O escândalo do dia

30/junho/2010

Como de praxe, antes do início de uma grande volta, a imprensa divulga (ou é informada pelos órgãos de repreensão a essa prática) um novo esquema descoberto recentemente (é uma coisa óbvia: quando os olhos dos fãs e patrocinadores estão voltados para a modalidade, uma notícia desse porte tem muito mais impacto).

Dessa vez é na Itália e segundo o Tuttobici o esquema foi descoberto após investigações na casa de Davide Rebellin e a localização de receitas de um médico chamado Filippo Manelli. Após investigações na casa do tal médico, foram encontradas anotações, computadores, receitas e substâncias proibidas (na sua maioria russas) e com isso, cerca de 30 corredores (entre amadores e profissionais) estão sendo investigados. Nesse outro link, o Tuttobici divulga suas iniciais (reprodução do documento do Comando Carabinieri):

M.F. –
F.F. –
C.M. –
S.F. –
V.M. –
B.M. –
B.I. –
F.R. –
C.C. –
C.S. –
P.G. –
T.A. –
R.G. –
F.R. –
C.C. –
C.S. –
T.A. –
R.G. –
V.G. –
M.G. –
V.M. –
K.A. –
S.B. –
V.M. –
C.R. –
V.G. –
M.G. –
V.M. –
K.A. –
S.B. –
V.M. –
C.R. –

O detalhe é que a primeira letra corresponde ao sobrenome e a segunda ao nome. Assim, C.R. poderia ser (só um exemplo) Roberto Conti.

Repetindo outras investigações, aparentemente só ciclistas fazem uso dessas práticas ilegais. Atletas de outros esportes e jogadores de futebol não tiveram seus nomes divulgados. Certo, eu acredito nisso… e em Papai Noel também.

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Alejandro Valverde suspenso por dois anos

31/maio/2010

Com alguns anos de atraso, outro corredor envolvido na Operación Puerto foi punido pela UCI.

O queridinho da imprensa espanhola já estava suspenso na Itália desde o ano passado e a suspensão anunciada hoje já era esperada, sendo que a principal dúvida era A PARTIR DE QUANDO e se suas vitórias seriam anuladas.

Mostrando uma complacência não muito comum, o TAS anunciou a suspensão a partir de 1o. de janeiro de 2010, mantendo todas as outras vitórias do espanhol, sendo anuladas portanto somente as vitórias da Romandia, Mediterrâneo e país Basco (analisando friamente, está certo, anula-se somente após a suspensão).

Vamos aguardar o desfecho dos acontecimentos: posso estar enganado, mas acho que não vai parar por aqui.


Floyd Landis abre o bico (2)

20/maio/2010

Aqui vocês encontram a reportagem inteira no site da ESPN.

(Quem não souber inglês, sugiro uma ferramenta de tradução – minha preferida é a do Google: http://translate.google.com.br)


Revelações de Thomas Frei

03/maio/2010

Original no Cyclingnews:

http://www.cyclingnews.com/news/frei-explains-the-motivation-behind-his-doping

Alguns pontos interessantes e reveladores nessa entrevista de Thomas Frei:

– Teria continuado a se dopar caso não tivesse sido pego; a tentação para ganhar mais dinheiro é muito grande;
– Na Astana não usou métodos ilegais, era um peixe pequeno comparado aos demais corredores;

E o mais importante:

  • “Não sou uma vítima da equipe, foi minha decisão de começar com EPO”;
  • “Nunca recebi pressão dos chefes de equipe para dopar-me”;
  • “Nunca fui questionado pelos chefes como tornei-me tão rápido de repente”;
  • “Dos chefes só ouvimos: não queremos doping, mas na verdade querem dizer outra coisa”;

Assim, pelo menos no meu ponto de vista, começamos a acabar com aquele mito de que TODOS os dopados são coitadinhos e que só o fazem por exigência dos patrões.

Outro ponto sendo esclarecido: de que todos os patrões jogam duro contra o doping e os ciclistas dopados: pelo que eu entendi: não se dope, mas se resolver e começar a andar bem, pra mim tudo bem, desde que ninguém fique sabendo.


Passaporte cassado

03/maio/2010

Saiu há pouco no Jornal Ciclismo:

O italiano Franco Pellizotti (Liquigas-Doimo) é um dos “cinco a oito nomes” que a União Ciclista Internacional (UCI) vai anunciar, entre hoje e amanhã, como violadores das regras antidopagem, detectados pelo passaporte biológico. A notícia é avançada pela Gazzetta dello Sport, que revela que os outros faltosos serão, pelo menos, mais um transalpino, dois espanhóis, um russo e um esloveno.

Leiam o resto aqui.

Façam suas apostas. Eu já fiz a minha relação.


Thomas Frei

30/abril/2010

Frei, mesmo turbinado, só conseguiu um resultado entre 10 de uma prova depois da data do exame (9o. no Giro del Trentino – abandonou quando lhe comunicaram do positivo). Seria mais um corredor sem resultados significativos (alface). Reparem que passaram-se 31 dias em que ele continuou competindo, certo que passaria batido.

No entanto, sua atitude é um pouco diferente da habitual: deu uma entrevista (sem socos na mesa, sem crianças) em que admitiu que tomava EPO de forma independente e dispensava a análise da amostra B.

Um atleta que admite sua culpa não vemos todos os dias.

Outra curiosidade é que Frei disse que havia tomado uma microdose de EPO na noite anterior e que, se houvesse bebido 1 litro a mais de água, provavelmente daria negativo. É certo? Não sei.

Além disso, disse que não é um mentiroso compulsivo e admitiu que sua família também sabia da sua prática.

Mesmo ele tendo feito uma bela de uma m*, pondo em risco toda a sua equipe, fiquei surpreso e se pudesse, gostaria de parabenizá-lo pela sua atitude admitindo o delito.

Agora, deve cumprir os 2 anos de suspensão (pedir desculpas não o livra do crime) e voltar de cabeça erguida.


Batoteiro suspenso do dia

29/abril/2010

Gabriele Bosisio, italiano, equipe LPR, suspenso por dois anos por uso de EPO.

Vai ter que pegar outra coisa agora.