Comentário do dia

06/julho/2010

Para os que não leram, abaixo o comentário feito pelo Rodrigo Fieira a respeito da etapa de hoje (mais especificamente sobre o fato do Vinokourov ter terminado à frente do seu capitão Contador):

Diretor: – Lestat, espera o Magrelo!!
Lestat: – ok, vou “alcançar” ele…
Diretor: – não, não, espera o guri!!
Lestat: – Já ouvi, to dando tudo, vou desligar essa porcaria pra me concentrar mais, mas já to buscando…


Tour de France 2010 – Vídeos Etapa 3

06/julho/2010

A piada do dia: Andy Schleck levanta do selim e tenta sprintar.


Jean Stablewski

06/julho/2010

Jean Stablewski, conhecido como Jean Stablinski devido a um erro de impressão, foi um ciclista descendente de imigrantes poloneses que chegaram para trabalhar numa certa mina de carvão ao norte da França. Seu pai morreu num acidente na mina e Jean teve que começar a trabalhar neste mesmo local aos 14 anos de idade.

Nessa época ganhou uma bicicleta ao vencer um concurso de acordeon. Com essa bicicleta passou a ir trabalhar na mina, percorrendo os trajetos de pavés da região.

Passando o tempo, conseguiu tornar-se um profissional do ciclismo, chegando a ser Campeão Mundial, vencer uma Amstel Gold Race  e uma etapa da Vuelta a España, mas nunca a sua amada Paris-Roubaix.

No final dos anos 60, os pavés da Paris-Roubaix estavam ficando escassos e Jean sugeriu aos organizadores que utilizassem o trecho que ele percorria para ir até a mina. Esse trecho nada mais era do que o Bosque de Arenberg e a partir desse momento estaria intimamente ligado à prova e ninguém sequer ousa pensar o contrário.

Stablewski sempre falou do seu trecho preferido “A Paris-Roubaix não se ganha em Aremberg, mas seleciona o grupo de onde sairá o vencedor”.

Jean nunca venceu a prova, mas foi o único que a percorreu como ciclista e mineiro, por cima e por baixo.

Hoje pela manhã um surpreendente Lance Armstrong mencionou no seu Twitter: Stablinski, the only man to mine under Arenberg & race over it.



Tour de France 2010 – Vídeo da Etapa 3

06/julho/2010

Os melhores momentos da etapa 3, em talian, diretamente da RAI.


Tour de France – As Eras

06/julho/2010

1957-1964: Jacques Anquetil

Aos 23 anos de idade Anquetil conseguiu sua primeira vitória no Tour. Era a década onde se corria a prova por países (equipes de países). Correndo contra Roger Walkowiak e Louison Bobet, venceu com 15 minutos de folga.

Em 1958 perdeu para Charly Gaul, a chuva e uma doença. Em 1959 foi superado por Federico Bahamontes e em 1960 não disutou o Tour.

Voltou a vencer apenas em 1961, da segunda a última etapa (monotonia?). Em 1962, a prova voltou a ser disputada por equipes, quando ele ganhou novamente e nessa oportunidade vestiu a amarela apenas a dois dias de Paris.

Em 1963 venceu pela primeira vez uma etapa de montanha (em Chamonix) e converteu-se no então maior vencedor de etapas. No ano de 1964 conseguiu sua quinta vitória (e a mais sofrida delas): Raymond Poulidor, o melhor segundão da história venceu-o no Puy de Dôme, mas não conseguiu tirar sua liderança.

Não participou em 1965 e abandonou a corrida em 1966, na 19a. etapa a caminho de Saint Ettiène.

1969-1974: Eddy Merckx

No ano em que venceu a Paris-Nice, Milanon-San Remo, Tour de Flanders e Liège-Bastogne-Liège, Merckx  chegou, venceu seis etapas, a classificação geral, de montanhas, de pontos e a de equipes. Não bastando, abriu 18 minutos do segundo colocado. Um verdadeiro tirano.

Em 1970 venceu 8 etapas e abriu 12 minutos na geral, além do prêmio de montanhas.

Luis Ocaña tornou sua tarefa mais difícil em 1971 colocando o belga em apuros até que sofreu uma queda no Col de Mente, retirando-se da prova. Já em 1972 fez um ano brilhante com sua quarta vitória consecutiva na prova.

Já em 1973 ganhou a Vuelta e o Giro, mas abriu mão do Tour. Como uma maldição, Ocaña, vencedor nesse ano, não pode participar em 1974, ano da quinta e última vitória de Merckx.

Em 1975 ele era líder na 15a. etapa até sofrer uma agressão de um espectador quando subia o Puy de Dôme. Acabou derrotado por Bernard Thévenet.

O Canibal voltou ao Tour em 1977, acabando em 6o.

1978-1985: Bernard Hinault

Quando o Tour ficou órfão de Merckx, surgiu o melhor francês da era moderna: Bernard Hinault, o TEXUGO (le Blaireau). Igual a Merckx e Anquetil, já venceu na estréia, correndo pela Renault-Gitane, com apenas 23 anos (já havia vencido a Vuelta).

Em 1979 repetiu-se a ordem: Hinault em 1o. e Zoetemelk em 2o., mas o francês estava mais forte: venceu 7 etapas e abriu 12 minutos do holandês.

Abrindo a temporada seguinte, tudo indicava mais uma vitória sua mas, seu joelho obrigou-o a abandonar a prova, vestido de amarelo.

