Tour de France 2010 – As etapas

01/julho/2010

Prólogo – 8,9Km – 3/jul – Roterdam
Numa disputa tão curta, contrarrelogistas devem abrir escassos segundos dos principais favoritos que, normalmente, se defendem bem nesse quesito.

Etapa 1 – 223,5Km – 4/jul – Roterdam-Bruxelas
Apesar de ser um terreno praticamente plano, vamos nos lembrar do Giro e dos fortes ventos propícios aos “abanicos”.

Etapa 2 – 201Km – 5/jul – Bruxelas-Spa
Um terreno que lembra as clássicas de primavera, com um sobe-e-desce constante. Se nas clássicas o pelotão consegue quase sempre controlar as fugas, aqui deve acontecer o mesmo.

Etapa 3 – 213Km – 6/jul – Wanze-Arenberg-Porte du Haunaut
Não se enganem pelo perfil plano. A prova percorre trechos da Paris-Roubaix na parte final, com destaque para o Bosque de Arenberg, um dos mais temidos pelos corredores. Vai ser uma etapa ótima para emboscadas de corredores com equipes mais “pesadas”. Os magrelos vão ter que suar para ficar dentro do tempo.
Tanto Contador como Armstrong afirmam que teremos uma “carniceria” nessa etapa.

Etapa 4 – 153,5Km – 7/jul – Cambrai-Reims
A etapa mais curta da prova numa etapa para sprinters. Como em todos os inícios de grandes voltas, o nervosismo impera. A parte final da prova possui muitas rotatórias e o risco de quedas e acidentes espetaculares (para quem assiste) é grande.

Etapa 5 – 187,5Km – 8/jul – Épernay-Montargis
Para sprinters.

Etapa 6 – 227,5Km – 9/jul – Montargis-Gueugnon
A mais longa da prova com 4 montanhas de 4a. categoria, propícias para fugas vitoriosas ou sprint massivo. Tudo vai depender das equipes dos velocistas.

 Etapa 7 – 165,6Km – 10/jul – Tournus-Station des Rousses
Primeira etapa de (média) montanha com 1 de 4a. categoria, 2 de 3a. categoria e 3 de 2a. categoria. O primeiro terço da prova é plano e começam as montanhas, sempre em dificuldade crescente até o Côte de Lamoura. Não é uma chegada em subida pois mas o topo fica a 4Km da chegada. Se fosse dar um chute, diria que, exceto alguma condição extraordinária de corrida (algum favorito sobrando por qualquer motivo) não teremos grandes movimentos entre eles.

 Etapa 8 – 189Km – 11/jul – Station des Rousses-Morzine-Avoriaz
Na primeira metade da prova uma predominância de descidas e um final (últimos 60Km) com duas montanhas de 1a. categoria e 1 de 3a. categoria.
A chegada fica no final de uma escalada de 1a. categoria (13,6Km a 6,1% com máxima de 10%). Os ataques como de praxe nos últimos tempos, devem restringir-se aos últimos 4 ou 5Km.

12/jul – Descanso

 Etapa 9 – 204,5Km – 13/jul – Morzine Avoriaz-Saint Jean de Maurienne
Uma dura etapa de montanha que não deve modificar muita coisa entre os favoritos (em condições noramais de corrida. Particularmente penso que cruzar uma montanha como o Col de La Madeleine e não terminar no alto é um desperdício). No entanto, deve nos trazer boas imagens e uma briga pela camisa de bolinhas vermelhas.

Etapa 10 – 179Km – 14/jul – Cambéry-Gap
Hoje é o dia dos franceses. Tradicionalmente (mas nem sempre) meia dúzia de comedores de baguete saem em fuga para tentar a vitória no seu feriado nacional. Analisando-se também o perfil, além da importância da data, não parece ser uma tarefa muito fácil a vitória de um sprinter.

Etapa 11 – 184,5Km – 15/jul – Sisteron-Bourg lès Valence
Para sprinters.

Etapa 12 – 210,5Km – 16/jul – Bourg de Péage-Mende
Apesar de ser uma etapa propícia para fugas, a escalada final ao Col de La Croix-Nueve, que fica a apenas 2 quilômetros da linha de chegada deve ser o ponto decisivo da etapa: possui rampas de 10% de inclinação nos seus curtos 3 quilômetros. Imagina-se que pode-se ganhar (ou perder) segundos preciosos nesse dia.

Etapa 13 – 196Km – 17/jul – Rodez-Revel
É o último dia para os sprinters antes do seu inferno pirenáico.

 Etapa 14 – 184,5Km – 18/jul – Revel-Ax-3 Domaines
Tudo indica que os Pirineus serão decisivos nesse Tour de France, que homenageia o centenário da primeira passagem pela cordilheira. O epicentro da festa será no Tourmalet, que será escalado em duas oportunidades (a última na linha de chegada). A primeira festa será na estação de Ax-3 (7,8Km a 8,2%), vencida por Armstrong em 2003 antecedida pelo Port de Pailheres (15Km a 7,1%).

 Etapa 15 – 187,5Km – 19/jul – Pamiers-Bagnères de Luchon
A etapa não termina em subida mas pode ser decidida na escalada ao Port de Balès (um gigante de 19,3Km a 6,1% com picos de 12%) ou na sua longa e técnica descida.

 Etapa 16 – 199,5KM – 20/jul – Bagnères de Luchon-Pau
É a véspera do descanso. Isso significa que todos podem ir um pouquinho além do seu limite. Peyresourde, Col d’Aspin, Tourmalet e Aubisque dizem alguma coisa pra vocês?

21/jul – descanso

 Etapa 17 – 174Km – 22/jul – Pau-Tourmalet
É a etapa rainha da prova e o auge das homenagens aos Pirineus. Nesse dia os corredores passam pelo  Col de Marie-Blanque (9,3Km a 7,6%), Col du Soulor (11,9Km a 7,8%) e Tourmalet (19Km a 7,5%). É a última oportunidade para os escaladores obterem ou perderem vantagem.

Etapa 18 – 198Km – 23/jul – Salies de Béarn-Bordéus
Etapa para sprinters, a última antes de Paris.

 Etapa 19 – 52Km – 24/jul – Bordéus-Pauillac
A prova toda deve se resumir em 1 hora de competição entre os favoritos.

Etapa 20 – 102,5Km – 25/jul – Longjumeau-Paris
A tradicional festa do vencedor. Champagne, fotos, homenagens até o circuito da Champs Elysées com a tradicional briga pelos pontos da camisa verde.


Você tem uma Felt? Atenção!

01/julho/2010

Você possui uma Felt ano 2009 dos modelos B12, B16 e S32?

Atenção: a fábrica informou que o tubo do garfo desses modelos pode apresentar defeito de fabricação.

A recomendação é: pare imediatamente de andar e leve a bicicleta até o seu REPRESENTANTE AUTORIZADO para análise e reparação gratuita.

As informações dão conta de aproximadamente 2.100 unidades (mas confesso que não sei quantas estão no Brasil – as compradas no Uruguai não contam).


A Lenda do chocolate

01/julho/2010

“Antes da corrida estimula. Depois da corrida reconstitui. O bom chocolate traz força e alegria”.

Sempre falei isso.

choco

Imagem: But et Club – Le Miroir des Sports, Nr.403, 4 Maio de 1953