Quem é o halterofilista?

19/julho/2010

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Tour de France 2010 – O Risadinha

13/julho/2010

Mas que *@$&$%¨&#¨. Subindo uma montanha dessas e rindo?!

Isso me lembra outro sujeito que subia “dando risada”.


Nova série: Bons tempos que não voltam mais

13/julho/2010

Imagens que dispensam comentários.


Cateye Strada TDF Special Edition

02/julho/2010

Para entrar no clima do Tour, à venda nas melhores casas do ramo.

Gostei da versão catapora.


A Lenda do chocolate

01/julho/2010

“Antes da corrida estimula. Depois da corrida reconstitui. O bom chocolate traz força e alegria”.

Sempre falei isso.

choco

Imagem: But et Club – Le Miroir des Sports, Nr.403, 4 Maio de 1953


Quem são os ciclistas?

29/junho/2010


Albert Richter

27/junho/2010

Foi um ciclista alemão. Em 1932 depois de surpreender o mundo ganhando o Grand Prix de Paris chegou a converter-se no campeão do mundo amador em pista.

Richter cresceu em Sömmeringstraße, Ehrenfeld, um bairro de Colonia. Seu pai quis ensinar-lhe um ofício e durante anos trabalhou com ele na sua oficina. Ao mesmo tempo, e como seus irmãos, teve uma educação musical: quando menino teve aulas de violino.

Naquela época, Colonia era o coração do ciclismo alemão. Albert sempre foi fascinado por esportes e começou a competir aos 16 anos, sem contar ao seu pai, quem levou um grande susto ao saber de um acidente que sofreu, quebrando a clavícula.

Seus primeiros passos no ciclismo atrairam a atenção de Ernst Berliner, um ex-campeão de ciclismo que tinha um negócio de móveis na cidade e que era um famoso treinador. Porém, Berliner era judeu e  já enfrentava problemas com o regime.

Richter e Berliner

Em 1932 Richter estava desempregado e decidiu dedicar-se profissionalmente ao esporte que gostava. Seu treinador e representante o enviou a Paris, capital do ciclismo em pista. Apesar de ganhar menos do que no seu país, teve um grande reconhecimento. Em 1932 após ganhar o Grand Prix, esperava ser escolhido para os Jogos Olímpicos de Los Angeles, mas acabou se decepcionando: a federação alemã não podia (ou não queria) pagar sua passagem, provavelmente para castigar o seu treinador judeu.

Sua fama cresceu e o jovem passou a ser considerado como um dos melhores velocistas internacionais, muitos dos quais criou fortes laços de amizade: o belga Jef Scherens e o francês Louis Gérardin. Juntos os três eram conhecidos como os Três Mosqueteiros.

Em 1934 Berliner foi impedido de treinar Richter, mas era possível vê-los juntos nos circuitos internacionais de Zurique, Amsterdam, Bruxelas….

Nos Jogos Olímpicos de Berlim de 1936, assim como em tantas competições e atos públicos, o ciclista negava-se a fazer a saudação nazista. Também negou-se a usar o uniforme oficial com o escudo do governo e a suástica quando competia por seu país. Recusou-se também a participar de qualquer maneira da 2a. Guerra Mundial.

Em 1939 ganhou a medalha de bronze do Mundial e também ganhou o Grand Prix de Berlim, sua última vitória.

Os nazistas não esqueceram as humilhações. Devido às perseguições, decidiu fugir para a Suíça, embarcando no Expresso de Rheingold em 31 de dezembro de 1939, cruzando para Weil Rhein.

A Gestapo o capturou ao tentar trocar o dinheiro que levaria do país. Transportado para a prisão de Lörrach, morreu em 2 de janeiro. A versão oficial contava que havia cometido suicídio, versão não aceita pelo resto do mundo. Quando seus irmãos pediram para ver o corpo, no depósito mostraram seu cadáver banhado de sangue e com várias perfurações.

Após a 2a. Guerra, Berliner voltou para a Alemanha e tentou reabrir as investigações a respeito da morte de seu jovem discípulo, todas em vão.

Em 1997 inaugurou-se em Colonia o velódromo Albert Richter, em sua homenagem.