No ano de 1981 somou a terceira vitória e a quarta em 1982. Seu domínio já fazia sombra ao que Merckx havia feito, quando, novamente, seu joelho o obrigou a ficar de fora em 1983.

Retornou com força em 1984, mas outro francês, Laurent Fignon, muito eficiente, mostrou o amargo sabor da derrota para Hinault.

1985 foi o ano que ele passou para a história como o terceiro pentacampeão da prova com a memorável batalha com o americano Greg LeMond. Depois disso, a França segue esperando um novo campeão.

1991-1995: Miguel Indurain

Em 1990 foi o ano que Indurain chegou a Paris como gregário de Pedro Delgado, mas esteve com os melhores nas montanhas, acabando em 10o. na Geral e vencendo na etapa de Luz Ardiden.

Venceu em 1991 com Chiapucci auxiliando a dinamitar a prova. Venceu também em 1992 com uma demonstração de força incrível na crono de Luxemburgo: abriu mais de 3 minutos do segundo colocado, Armand de las Cuevas.

No ano de 1993 apesar de perder uma crono para Tony Rominger, acabou vencendo a prova novamente. No ano seguinte, impôs sua qualidade como contrarrelogista e venceu pela quarta vez consecutiva.

Sua estabilidade nas montanhas era desesperadora. Seus rivais conseguiam batê-lo, mas ele administrava seu tempo e nunca perdia o que havia conquistado no contrarrelógio. A equipe ONCE bem que tentou com Zülle e Jalabert, mas o espanhol conseguiu outra vitória e entrou para o seleto grupo dos penta.

Em 1996 voltou disposto a fazer história, mas mostrou debilidade nas montanhas e foi derrotado por Bjarne Rijs. Terminando em 11o. retirou-se do ciclismo.

1999-2005: Lance Armstrong

A história de Armstrong é conhecida de todos: Campeão Mundial aos 22 anos em 1993, teve o diagnóstico de um câncer e sobreviveu a doença. Ficou anos fora das estradas e voltou a competir em 1998.

Venceu seu primeiro Tour em 1999, uma edição marcada pelas ausências de Ullrich e Pantani. Venceu o prólogo, a primeira crono e a primeira etapa de montanha, abrindo 1 minuto do Cachorro Louco Zülle.

Em 2000 encontrou o Ullrich. Mas o ritmo do alemão não foi o suficiente: o americano foi o melhor em todos os terrenos. Em 2001 ocorreu o mesmo. E provavelmente aconteceria o mesmo na 4a. vitória de Armstrong em 2002, caso Ullrich não estivesse suspenso devido a um positivo fora de competição.

No ano de 2003 Ullrich voltou pela Bianchi, equipe criada a dedo para a prova. Foi o ano mais difícil para o americano: perdeu a primeira crono para o alemão que colocou sua liderança em xeque nas montanhas. Com muito esforço Armstrong ampliou sua vantagem em Luz Ardiden e o alemão jogou tudo fora ao cair na CRI final (na chuva – essa eu vi!).

Sua quinta vitória ocorreu com muita naturalidade, nunca esteve a perigo em 2004 (Ullrich sequer foi segundo – seu gregário-traíra Klöden tomou sua posição). No ano seguinte, nova vitória (a 7a.), numa prova até certo ponto monótona, só agitada por um novo nome nas montanhas chamado Ivan Basso.


Tour de France – Podium Girls (1)

06/julho/2010

A Itália é mais bonita.


Tour de France 2010 – Resultados Etapa 3

06/julho/2010

Etapa

1 Thor Hushovd (Nor) Cervelo Test Team
2 Geraint Thomas (GBr) Sky Professional Cycling Team
3 Cadel Evans (Aus) BMC Racing Team
4 Ryder Hesjedal (Can) Garmin – Transitions
5 Andy Schleck (Lux) Team Saxo Bank
6 Fabian Cancellara (Swi) Team Saxo Bank
7 Johan Van Summeren (Bel) Garmin – Transitions 0:00:53
8 Bradley Wiggins (GBr) Sky Professional Cycling Team
9 Jurgen Van Den Broeck (Bel) Omega Pharma-Lotto
10 Alexander Vinokourov (Kaz) Astana
??. Alberto Contador 
??. Lance Armstrong a 2’08”

A notícia ruim do dia: Frank Schleck sofreu uma queda feia e está fora com suspeita de broken collarbone (a lesão mais comum do ciclismo?).

Geral
1 Fabian Cancellara (Swi) Team Saxo Bank 14:54:00
2 Geraint Thomas (GBr) Sky Professional Cycling Team 0:00:23
3 Cadel Evans (Aus) BMC Racing Team 0:00:39
4 Ryder Hesjedal (Can) Garmin – Transitions 0:00:46
5 Sylvain Chavanel (Fra) Quick Step 0:01:01
6 Andy Schleck (Lux) Team Saxo Bank 0:01:09
7 Thor Hushovd (Nor) Cervelo Test Team 0:01:19
8 Alexander Vinokourov (Kaz) Astana 0:01:31
9 Alberto Contador Velasco (Spa) Astana 0:01:40
10 Jurgen Van Den Broeck (Bel) Omega Pharma-Lotto 0:01:42

Ainda é cedo pra definir a prova, mas, salvo alguma reviravolta muito grande, daria alguns palpites (leiam bem: palpites): Armstrong está fora da briga, Andy, Evans e Contador vão decidir.