. Andiamu a la Pantani!!
    Abs e bom Giro. E que ninguém caia no anti-doping, PELAMORDEDEUS!!!

  14. Facchini disse:

    Botei no meu top 3, Evans, Vino, Sastre.

    Por que o Cunego não tem chance? Má recuperação muscular?

  15. Leitzke disse:

    O Evans ainda sonha com o Tour. Acho que ele vai rodar o Giro mais para se preparar. O Sastre não me parece ter feito uma preparação adequada. Participou de poucas provas desde a temporada passada. Se ele estivesse bem preparado estaria na minha lista de favoritos.

  16. Tiago Cardoso disse:

    Cunego tem todas as chances simplesmente nao tem estado no melhor nas grandes voltas, na Vuelta mostrou que está cá, fez mais que Basso no ano passado logo tem chances sim, só um louco diria isso

  17. Zeca Blak disse:

    O Leitzke tá certo com relação ao Evans. E assim como o Evans, acho que o Bradley Wiggins fará o mesmo. Por isso tô achando que esse Giro tá mais pros que nem pensam em Tour. Não torço pro Vino, mas acho que ele arrebenta. Seria, no mínimo, interessante… Adoro polêmica!

  18. Fernando Blanco disse:

    Tiago, não precisa partir pra ignorância, chamar os outros de louco só porque eu acho que o Cunego NÃO tem chance alguma de vencer o Giro. Você torce por ele e como bom torcedor vê as coisas com paixão e não com a razão.

    O Cunego não anda bem em Grand Tours desde que ganhou o Giro de 2004. Eu achava que ele era uma super zebra naquele ano (mesmo tendo vencido várias provas antes do Giro, mas o Simoni voava e era líder inconteste da equipe dele) e não é que o Cunego calou a minha boca?

    Depois disso eu passei a apostar nele e me decepcionei ano após ano. Desisti do Cunego O cara tornou-se um ótimo ciclista para clássicas montanhosas (e.g. LBL, Giro d’Lombardia, Fléche Wallone e Amstel). E, naturalmente, escolhe algumas poucas etapas de Grand Tours e fatura algumas.

    Ganhar este Giro cheio de montanhas? Zero chance. Se eu errar, pode me esculhambar daqui a 20 dias. Até lá, respeite a opinião alheia.

  19. Will Barbosa Bike e etc. disse:

    vino vino vino….rs
    é a minha aposta. duvido que não ganhe!