Tour de France – As Eras

1957-1964: Jacques Anquetil

Aos 23 anos de idade Anquetil conseguiu sua primeira vitória no Tour. Era a década onde se corria a prova por países (equipes de países). Correndo contra Roger Walkowiak e Louison Bobet, venceu com 15 minutos de folga.

Em 1958 perdeu para Charly Gaul, a chuva e uma doença. Em 1959 foi superado por Federico Bahamontes e em 1960 não disutou o Tour.

Voltou a vencer apenas em 1961, da segunda a última etapa (monotonia?). Em 1962, a prova voltou a ser disputada por equipes, quando ele ganhou novamente e nessa oportunidade vestiu a amarela apenas a dois dias de Paris.

Em 1963 venceu pela primeira vez uma etapa de montanha (em Chamonix) e converteu-se no então maior vencedor de etapas. No ano de 1964 conseguiu sua quinta vitória (e a mais sofrida delas): Raymond Poulidor, o melhor segundão da história venceu-o no Puy de Dôme, mas não conseguiu tirar sua liderança.

Não participou em 1965 e abandonou a corrida em 1966, na 19a. etapa a caminho de Saint Ettiène.

1969-1974: Eddy Merckx

No ano em que venceu a Paris-Nice, Milanon-San Remo, Tour de Flanders e Liège-Bastogne-Liège, Merckx  chegou, venceu seis etapas, a classificação geral, de montanhas, de pontos e a de equipes. Não bastando, abriu 18 minutos do segundo colocado. Um verdadeiro tirano.

Em 1970 venceu 8 etapas e abriu 12 minutos na geral, além do prêmio de montanhas.

Luis Ocaña tornou sua tarefa mais difícil em 1971 colocando o belga em apuros até que sofreu uma queda no Col de Mente, retirando-se da prova. Já em 1972 fez um ano brilhante com sua quarta vitória consecutiva na prova.

Já em 1973 ganhou a Vuelta e o Giro, mas abriu mão do Tour. Como uma maldição, Ocaña, vencedor nesse ano, não pode participar em 1974, ano da quinta e última vitória de Merckx.

Em 1975 ele era líder na 15a. etapa até sofrer uma agressão de um espectador quando subia o Puy de Dôme. Acabou derrotado por Bernard Thévenet.

O Canibal voltou ao Tour em 1977, acabando em 6o.

1978-1985: Bernard Hinault

Quando o Tour ficou órfão de Merckx, surgiu o melhor francês da era moderna: Bernard Hinault, o TEXUGO (le Blaireau). Igual a Merckx e Anquetil, já venceu na estréia, correndo pela Renault-Gitane, com apenas 23 anos (já havia vencido a Vuelta).

Em 1979 repetiu-se a ordem: Hinault em 1o. e Zoetemelk em 2o., mas o francês estava mais forte: venceu 7 etapas e abriu 12 minutos do holandês.

Abrindo a temporada seguinte, tudo indicava mais uma vitória sua mas, seu joelho obrigou-o a abandonar a prova, vestido de amarelo.

No ano de 1981 somou a terceira vitória e a quarta em 1982. Seu domínio já fazia sombra ao que Merckx havia feito, quando, novamente, seu joelho o obrigou a ficar de fora em 1983.

Retornou com força em 1984, mas outro francês, Laurent Fignon, muito eficiente, mostrou o amargo sabor da derrota para Hinault.

1985 foi o ano que ele passou para a história como o terceiro pentacampeão da prova com a memorável batalha com o americano Greg LeMond. Depois disso, a França segue esperando um novo campeão.

1991-1995: Miguel Indurain

Em 1990 foi o ano que Indurain chegou a Paris como gregário de Pedro Delgado, mas esteve com os melhores nas montanhas, acabando em 10o. na Geral e vencendo na etapa de Luz Ardiden.

Venceu em 1991 com Chiapucci auxiliando a dinamitar a prova. Venceu também em 1992 com uma demonstração de força incrível na crono de Luxemburgo: abriu mais de 3 minutos do segundo colocado, Armand de las Cuevas.

No ano de 1993 apesar de perder uma crono para Tony Rominger, acabou vencendo a prova novamente. No ano seguinte, impôs sua qualidade como contrarrelogista e venceu pela quarta vez consecutiva.

Sua estabilidade nas montanhas era desesperadora. Seus rivais conseguiam batê-lo, mas ele administrava seu tempo e nunca perdia o que havia conquistado no contrarrelógio. A equipe ONCE bem que tentou com Zülle e Jalabert, mas o espanhol conseguiu outra vitória e entrou para o seleto grupo dos penta.

Em 1996 voltou disposto a fazer história, mas mostrou debilidade nas montanhas e foi derrotado por Bjarne Rijs. Terminando em 11o. retirou-se do ciclismo.

1999-2005: Lance Armstrong

A história de Armstrong é conhecida de todos: Campeão Mundial aos 22 anos em 1993, teve o diagnóstico de um câncer e sobreviveu a doença. Ficou anos fora das estradas e voltou a competir em 1998.

Venceu seu primeiro Tour em 1999, uma edição marcada pelas ausências de Ullrich e Pantani. Venceu o prólogo, a primeira crono e a primeira etapa de montanha, abrindo 1 minuto do Cachorro Louco Zülle.

Em 2000 encontrou o Ullrich. Mas o ritmo do alemão não foi o suficiente: o americano foi o melhor em todos os terrenos. Em 2001 ocorreu o mesmo. E provavelmente aconteceria o mesmo na 4a. vitória de Armstrong em 2002, caso Ullrich não estivesse suspenso devido a um positivo fora de competição.

No ano de 2003 Ullrich voltou pela Bianchi, equipe criada a dedo para a prova. Foi o ano mais difícil para o americano: perdeu a primeira crono para o alemão que colocou sua liderança em xeque nas montanhas. Com muito esforço Armstrong ampliou sua vantagem em Luz Ardiden e o alemão jogou tudo fora ao cair na CRI final (na chuva – essa eu vi!).

Sua quinta vitória ocorreu com muita naturalidade, nunca esteve a perigo em 2004 (Ullrich sequer foi segundo – seu gregário-traíra Klöden tomou sua posição). No ano seguinte, nova vitória (a 7a.), numa prova até certo ponto monótona, só agitada por um novo nome nas montanhas chamado Ivan Basso.

9 respostas para Tour de France – As Eras

  1. davisilveira disse:

    eu vi 80% das etapas de todas as vitorias do titio…perdi algums por sewrem planas o por outros motivos…a unica mais complicadinha foi contra o alemao na bianchi…de resto foi um passeio

  2. Fernando Blanco disse:

    Valeu, Zaka, ótimo post que dá uma ótima visão dos fases históricas do Tour! Pode ser parte de um livro sobre o ciclismo internacional. Topas escrever? Abs

  3. Juca disse:

    …foi derrotado por Bjarne Rijs (que usava e abusava do EPO sem problemas).

  4. leonn disse:

    Putz! 3 min em um crono para segundo lugar. Agora entendo porque o Zaka chama o Miguelão de et, touro e etc. Tenho que encontrar o video dessa etapa. Se alguém souber, gentileza postar.

  5. Juca disse:

    então aproveitando o título do post poderiamos afirmar que nesse Tour Armstrong “jÁ Eras”?
    Calma ae, é brincadeirinha!