A Lenda do chocolate

01/julho/2010

“Antes da corrida estimula. Depois da corrida reconstitui. O bom chocolate traz força e alegria”.

Sempre falei isso.

choco

Imagem: But et Club – Le Miroir des Sports, Nr.403, 4 Maio de 1953

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O primeiro campeão alemão

03/junho/2010

Adolf Huschke foi um corredor completo dentro de suas possibilidades. Para a época, era considerado um corredor flexível, de elegância felina, mas que também transmitia força e dotado de uma incrível força de vontade.

Teve a possibilidade de dispotar somente duas provas com mais de duas etapas na sua carreira e brilhou em ambas ocasiões: na Große Preis von Deutschland (Volta da Alemanha) de 1922 venceu a Gral, ganhando 3 de 4 etapas.

Mas eram nas provas de um dia que era possível ver Huschke vencendo com mais naturalidade. Nas clássicas de mais de 300Km, como a Nuremberg-Munich-Nuremberg (1922), Berlin-Cottbus-Berlin (1922-1923), Rund und Berlim (1911) chegando com mais de 20 minutos de vantagem ou no campeonato de Zurich de 1923, talvez sua melhor vitória, batendo no sprint o triplo vencedor da prova, o suíço Heiri Suter que no mesmo ano conseguiu o doblete Ronde-Roubaix.

Era também um grande escalador. Numa legendária Rund und Die Hainleite em maio de 1921, disputada entre frio e neve, Adolf foi o vencedor no sprint, sendo que apenas três corredores conseguiram terminar a prova as 20 horas, depois de mais de 13 horas sobre os pedais, onde sequer os carros de apoio conseguiram chegar.

Foi campeão alemão em 1921 e ao longo de sua carreira conseguiu 46 vitórias em clássicas de primeiro nível em apenas 7 anos como profissional. De 1912 a 1913 abandonou o ciclismo para se dedicar a sua profissão original (encanador) e entre 1915 e 1919 esteve no front, quando perdeu seu irmão.

Em 1923 ele era um dos ciclistas alemães mais fortes e o momento alto da temporada era a clássica de fim de verão: Rund und Berlim, uma infernal carreira sobre pedras e um vento constante, acompanhado das fortes e habituais chuvas. Era a prova de maior prestígio na Alemanha da época.

A prova foi vencida por Erich Aberger, sob um incomum sol. Mas o destaque da prova não foi sua vitória, mas sim a tragédia: Adolf perdeu a vida horas depois da prova em consequência de uma queda (seu amigo e companheiro Walter Wenzlaff relatou que ele perdeu o controle de sua bicicleta ao chegar numa ponte e foi violentamente arremessado contra um pilar, sofrendo múltiplas fraturas no crânio). Transportado ao hospital de Oranienburg, faleceu 40 horas depois, em 28 de agosto.

Após sua morte, seus companheiros e rivais, além de muitos fãs angariaram fundos para levantar um monumento digno a sua memória. Construído ao lado da estrada de Sachsenhausen, onde ele deu suas primeiras voltas em bicicleta, foi inaugurado em 31 de agosto de 1924 com a presença de mais de 1.000 ciclistas vindos em peregrinação de várias partes do país.


A Lenda dos pneus derretidos

01/junho/2010

Tour de France 1973.

Merckx e toda a esquadra Molteni lançam um ataque logo no início da etapa para tentar escapar de Luis Ocaña.

O calor foi tanto que muitos pneus (tubulares) não resistem e acabam descolando dos aros.

merckx ocana


Giro d’Italia – Fotos históricas

03/maio/2010

1952 – Partida no Duomo di Milano

1953 – Fiorenzo Magni vence o último estágio no Vigorelli, em Milano

1954 – Gregários param para pegar água no estágio de Bolzano-Sankt

1955 – A escapada de Coppi e Magni no estágio de Trento-San Pellegrino Terme

1956 – Fiorenzo Magni em San Luca. Ele havia quebrado a clavícula e não conseguia se firmar com força no guidão, então usou essa fita presa nos dentes pra fazer a alavanca.

 


Giro d’Italia – Fotos históricas

01/maio/2010

1936 – Etapa de Terminillo (cronoescalada) vencida por Giuseppe Olmo

1937 – Gino Bartali venceu também a classificação de montanhas

1938 – Giuvanni Valetti escalando o Ghisallo

1939 – Estradas típicas daqueles anos

1940 – Fausto Coppi ganha um panetone após a etapa

1940 – Fausto Coppi, Gino Bartali e Giovanni De Stefanis


A Lenda de Geo Lefèvre

01/maio/2010

Geo Lefèvre foi o idealizador do Tour de France. O patrão era Henri Desgrange, dono do jornal L’Auto, mas a idéia foi de Lefèvre.

Dizem que no primeiro Tour em 1903 Lefèvre fazia praticamente tudo sozinho: juiz de largada, árbitro, auxiliar e juiz de chegada. Dada a saída, pegava um trem até passar os primeiros corredores (etapas com mais de 400Km) assistia a sua passagem, pegava outro trem, assistia a passagem e ia repetindo o ritual até a chegada. Depois ainda escrevia a crônica da prova para o jornal (já que o objetivo inicial era unicamente vender mais).


Giro d’Italia – Fotos históricas

29/abril/2010

1909 – Chegada na Arena di Milano, etapa final

1910 – Ernesto Azzini vence o sprint do primeiro estágio, Milano-Udine

1911 – Ezio Corlaita na liderança no Sestriere

1912 – “Gruppo Compatto”

1922 – Um corredor encontra a estrada parcialmente bloqueada

1923 – Girardengo vence a última etapa no sprint (Mantova-Milano)

1925 – Girardengo vence Binda no sprint do segundo estágio (Torino-Arenzano)