Fiorenzo Magni

Fiorenzo Magni venceu o Giro d’Italia em três ocasiões. Era o “corredor esquecido”, obscurecido pela presença de Fausto Coppi e Gino Bartali.

Na edição de 1956 chegou em Livorno (chegada da 13a. etapa) com a clavícula esquerda quebrada. A etapa do dia seguinte era um contrarrelógio de mais de 50Km. Uma mão podia agarrar o guidão, a outra, apenas apoiar. Seu mecânico impregnou a fita do guidão com uma polmada calmante (não perguntem QUAL calmante) que ele passava no ombro. Terminou em 10o.

A cronoescalada de Bologna ao Santuário de Luca era a etapa seguinte. E, seu mecânico, voltou a inovar: amarrou uma câmara de ar ao guidão e a outra deu para Magni morder, fazendo a alavanca necessária.

Alguns dias depois Magni voltou a cair. Dessa vez trincou o úmero do braço esquerdo. Restavam ainda quatro etapas, incluindo a escalada ao Stélvio. Magni escalou, desceu (mesmo com todas as dificuldades com apenas um freio). Mesmo assim, chegou em Merano.

A outra etapa foi a épica do Monte Bondone: fez tanto frio que o diretor de Charly Gaul (vencedor da etapa e da prova) teve que colocá-lo numa tina de água quente. Magni subia o Bondone entre bicicletas abandonadas e ciclistas que haviam desistido. Ele não, acabou aquele Giro em 2o. lugar e do pódio foi direto a um hospital colocar gesso no braço.

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3 Responses to Fiorenzo Magni

  1. Sílvio disse:

    Isso é um monstro de verdade. Cabra macho.

  2. Antonio Carlos Alves disse:

    Incrivel, isso é que é saber sofrer, saber resistir à dor

  3. Gabriel Sousa disse:

    pqp… ao lado disso o Hamilton é 1 mariquinhas…