Schleckinho cai, mas está tudo bem

27/junho/2010

Direto do Twitter do Schleckão.

Mas segundo o próprio, está tudo bem, foram só alguns esfolões e a queda foi causada por uma irregularidade na pista (se ele treinasse no Brasil estaria apto a superar esse tipo de obstáculo).

Pergunta: QUEM estava tomando aquela cerva? Isso não pode 😉

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Campeonatos nacionais de ciclismo 2010

27/junho/2010

Vários campeonatos nesse final de semana.

Brasil
Estrada masculino – Murilo Fischer (Garmin-Transitions)
CR Masculino – Luis Tavares Amorin
Estrada feminino – Janildes Fernandes
CR feminino – Débora Cristina Gerhard
Estrada Sub23 – Tiago Justo (Scott)
CR Sub23 – Tiago Nardin

Portugal
Estrada masculino – Rui Souza (Barbot)
CR masculino – Rui Costa (Caisse d’Epargne)
Estrada sub23 – Marco Coelho

Argentina
Estrada masculino –
CR masculino – Matias Medici (Scott)

Áustria
Estrada Masculino – Harald Starzengruber (Team Tyrol)

Bielorrússia
Estrada masculino –  Aleksandr Kuschynski (Liquigas)
CR Masculino – Branislau Samoilau

Bélgica
Estrada masculino – Stijn Devolder (Quick Step)

Bulgária
Estrada masculino – Danail Petrov

Canadá
Estrada masculino – Will Routley (Jelly Belly)
CR masculino – Svein Tuft (Garmin-Transitions)

Costa Rica
CR masculino – Jose Bonilla

Croácia
Estrada masculino – Radoslav Rogina
CR masculino – Matija Kvasina

República Checa
Estrada masculino – Petr Bencik (PSK)
CR masculino – Frantisek Rabon (HTC Columbia)

Dinamarca
Estrada masculino – Nicki Sörensen (Saxo Bank)
CR masculino – Jakob Fuglsang (Saxo Bank)

Estônia
Estrada masculino – Kalle Kriit
CR masculino – Tanel Kangert

Esbórnia
Estrada masculino – Maestro Plestkay
CR masculino – Kraunus Sang

Finlândia
Estrada masculino – Jussi Veikkanen

França
Estrada masculino – Thomas Voeckler (Bbox)
CR masculino – Nicolas Vogondy (Bbox)
CR feminino – Jeannie Longo

Alemanha
Estrada masculino – Christian Knees (Milram)
CR masculino – Tony Martin (HTC Columbia)

Inglaterra
Estrada masculino – Geraint Thomas (Sky)

Hungria
Estrada masculino – Peter Kusztor
CR masculino – Peter Kusztor

Irlanda
Estrada masculino – Matthew Brammeier
CR masculino – David McCann

Israel
Estrada masculino – Niv Libner
CR masculino – Eyal Rahat

Itália
Estrada masculino – Giovanni Visconti (ISD)
CR masculino – Marco Pinotti (HTC Columbia)

Japão
Estrada masculino – Takashi Miyazawa
CR masculino – Shinichi Fukushima

Cazaquistão
Estrada masculino – Maxim Gourov (Astana)
CR masculino – Andrey Mizourov (Tabriz)

Lituânia
Estrada masculino – Vytautas Kaupas
CR masculino – Ignastas Konovalovas

Luxemburgo
Estrada masculino – Frank Schleck (Saxo Bank)
CR masculino – Andy Schleck (Saxo Bank)

Moldóvia
Estrada masculino – Alexandre Pliuschin

Holanda
Estrada masculino – Niki Terpstra (Milram)
CR masculino – Jos van Emden (Rabobank)

Noruega
Estrada masculino – Thor Hushovd (Cervélo)
CR masculino – Edvald Boasson Hagen (Sky)

Polônia
Estrada masculino – Jacek Morajko (Mroz)
CR masculino – Jaroslaw Marycz (Saxo Bank)

Romênia
Estrada masculino – Andrei Nechita
CR masculino – George Anghelache

Rússia
Estrada masculino – Alexandr Kolobnev (Katusha)
CR masculino – Vladimir Gusev (Katusha)

