Os fominhas

16/junho/2010

Aproveitando o post dos Dobletes encaixei esse gráfico que recebi por e-mail do Fernando Blanco.

Originalmente publicado no Cycling Hall of Fame ele é criado a partir de pontos obtidos em grandes voltas e em provas de um dia. A explicação é longa e pode ser vista aqui.

Mas o fato é: isso só reforça o que ja estamos cansados de saber. Titio Merckx é o melhor, sempre.

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Tour de Suisse 2010 – Etapa 5

16/junho/2010

1 Marcus Burghardt (Ger) BMC Racing Team    
2 Martijn Maaskant NEd Garmin – Transitions    
3 Daniel Oss (Ita) Liquigas-Doimo    
4 Robbie Mcewen (Aus) Team Katusha    

Geral
1 Tony Martin (Ger) Team HTC – Columbia    
2 Fabian Cancellara (Swi) Team Saxo Bank 0:00:01  
3 Thomas Lövkvist (Swe) Sky Professional Cycling Team 0:00:09  
4 Rigoberto Uran (Col) Caisse d’Epargne 0:00:10  
5 Dries Devenyns (Bel) Quick Step 0:00:11

Amanhã acaba a festa dos culogordos.


Kashechkin na Lampre

16/junho/2010

Calma! Ainda não está confirmada a presença do ex-amigo de Vinokourov na esquadra italiana (doravante quando citar os dois conterrâneos num mesmo post vou chamá-los de Lestat e Louis).

Hoje cedo (na Itália) o site TuttoBici jogou a notícia, mas há pouco publicaram uma carta de Andrea Appiani, uma espécie de porta-voz do time, abafando um pouco o impacto.

Primeiramente ele diz que sim, houve interesse em contratar o corredor, mas que toda contratação passa por várias fases: avaliação médica, técnica, financeira e legal (perante a UCI). Também falou no Tour de France e que sua contratação poderia tirar a vaga da esquadra da prova francesa (só por isso já descarto qualquer possibilidade).

Bons tempos que não voltam mais


Aniversariante do dia

16/junho/2010

Parabéns para o nosso representante no mundo ProTour. Felicidades!


Vuelta a España 2010 – As equipes

16/junho/2010

Saiu essa semana a relação das equipes para a Vuelta. Destas, 18 são por convocação obrigatória (acordo firmado em 2008 e que acaba em 2011):

– Caisse d’Epargne
– Euskaltel-Euskadi
– Footon-Servetto
– AG2R
– Astana
– Bouygues
– Cofidis
– Française des Jeux
– Lampre
– Liquigas
– Omega Pharma-Lotto
– Quick Step
– Rabobank
– Team HTC-Columbia
– Team Milram
– Team Saxo Bank

E 6 por convite:

– Garmin -> não tem ninguém para lutar pela geral. Talvez Farrar para os sprints.
– Sky -> Flecha?
– Cervélo -> Kiko Sastre
– Katusha -> ?
– Xacobeo -> lembram do médico colombiano de 2009?
– Andalucia -> vai bem em 2010. Já são dois positivos.

E ficou de fora para fúria de Bruyneel e para minha decepção a RadioShack, que prometia levar Brajkovic (vencedor da Dauphiné), Klöden, Leipheimer (sempre a esperança de uma agitação), Horner e os espanhóis Zubeldia e Rubiera.

Pra complicar e enfraquecer a presença estrangeira, não vamos esquecer que o Mundial esse ano é na Austrália, bem longe e veremos muitos corredores optarem por uma ou outra (os italianos e Evans).

Sinceramente, só espero que não mudem o time de podium girls.

ATUALIZAÇÃO

Para enriquecer os argumentos de que a RadioShack deveria ir, um resumo do desempenho das equipes em 2010.


Dobletes

16/junho/2010

Por “dobletes” entenda-se vencer duas provas no mesmo ano. Vamos falar em especial de “dobletes” de clássicas.

Doblete do Pavé => Ronde van Vlaanderen – Paris-Roubaix

Os maiores eventos do pavé, separados por uma semana. Vencer em qualquer uma dá o passaporte para o livro de ouro do ciclismo. Vencer nas duas dá o direito de sair na capa do livro.

1923 – Heiri Suter
1932 – Romain Gijssels
1934 – Gaston Rebry
1954 – Raymond Impanis
1957 – Fred de Bruyne
1962 – Rik van Looy
1977 – Roger de Vlaeminck
2003 – Peter van Petegem
2005 – Tom Boonen
2010 – Fabian Cancellara

Dez ciclistas, sendo apenas dois não-belgas e ambos suíços: Heiri Suter e Fabian Cancellara. Os demais foram ogros belgas, com destaque para Van Looy e De Vlaeminck, dois dos melhores “clasicómanos” da história.

