Kim Kirchen continua em coma induzida

Após sofrer uma parada cardíaca (ou trombose?) no sábado à noite, após disputar a etapa do Tour de Suisse, o luxemburguês permanece em coma induzida, segundo boletim médico.

Claro que a pergunta é: um adulto jovem, saudável, atleta, submetido a muitos exames e testes desde sua adolescência pode ter esse tipo de problema?

Seu cardiologista, Charles Delagardelle, afirmou que sim. Muitas vezes nunca se sabe a origem desse problema.

Até pode ser. Mas muitas teorias já circulam pela Internet e algumas delas um tanto quanto desabonatórias.

A nós só resta torcer pela sua recuperação plena.

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9 Responses to Kim Kirchen continua em coma induzida

  1. Gabriel Sousa disse:

    Feher, Puerta, Foe, todos eles morreram de problemas cardiacos e não eram ciclistas. Claro que há sempre a desconfiança de algo mais, mas às vezes nem a ciência é a resposta para tudo.

  2. Lucas Graboski disse:

    São os “remedinhos” :X ?

  3. leonn disse:

    Gabriel,

    a Ciência não é resposta para tudo, mas lembre-se que muita coisa é tida como “segura” por muitos anos e depois descobre-se que não era nada segura.

    O que percebo por aqui, Brasil, de jogadores que saem aos 18-20 anos daqui franzinos e ágeis e tornam-se guarda-roupas de tão forte e lentos, não diria que é saudável. Sempre há o “ganho” de massa muscular em times europeus, mas estranhamente a carga de exercícios diárias é menor do outro lado do Atlântico quando comparadas às das equipes brasileiras.

    Outro ponto que vejo é que o jogador de futebol pode ter alguma anomalia genética que passa desapercebida por mais tempo, pois o esforço do esporte não se compara ao ciclismo. Tenho certeza que o esforço de girar 1000 km em 6 dias com médias de 37-42km/h, com variação muito grande de terrenos leva o corpo ao seu limite muito mais rápido do que duas partidas de 90 minutos, mais 3 sessões de 4h de treinos do futebol por semana.

    Se fosse um problema relacionado a uma hereditariedade, genética ou outro fator “não-miraculoso” poderia e deveria ter aparecido muito mais cedo na vida do Kirchen. Em 10 anos de profissional já deveria saber se tinha algum problema cardíaco.

    Curiosamente ele teve problemas respiratórios há uns 3 meses segundo essa matéria: http://desporto.publico.pt/noticia.aspx?id=1442697

    Está descartado trombose e infarto:http://www.bomdia.lu/index.php?option=com_content&view=article&id=7287:volta-a-suica-luxemburgues-kim-kirchen-em-estado-de-coma-artificial&catid=71&Itemid=116

    Mas como é sabido por aí: cigarro traz danos graves, mas não imediatamente. Dizem que alguns hormônios sintéticos também seguem essa premissa.

  4. FAB1000 disse:

    Eu sempre gostei do cara e torço pra que no final das contas tudo dê certo.

  5. Fernando Blanco disse:

    O Leonn fez uma contribuição mais técnica e eu sugiro que, se possível, ele complemente o que vou relatar aqui.

    Os grandes campeões franceses Louison Bobet (tricampeão do Tour) e J.Anquetil (penta) morreram de câncer, que é uma doença não muito comum na França – ao menos se comparado com os EUA.

    Não muito tempo depois da morte do Anquetil, o jornal francês L’Equipe ‘vazou’ – acho que no início dos anos 90 ou final dos 80 – um estudo que estimava que um percentual imenso do pelotão ciclistico profissional teria grande chance de desenvolver câncer de pâncreas, estômago ou intestino, por conta das “bombas” que tomavam.

    Segundo o estudo, supostamente científico, as víceras humanas não foram “planejadas” para filtrar tanta substância química, em tão curto período de tempo.

    Eu não tenho notícia da ocorrência destas doenças no pelotão, mas, salvo melhor juízo, o número de ciclistas com problemas cardíacos (seguido ou não de morte) vem crescendo muito nos últimos anos.

    Eu acompanho quase que profissionalmente o ciclismo internacional há mais de 30 anos e recordo-me claramente da morte do gigante belga Marc de Meyer (Paris-Bruxelas ’74 e Paris-Roubaix ’76), que enfartou em 1980 (ou perto disso), com pouco mais de 30 anos. Foi um escândalo como poucos na época!

    Nos últimos anos é um festival de problemas cardíacos no pelotão. Serão as drogas mais recentes? E que tudo acabe bem para o Kirchen, seja lá quais forem as razões que o fizeram adoecer.

  6. Emilio Salum Filho disse:

    eu ainda acho que é algo natural, ou seja alguma doença, nada de substancias…

    na literatura, como qualquer um pode ver, qualquer exame pra aptidao fisica , não exclui os problemas, so podem mostrar quanta probabilidade o sujeito tem para uma determinada anomalia. (eu outras palavras podemos fazer um teste ergometrico fudido e nao dar nada, tomar banho e cair duro virando a esquina), O uso de substancias proibidas causam problemas, mas em especial no futuro e nao nurante a vida produtiva do sujeito (salvo quando este é pego no antidopping), ou seja nao ia aparecer apos uma prova corriqueira. Na minha opiniao o cara teve simplesmente mã sorte, podia acontecer com ele se ele fosse ciclista, marceneiro, medico ou playboy….

  7. Zeca Blak disse:

    Se foi excesso de uso de produtos químicos, anomalia congênita ou acaso do destino, nesse momento não interessa muito. Interessa é torcer pra que ele se recupere.

  8. Eduardo disse:

    Bom dia Galera.
    Após alguns comentários e matérias, resolvi pesquisar sobre trombose. Vou ser breve.
    Pesquisei no site http://www.trombose.med.br/
    POR QUE O SANGUE COAGULA DENTRO DA VEIA?
    O parágrafo é maior, mas fui no ponto que diz “hormonioterapia”
    3 – uso de anticoncepcionais orais, hormonioterapia, portadores de trombofilia (deficiência congênita dos fatores da coagulação), etc.
    Ninguém aqui é mais criança rsrsrsrsrs parada cardíaca no ciclismo é bem suspeito, principalmente no pelotão profissional q sabemos q desde inicio da carreira o ciclista tem q usar substancias ilegais.
    Mas espero q ele melhore e sai desta vivo.

  9. MARCIONE KRAI disse:

    Todo esporte de competição não é gerador de saúde, depois do aparecimento do epo as mortes súbitas se tornaram mais frequentes em todos os esportes, no ciclismo os casos são mais visíveis por que os atletas são mais testados e o doping aparece em maior quantidade.
    o EPO engrossa o sangue e se o atleta levar os hematrócitos a níveis superiores que o natural pode ocorrer a morte súbita depois do exercício, porque o corpo desitrata e a hematrócitros não diminuem na mesma proporção que a quantidade de água no sangue, ficando ainda em maior número, portanto pessoal, atleta amador não tomem EPO.