Eslováquia
Estrada masculino – Jakub Novak (Bratislava)
CR masculino – Martin Velits (HTC Columbia)

Eslovênia
Estrada masculino – Gorazd Stangelj
CR masculino – Gregor Gazvoda

Espanha
Estrada masculino – Jose Ivan Gutierrez (Caisse d’Epargne)
CR masculino – Luis Leon Sanchez (Caisse d’Epargne)

Suécia
Estrada masculino – Michael Stevenson
CR masculino – Gustav Larsson (Saxo Bank)

Suíça
Estrada masculino – Martin Elmiger (AG2R)
CR masculino – Rubens Bertogliati (Androni)

Ucrânia
Estrada masculino – Vitaliy Popkov
CR masculino – Vitaliy Popkov


Albert Richter

27/junho/2010

Foi um ciclista alemão. Em 1932 depois de surpreender o mundo ganhando o Grand Prix de Paris chegou a converter-se no campeão do mundo amador em pista.

Richter cresceu em Sömmeringstraße, Ehrenfeld, um bairro de Colonia. Seu pai quis ensinar-lhe um ofício e durante anos trabalhou com ele na sua oficina. Ao mesmo tempo, e como seus irmãos, teve uma educação musical: quando menino teve aulas de violino.

Naquela época, Colonia era o coração do ciclismo alemão. Albert sempre foi fascinado por esportes e começou a competir aos 16 anos, sem contar ao seu pai, quem levou um grande susto ao saber de um acidente que sofreu, quebrando a clavícula.

Seus primeiros passos no ciclismo atrairam a atenção de Ernst Berliner, um ex-campeão de ciclismo que tinha um negócio de móveis na cidade e que era um famoso treinador. Porém, Berliner era judeu e  já enfrentava problemas com o regime.

Richter e Berliner

Em 1932 Richter estava desempregado e decidiu dedicar-se profissionalmente ao esporte que gostava. Seu treinador e representante o enviou a Paris, capital do ciclismo em pista. Apesar de ganhar menos do que no seu país, teve um grande reconhecimento. Em 1932 após ganhar o Grand Prix, esperava ser escolhido para os Jogos Olímpicos de Los Angeles, mas acabou se decepcionando: a federação alemã não podia (ou não queria) pagar sua passagem, provavelmente para castigar o seu treinador judeu.

Sua fama cresceu e o jovem passou a ser considerado como um dos melhores velocistas internacionais, muitos dos quais criou fortes laços de amizade: o belga Jef Scherens e o francês Louis Gérardin. Juntos os três eram conhecidos como os Três Mosqueteiros.

Em 1934 Berliner foi impedido de treinar Richter, mas era possível vê-los juntos nos circuitos internacionais de Zurique, Amsterdam, Bruxelas….

Nos Jogos Olímpicos de Berlim de 1936, assim como em tantas competições e atos públicos, o ciclista negava-se a fazer a saudação nazista. Também negou-se a usar o uniforme oficial com o escudo do governo e a suástica quando competia por seu país. Recusou-se também a participar de qualquer maneira da 2a. Guerra Mundial.

Em 1939 ganhou a medalha de bronze do Mundial e também ganhou o Grand Prix de Berlim, sua última vitória.

Os nazistas não esqueceram as humilhações. Devido às perseguições, decidiu fugir para a Suíça, embarcando no Expresso de Rheingold em 31 de dezembro de 1939, cruzando para Weil Rhein.

A Gestapo o capturou ao tentar trocar o dinheiro que levaria do país. Transportado para a prisão de Lörrach, morreu em 2 de janeiro. A versão oficial contava que havia cometido suicídio, versão não aceita pelo resto do mundo. Quando seus irmãos pediram para ver o corpo, no depósito mostraram seu cadáver banhado de sangue e com várias perfurações.

Após a 2a. Guerra, Berliner voltou para a Alemanha e tentou reabrir as investigações a respeito da morte de seu jovem discípulo, todas em vão.

Em 1997 inaugurou-se em Colonia o velódromo Albert Richter, em sua homenagem.