Há de se destacar que Van Looy ganhou também a Gent-Wevelgem no mesmo ano.

Doblete Ardennais => Flèche Wallone – Liège-Bastogne-Liège

Atualmente estão separadas por uma semana. Entretando, já foram disputadas no mesmo final de semana, cuja denominação era Weekend Ardennais.

1951 – Ferdi Kübler
1952 – Ferdi Kübler
1955 – Stan Ockers
1972 – Eddy Merckx
1991 – Moreno Argentin
2004 – Davide Rebellin
2006 – Alejandro Valverde

Reparem que encontramos um número menor de dobletes que na combinação anterior. Historicamente os grandes corredores apenas passeavam na Flèche para chegar mais inteiros na Liège. Davide Rebellin foi o único a vencer o triplete com a Amstel Gold Race (2004).

Ronde van Vlaanderen – Liège-Bastogne-Liège

Uma na região de Fladers e outra na Wallonie. Uma tem muurs, a outra côtes. Uma tem subidas de pedras, a outra asfaltadas e maiores. Ambas superam os 250Km e são MONUMENTOS do ciclismo.

1969 – Eddy Merckx
1975 – Eddy Merckx

Só o maior, que é ao mesmo tempo o recordista de vitórias da Decana (5 vezes).

Ronde Van Vlaanderen – Giro di Lombardia

Pode-se comparar o Giro di Lombardia com a Liège no perfil dos corredores que a disputam, ainda que  a Lombardia seja mais montanhosa (mas na Liège não existem as descidas).

1959 – Rik van Looy
1981 – Hennie Kuiper

Rik van Looy é integrante do clube dos 5 (Monumentos) e Kuiper que deixou escapar um (Liège).

Milano-San Remo – Liège-Bastogne-Liège

A Classicima e a Doyene no mesmo ano?

1956 – Fred de Bruyne
1969 – Eddy Merckx
1971 – Eddy Merckx
1972 – Eddy Merckx
1975 – Eddy Merckx

Merckx: das 5 vitórias na Liège, 4 foram antecedidas pela vitória em San Remo, a qual também é o recordista (7 vezes).

Milano-San Remo – Ronde van Vlaanderen

A grande clássica de Flanders e a grande clássica da Itália.

1969 – Eddy Merckx
1975 – Eddy Merckx

As duas únicas vitórias de Merckx na Ronde.

Milano-San Remo – Paris-Roubaix

As rainhas da Itália e da França

1908 – Cyrille van Hauwaert
1986 – Sean Kelly

O belga van Hauwaert conseguiu suas únicas vitórias nas duas no mesmo ano. Para Kelly foi a primeira vitória na Itália e a segunda na Roubaix. Merckx ficou devendo essa.

Paris-Roubaix – Liège-Bastogne-Liège

Pedras e plano contra asfalto e côtes. Seriam incompatíveis?

1961 – Rik van Looy
1973 – Eddy Merckx
1984 – Sean Kelly

Sim, exceto para esses três.

Paris-Roubaix – Giro di Lombardia

Corridas tão diferentes.

1966 – Felice Gimondi
1974 – Roger de Vlaeminck
1978 – Francesco Moser

Três polivalentes.

Milano-San Remo – Giro di Lombardia

La Primavera e a Clássica das Folhas Mortas, as duas mais importantes da Itália.

1921 – Costante Girardengo
1930 – Michele Mara
1931 – Alfredo Binda
1939 – Gino Bartali
1940 – Gino Bartali
1946 – Fausto Coppi
1948 – Fausto Coppi
1949 – Fausto Coppi
1951 – Louison Bobet
1971 – Eddy Merckx
1972 – Eddy Merckx

Louison Bobet e Eddy Merckx os únicos não italianos. Bobet corria para a Stella (italiana) e Merckx na Molteni (italiana).

Liège-Bastogne-Liège – Giro di Lombardia

As mais semelhantes a nível de perfil dos corredores que as disputam. É certo que na Lombardia há mais subidas e subidas mais longas, porém menos explosivas e descidas.

1971 – Eddy Merckx
1972 – Eddy Merckx
1987 – Moreno Argentin

O Canibal e o outro fominha da segunda metade dos anos 80.

Paris-Tours – Giro di Lombardia

O doblete do outono.

1917 – Philippe Thys
1959 – Rik van Looy
1962 – Jo de Roo
1963 – Jo de Roo
2009 – Philippe Gilbert